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domingo, 21 de fevereiro de 2021

Que aposentadoria, que nada - Fabiano Negri mais ativo que nunca


Munich Helles

Bem maltada, cor dourada, amargor equilibrado e sutil, a Munich Helles foi escolhida para essa audição pois, como surgiu em 1895, claro, na Alemanha, para concorrer com a Pilsen, da Bohemia, não deixa de representar uma certa tradição. Tradição essa que acaba configurando o novo trabalho de Fabiano Negri, o EP Reborn, via Big Can Productions (EUA). 

Em 2.020, noticiamos que o músico campineiro estava se despedindo da carreira (leia aqui). "Eu estava realmente cansado de produzir novo material e não sair do lugar", explica no release que acompanha o material promocional do lançamento. Entretanto, para nossa sorte, surgiu um novo selo no meio do caminho. Só que dos Estados Unidos.

É uma pena que o reconhecimento, tardio, diga-se, venha da Terra do Tio Sam. Porém, o que importa é que ela veio e cá estamos nós diante da primeira parte de Reborn. Sim, teremos mais, ainda bem! A segunda é prometida para meados de 2.021. A divisão serve "para que as pessoas tenham mais tempo de assimilar o trabalho", conta Negri. 

São 6 faixas no total, sendo que a faixa-título ganhou uma versão acústica e encerra o track list. O período conturbado pelo qual passou o multi-instrumentista desde antes do início das composições rederam temas "positivos, reflexivos e diretos", segundo o próprio. O som é aquele hard rock já característico - daí a tradição do início do texto -, levemente mais pesado que o anterior, The Fool's Path (2.020).

Desta vez, Negri gravou todos os instrumentos em seu estúdio caseiro, no interior paulista, além de mixar e masterizar no mesmo local. A única participação externa, digamos assim, foi a de seu filho, Ian, tocando baixo e percussão na excelente Gazing. Todas são boas, mas a minha favorita é justamente o primeiro single, Inside out.

Quem sabe agora, com o interesse de fora, os fãs da boa música no Brasil não abram os olhos e valorizem mais nossos artistas independentes. Apoie a música nacional. O rock nunca vai morrer e sem essa de que não há boas músicas novas. Basta procurar!

Serviço:

Site: www.fabianonegri.com

Facebook: www.facebook.com/fabianonegrisolo.com


domingo, 30 de agosto de 2020

GERAL: Os singles de Velhas Virgens, Metalmad DC, Fenrir's Scars e Casa das Máquinas




Weissbier

Acompanhando as novas tendências do mercado fonográfico, ditado, não de agora, mas principalmente pela baixa venda de discos físicos, as bandas tem apostado suas fichas lançando singles na internet. 

Mesmo não sendo novidade, singles nunca fizeram muito sucesso no Brasil. Contudo, ultimamente, é uma das maneiras mais práticas a disponibilização de uma música nas plataformas digitais, de áudio ou de vídeo. A chance de atingir o público é bem mais fácil que no rádio.

Dessa forma, SP&BC vai dar aquela força e mandar algumas linhas de algumas coisas lançadas nesse formato ultimamente. Abri uma Weiss porque não está mais frio e assim consigo me refrescar enquanto escrevo.


Velhas Virgens - Leprechaun / Vícios e pecados

A banda das Velhas Virgens já planejava o lançamento do novo trabalho, O bar me chama, quando a pandemia chegou e atrapalhou os planos de 100% da população. Mesmo assim alguns singles chegaram para saciar a curiosidade dos fãs. 

Vícios e pecados foi a segunda escolhida, a primeira foi Fake news no longínquo janeiro e traz aquele meio blusão com teor lírico já explícito no título. Leprechaun, lançado em meados de agosto, é o costumeiro jeito de tocar de Paulão, Cavalo e Cia. A letra junta o Leprachaun, uma figura mitológica da Irlanda com personagens do nosso folclore, como saci, mula sem cabeça e outros, além da adição de instrumentos característico do folclore britânico.


Casa das Máquinas - Tão down / Brilho nos olhos / A rua

Apesar de algumas mudanças na formação significativas, ao que tudo indica, a Casa das Máquinas vai vir com um bom álbum. Dos três singles lançados, justamente o último, Tão down, é o melhor, pois tem mais a cara da banda, apesar do acento pop.

Claro que Brilho nos olhos e A rua possuem aquele teclado característico dos anos 1.970, mas são ainda mais pop. Não há problema nisso, claro, caso contrário nem seria citado no blog, mas que faltou uma pegada na guitarra, ah isso faltou.



Metalmad DC - Olhos de Medusa

O release já informa tudo: "desistir não é uma opção". Assim, Olhos de Medusa já é o segundo single do que se promete ser um EP, apesar de que eles mesmo já andam pensando em soltar um full length, o que seria algo sensacional.

Assim como o anterior, Colheita maldita (leia mais aqui), Olhos... também traz um algo a mais no quesito letras, já que aqui falam sobre a famosa da mitologia grega Medusa. A música foi escrita pela formação anterior e ganhou um maior peso agora.


Fenrir's Scar - Curse of mankind

Continuando na onda do metal, o duo campineiro (leia mais aqui) já havia soltado a excelente Heal you no ano passado e agora está de volta com Curse of mankind, editada em julho. Uma música do mesmo nível do álbum de 2.017 e que não deve nada a qualquer grande banda que lhe venha a cabeça.

A música segue aquela linha gothic metal com vocais nos contrapontos masculino e feminino. Segundo os músicos André Baida (vocal, teclado, baixo e teclados) e Desireé Rezendo (vocal), seu som segue uma linha mais alternativa, mas rótulos estão em baixa, então, o negócio é saber se é bom ou não e, para nossa sorte, é bom!

É uma pena que no underground tudo é mais difícil e mediante tantos problemas muitos nomes acabam sucumbindo. Cabe aos chamados apreciadores da boa música fazerem seu papel e colaborando para que nossa cena, que é excelente, nunca padeça.

domingo, 21 de junho de 2020

GERAL: Metalmad DC e Voodoo Shyne lançam singles com gosto de quero mais

FOTOS: Divulgação (Metalmad DC)/Facebook (Voodoo Shyne)

Hora de falar um pouco do lançamento de singles. Duas bandas originárias da região de Campinas, no interior paulista, soltaram recententemente uma música cada que que precedem seus respectivos novos trabalhos. 

Dessa vez não escolhi uma mesma cerveja para cada faixa porque um dos integrantes da Metalmad DC (primeira foto), não bebe. Então em respeito a ele deixo para cada um fazer sua escolha. Já para o Voodoo Shyne (segunda) segue a resenha.

Metalmad DC - Colheita Maldita

Na estrada desde 2.012 e com um EP homônimo, a Metalmad DC teve um hiato em suas atividades entre 2.015 e 2.018. Mesmo com o vocalista Alexandre Quadros (ex-Wild Shark) se mudando para o Paraná, resolveram retomar as atividades no ano passado; prometem um novo EP para breve.

Só que entre idas e vindas, ocorreram as tais mudanças na formação. Atualmente, o quarteto de Mogi Guaçu conta, além de Quadros com Sandro Piccolo (baixo, ex-Strauss Noise), Cristiano "Cachorrão" (bateria, Diatribe) e Alex Roque (guitarra, Disorder of Rage).

Colheita Maldita foi composta pela formação anterior, antes da parada, e, segundo o release, "ficou mais agressiva" agora. Como pode-se suspeitar, se trata de "uma homenagem ao conto de mesmo nome do mestre Stephen King", ainda de acordo com o material enviado à imprensa. 

Falando nisso, além da música ser uma verdadeira porrada, daquelas que ao se dar conta você já está bangueando a mil, com uma produção que não deve nada a nenhuma grande banda, o cuidado na divulgação é de fazer inveja a muita gente que também pede passagem em um mercado tão concorrido.

Segue os contatos e como ouvir o petardo, basta clicar na plataforma desejada:



Voodoo Shyne - Unique (Double Ipa)

Voodoo Shyne, de Jaguariúna, já esteve em SP&BC por conta de seu, então, novo álbum, Dispassion (leia resenha aqui) e ao ouvir esse novo som facilmente constatamos algo que é de fundamental importância para qualquer trabalho artístico: ao soar a primeira nota já sacamos de quem se trata.

E não é que Unique é igual ao que foi feito no disco citado, ou nos três anteriores, mas sim de identidade mesmo. Aquele hard com influência de Alice Cooper e Kiss nos anos 1.970 continuam ali e já demonstra que o quinto trabalho do músico será, ao que se indica, a continuação natural de seu antecessor.

A Double Ipa foi a escolhida porque nesse tempo de quarentena, em que na verdade não parei de trabalhar um segundo sequer - graças a Deus -, o que mais figurou em casa foram Ipas e, para escrever, abri uma que ficou com uma harmonização perfeita. 

Então, amigo, vai continuar com a mesma playlist de sempre ou vai dar chance para o underground? Lembre-se que todos começaram um dia. Ouça o artista independente! Para conhecer Unique clique nas opções abaixo:

domingo, 12 de abril de 2020

Fabiano Negri: despedida no melhor estilo


Stout



Como escrevi este texto no domingo de Páscoa, depois de comer chocolates acompanhado de uma Stout, resolvi continuar com esse estilo de cerveja para ouvir e, enfim, resenhar The fool’s path, o último trabalho do artista solo campineiro de hard rock Fabiano Negri, lançado recentemente. E uma breja de alta fermentação, malte torrado e na casa do 7,5% de teor alcoólico acabou casando diretamente com a proposta do álbum. Refletir sobre nossa trajetória. Ou no caso, a dele.

O professor, músico, compositor, produtor e multi-instrumentista anunciou em suas redes sociais que este seria seu último disco. Depois de 25 anos de carreira e trinta CDs editados entre carreira solo e as bandas Rei Lagarto, Dusty Old Fingers e Unsuspected Soul Band, The fool’s path se mostra uma reflexão de tudo isso. Um trabalho conceitual que já de cara se mostra um dos melhores, se não o melhor, de sua extensa discografia.

A capa, assinada por Emerson Penerari, mostra uma pessoa, talvez, presa no topo de um penhasco, o que já nos leva a imaginar sobre o conteúdo da obra, o "caminho do tolo", em uma tradução livre. No release, Negri explica esse conceito: "O ‘tolo’ tem dois significados. Fala do tolo que insistiu 25 anos numa missão praticamente impossível e o tolo da carta do tarô, que indica uma guinada na vida, abandonando um caminho para recomeçar de forma diferente, mas sem saber se é certo ou errado”.

Dizer que quem faz arte independente no Brasil não é valorizado é chover no molhado, infelizmente. Assunto abordado diversas vezes no SP&BC, inclusive. Basta procurar pelas inúmeras entrevistas no blog. Fato é que, talvez por tudo isso, Negri achou melhor pendurar o microfone  e se dedicar a outros projetos. Quem perde é somente a cena nacional!

Falando da obra em si, são 10 músicas estupendas! Não, não estou puxando o saco do meu conterrâneo. Quem me conhece sabe que jamais faria isso. De todos os discos que resenhei para a revista Valhalla, por exemplo, concedi apenas um 10. Caso ainda estivesse lá, este seria o segundo da minha carreira.

Não vou destacar faixas, pois cada uma se encaixa perfeitamente dentro da proposta e conta uma parte importante da história. Claro que temos os riffs grudentos, refrãos de fácil assimilação em que basta uma ouvida para sairmos cantando a plenos pulmões, tudo muito bem produzido e gravado, como sempre aliás. Além de em alguns momentos lembrarmos do saudoso Rei Largato.

Uma curiosidade. Outro dia compartilhei em uma rede social uma faixa com a letra traduzida de  um dos singles, a balada Changing times, para anunciar que The fool's... figuraria por aqui. Curiosamente, minha sogra, que não gosta de rock - da minha família só eu mesmo (risos) - comentou que gostou da música e, principalmente, da letra, por ser bem verdadeira.

The crew

The fool's path foi gravado no Estúdio Minster, de propriedade do meu amigo de longa data Ricardo Palma, que tocou baixo, mixou e masterizou, enquanto que Cesar Pinheiro se encarregou da bateria. O que sobrou, que não foi pouco, ficou por conta de Fabiano Negri: composição, produção, guitarra, teclado e voz.

O álbum não estará em nenhuma prateleira de loja, até porque atualmente isso é bem raro, e, infelizmente, apenas alguns temas serão disponibilizados nas plataformas digitais. Portanto, o acesso ao CD será apenas através das redes sociais de Negri. E se apresse, pois o prazo para pedidos estava se esgotando.

Pois é, meu velho, se despedir assim, com um disco tão bom é covardia. Por outro lado, a parada é por cima, da melhor maneira que um artista pode despedir-se de seus fãs.

Serviço

terça-feira, 1 de maio de 2018

Higher: do jazz ao heavy metal

O heavy não seguirá se novas bandas não tiverem espaço

Banda paulista prepara o sucessor do debut com calma



O quinteto de heavy metal de Campinas, interior de São Paulo, Higher nasceu depois que os fundadores Cezar  Girardi, vocal, e Gustavo Scaranelo, guitarra, músicos profissionais e com experiência no jazz e na música instrumental, iniciaram a Second Heaven, em 1.995. A paixão da dupla pelo metal, naquela época, não foi suficiente para manter as atividades e após dois anos o projeto virou fumaça.

Passaram a se  dedicar aos estudos acadêmicos, o que os levou para outros estilos. Contudo, o heavy metal falou mais alto e os dois voltaram a trabalhar juntos em uma nova banda, Higher. Em 2.014 saiu a estreia homônima que foi muito bem recebida pelo mercado. Afinal, um disco que abre com uma faixa como Lie mostra que a formação não está para brincadeiras.

O blog SP&BC foi bater um papo com Gustavo Scarnelo para saber das novidades e a previsão do tão esperado novo álbum e conseguiu algumas revelações. Principalmente que o guitarrista é um bom conhecedor de cervejas. Veja o que ele sugere, nesta página, para harmonizar com algumas bandas.
Cezar Girardi e Gustavo Scaranelo são dois músicos profissionais bastante experientes e
respeitados no cenário da música brasileira, especialmente nos campos do jazz e da música
instrumental. Entretanto, nutrem outra característica em comum: a paixão pelo heavy metal.
Em 1995 fundaram a Second Heaven, banda que não deixou registros e foi desativada dois
anos depois. A dupla passou então a se dedicar aos estudos acadêmicos de música, o que
acabou por levá-los para outros segmentos onde fizeram carreira. Mas a paixão pelo metal
manteve-se pulsante durante todo esse tempo. Depois de uma conversa, decidiram reunir-se
para tocar e compor heavy metal novamente. O resultado? Uma nova banda: Higher!
A Higher traz enraizada algumas características singulares: é uma banda formada única e
exclusivamente pela paixão dos músicos pelo heavy metal, ou seja, o trabalho é livre de
qualquer pretensão comercial ou mercadológica que eventualmente pudesse interferir no
aspecto artístico; essa própria experiência em outros estilos naturalmente conferiu-lhes uma
musicalidade deveras original, repleta de identidade, como nunca se ouviu antes!
Cezar Girardi e Gustavo Scaranelo são dois músicos profissionais bastante experientes e
respeitados no cenário da música brasileira, especialmente nos campos do jazz e da música
instrumental. Entretanto, nutrem outra característica em comum: a paixão pelo heavy metal.
Em 1995 fundaram a Second Heaven, banda que não deixou registros e foi desativada dois
anos depois. A dupla passou então a se dedicar aos estudos acadêmicos de música, o que
acabou por levá-los para outros segmentos onde fizeram carreira. Mas a paixão pelo metal
manteve-se pulsante durante todo esse tempo. Depois de uma conversa, decidiram reunir-se
para tocar e compor heavy metal novamente. O resultado? Uma nova banda: Higher!
A Higher traz enraizada algumas características singulares: é uma banda formada única e
exclusivamente pela paixão dos músicos pelo heavy metal, ou seja, o trabalho é livre de
qualquer pretensão comercial ou mercadológica que eventualmente pudesse interferir no
aspecto artístico; essa própria experiência em outros estilos naturalmente conferiu-lhes uma
musicalidade deveras original, repleta de identidade, como nunca se ouviu antes!
Cezar Girardi e Gustavo Scaranelo são dois músicos profissionais bastante experientes e
respeitados no cenário da música brasileira, especialmente nos campos do jazz e da música
instrumental. Entretanto, nutrem outra característica em comum: a paixão pelo heavy metal.
Em 1995 fundaram a Second Heaven, banda que não deixou registros e foi desativada dois
anos depois. A dupla passou então a se dedicar aos estudos acadêmicos de música, o que
acabou por levá-los para outros segmentos onde fizeram carreira. Mas a paixão pelo metal
manteve-se pulsante durante todo esse tempo. Depois de uma conversa, decidiram reunir-se
para tocar e compor heavy metal novamente. O resultado? Uma nova banda: Higher!
A Higher traz enraizada algumas características singulares: é uma banda formada única e
exclusivamente pela paixão dos músicos pelo heavy metal, ou seja, o trabalho é livre de
qualquer pretensão comercial ou mercadológica que eventualmente pudesse interferir no
aspecto artístico; essa própria experiência em outros estilos naturalmente conferiu-lhes uma
musicalidade deveras original, repleta de identidade, como nunca se ouviu antes!


Por favor, Gustavo, pode nos apresentar o Higher, quando foi formado, membros e a troca de integrantes?
Gustavo Scaranelo – O Higher foi formado a partir do meu reencontro com o Cezar. Tivemos uma conversa sobre a possibilidade de registrar, através de gravações, o material que havia sido produzido num projeto que tivemos há mais de 20 anos. Quando iniciamos as gravações percebemos que havia algo novo ali e resolvemos rebatizar e reformular o trabalho todo. Novas composições surgiram para concluí-lo e assim nasceu o Higher. Após a pré-produção, chamamos o baterista Pedro Rezende e o baixista Andrés Zúñiga para gravar o disco. E, na sequência, o guitarrista Felipe Hervoso, para levarmos os resultados para os palcos. Algum tempo depois o baixista Will Costa veio substituir o Andrés e o Felipe foi substituído pelo Rodrigo Ribeiro. Foram bons momentos ao lado dos membros que iniciaram o projeto e temos tido bons momentos também ao lado dos novos integrantes.

O novo álbum já está pronto? Tem data de lançamento, título?
Gustavo - O álbum ainda não está pronto. Nunca tivemos muita pressa para compor. Selecionamos cuidadosamente o material que vai fazer parte do disco novo. Muita coisa é descartada. Acreditamos que o resultado precisa ser o melhor possível, não se volta atrás no lançamento de um disco, portanto não faremos sem o devido cuidado. O título já existe e divulgaremos em breve, mas ainda não temos data para lançamento.

Como foi a escolha do produtor Tiago Bianchi (Shaman, Noturnall) na estreia?
GustavoNa verdade o primeiro disco foi produzido por mim e teve a coprodução do Cezar, o Thiago entrou na fase das gravações, portanto foi quem mixou o trabalho. Ficamos satisfeitos com o resultado. O segundo disco será produzido, gravado e mixado por mim. Estou bastante ansioso com o início das gravações!

Cada vez mais menos pessoas ouvem CD

Qual a diferença entre esses dois trabalhos? Há mudança no direcionamento 
musical ou é o mesmo heavy metal do debut?
Gustavo – É difícil dizer quando se está tão perto assim da produção, acredito que existam algumas diferenças e já temos algumas opiniões de pessoas próximas, que ouviram algumas das novas composições, já arranjadas. Mas gostaria muito de ouvir a opinião dos fãs quando o trabalho estiver rodando por aí. Sempre me surpreendo positivamente com o que leio sobre o primeiro disco do Higher.

O primeiro disco foi muito elogiado. A recepção a ele foi a esperada tanto de crítica quanto de público?
Gustavo – Acredito que quando se lança um trabalho tão verdadeiro e honesto não se espera nada, somente a satisfação de tê-lo compartilhado. É claro que existe uma expectativa, mas nada foi feito em função dela. Tudo foi colocado e selecionado com a intenção de termos um disco que, nós mesmos, voltaríamos a ouvir várias vezes. A recepção da mídia e do público me deixou muito emocionado, desde os comentários estritamente musicais, até os relatos de como nossas letras influenciaram atitudes de nossos fãs! Essa é a melhor parte de tudo para mim!     
Qual a expectativa para esse novo lançamento, em quais formatos ele virá e qual o planejamento de divulgação?

Gustavo – Acredito que ainda não abriremos mão da distribuição física do disco, mas o que temos observado é que cada vez menos pessoas possuem meios para ouvir CD em casa ou no carro, o que nos fez pensar em disponibilizá-lo, em um primeiro momento, apenas na versão digital, mas nada está definido, estamos focados nas composições e por ora é o que precisamos fazer. A estratégia de divulgação está sendo discutida junto à nossa assessoria de imprensa, o Som do Darma, e logo teremos mais clareza dos meios que utilizaremos para isso.       

Pretendem lançar o CD no exterior?
Gustavo - Bom, certamente o disco estará disponível digitalmente para compra e streaming, isso acredito que basta para que a divulgação do trabalho atinja o cenário estrangeiro para termos o nosso disco ouvido e comentado em outros países. Quanto à distribuição física, isso depende de vários outros fatores, e ainda não temos essas respostas.

O processo de composição agora foi diferente, já que, teoricamente, tiveram menos tempo para preparar as músicas?
Gustavo - Na verdade não tivemos menos tempo, e estamos usando todo o tempo que precisarmos para concluir o trabalho com a mesma convicção que concluímos o primeiro álbum. O processo de composição continua o mesmo, as músicas nascem de canções e depois ganham toda a roupagem que precisam para ir para o disco. Nesse novo trabalho teve uma composição que nasceu como balada, mas se tornou uma das músicas mais pesadas do novo álbum depois que recebeu o arranjo (risos). As coisas se transformam quando colocamos nossas ideias para conversar.

Vai ser um lançamento independente?
Gustavo – Sim. Ainda não buscamos parcerias e não acredito que o faremos até o lançamento. Apesar de estarmos abertos às parcerias, não iremos despender o tempo destinado à composição e produção do trabalho com isso. Depois de pronto, tudo pode mudar.

Existe uma expectativa para que algumas faixas tenham uma maior aceitação?
Gustavo - Não. Não acredito que estejamos à busca de mais aceitação, queremos agradar quem estiver disposto a ouvir e se identificar com o nosso trabalho. Até porque a aceitação, até o momento, é maior do que imaginávamos, e isso é ótimo!

Trabalharam algum cover?
Gustavo - Não temos a intenção de gravar nenhum cover neste disco. Acredito que quando uma banda firma seu estilo e sua identidade então passa a existir algum sentido em fazer a releitura do trabalho de alguém através de um cover, mas não antes. Por ora, o Higher quer mostrar o seu trabalho, sua criação!

Vamos unir duas paixões dos roqueiros: música e cerveja. Vocês gostam de cerveja artesanal? Qual o estilo preferido?

Gustavo -  Gosto muito, mas não saberia dizer o estilo preferido, posso citar aqui duas das minhas favoritas: Tripel Karmeliet e Westmalle Dubbel.

É cedo ainda, mas já imaginou um rótulo de cerveja do Higher? Qual estilo seria?
Gustavo - Já sim! O meu irmão, também guitarrista, costuma fabricar algumas cervejas e eu sou fã dos resultados dele. Acredito que no futuro teremos alguma parceria para chegarmos em um consenso quanto ao estilo, mas eu diria que o Higher combina melhor com um estilo forte, amargor acentuado e encorpada.

Algum recado para os fãs?
Gustavo – Sim! Continuem a dar atenção ao metal autoral nacional! Muita coisa boa nasce desta terra e não podemos acreditar que o gênero irá seguir a diante se novas bandas não tiverem espaço. Obrigado pelo carinho e pela atenção com o nosso trabalho! Digo o mesmo à vocês da imprensa, sem os quais muitos dos nossos fãs ainda não teriam chego até nós.