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segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

NOVIDADES Voodoo Shyne volta ao peso em novo single

Voodoo Shyne está de volta. Desde o final do ano passado, o vocalista/baixista tem lançado músicas em separado que, podem vir a se um novo álbum, como já aconteceu anteriormente. Outsider é o terceiro single dessa fase que já contou com Never Too Old To Fall In Love e a diferentona Play Your Part (veja aqui).

Deu a louca na Amazon! Um saldão em todo o site, mas principalmente em CD e vinil. É o Saldão do Cliente 2.024 e claro que você não vai perder né? Clique aqui e escolha sua oferta. Porém é por tempo limitado, então corra! 

Outsider é uma composição de Voodoo Shyne com participação de Estevan Sinkovitz (Marrero) na guitarra e Daniel Person (Hellish War) na bateria. A faixa foi lançada em formato audiovisual e o vídeo pode ser visto no canal oficial do Youtube do músico.

De acordo com Voodoo, a música é "uma bela porrada, crua e pesada, com influências de stoner rock e groove metal". "O som tem um riff cíclico em compasso 5/4 e parece com algo entre Sabbath e Danzig", finaliza o músico paulista.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

NOVIDADES Teria Voodoo Shyne mudado de estilo?


FONTE: AI

O músico paulista Voodoo Shyne lançou Play Your Part, seu mais novo single. Depois de Never Too Old To Fall In Love, lançada em novembro de 2.023, a ideia agora é explorar uma vibe mais pop e swingada com dinâmicas leves e melódicas.

Há quem diga que não é rock, muito menos metal. Mas isso fica a critério dos ouvintes. Para o músico, essa é sem dúvida uma de suas melhores composições.

Para ouvi-la no Bandcamp clique aqui. Ao lado de Voodoo, que além de cantar, também a compoz e gravou baixo, bateria e sintetizadores. Estevan Sinkovitz fez as guitarras, baixo e produzuiu a faixa ao lado do artista.
 
E para você que está com a grana curta e buscando algumas ofertas, vai uma dica, dá uma olhada aqui na Amazon. Tem produtos com mais de 50% de desconto.

domingo, 13 de fevereiro de 2022

FAIXA A FAIXA: Voodoo Shyne sem rótulos



English Pale Ale

A segunda edição do Faixa a Faixa do SP&BC só poderia ser do músico paulista Voodoo Shyne, que acaba de lançar seu mais novo petardo, o excelente Love, martyrs & archetypes, o quarto da discografia. Então, vamos abrir a geladeira para procurar qual cerveja combina com o rock cada vez mais variado de Voodoo. Afinal, ao longo das 9 faixas encontramos hard, new wave, gótico, enfim, tem para todos os gostos.

Voltando. A escolhida da vez foi uma English Pale Ale porque, realmente, o som pede uma breja com características inglesas, tal qual algumas faixas trazem esse clima britânico. Com aroma de malte que pode lembrar caramelo e amargor, a EPA se mostrou a perfeita para a ocasião.

Naturalmente que para esse quadro trocamos uma ideia com o próprio que, evidentemente, nos contou outros detalhes sobre o trabalho. E já começou esclarecendo sobre essa pegada de diversidade sonora apontada no início: "A ideia principal é experimentar diferentes sonoridades dentro do rock. São décadas de evolução do estilo e seria um desperdício não experimentar cada vertente do rock".

"O disco foi inteiro gravado por mim", continua o baixista/vocalista/guitarrista/baterista/compositor - ufa! -, "e pelo meu amigo, Estevan Sinkovitz (guitarra, baixo e violão, banda Marrero). Além da participação de outro grande amigo, Eklon Eleutério (piano)".

A maioria das canções, sete, por sinal já resenhados no blog, saíram como singles antes do disco ao longo do último ano e, segundo o multi instrumentista, foi a "melhor opção para valorizar cada som". Dessa maneira, os fãs podem "revisitar música por música, entendendo o contexto todo do álbum". Essas "antigas" foram remasterizadas para o lançamento.

A obra não será lançada no formato físico ficando restrita ao digital somente. Contudo, é viável apostar apenas nas plataformas? "O retorno financeiro das plataformas digitais, principalmente para artistas independentes, é ínfimo", explica ele. "Mas a questão nunca foi a grana, e sim o amor em compor música". Voodoo continua dizendo que a de vídeo pode ser melhor explorada, no entanto "a vantagem é que pode-se ouvir as músicas inteiras, mesmo não tendo assinatura", o que não acontece com as musicais.

FOTO: Divulgação

Faixa a Faixa - Love, martyrs & archetypes

Antes de partimos para o prato principal do texto, é bom frisar que a produção ficou por conta do próprio Voodoo e de Estevan Sinkovitz, este que também o mixou e masterizou no estúdio Lichen Ideias Sonoras. Chega, então, de papo. Vamos saber o que o criador pensa e sente sobre suas composições. Com a palavra Voodoo Shyne.

Trap of love - "Introdução instrumental em que o baixo e os sintetizadores recitam um mantra" (N. do R.: uma das duas até então inéditas).

Unique - "Um rockão guiado pelo riff de baixo. 'Não somos tão únicos quanto podemos imaginar'" (N. do R.: a minha favorita. Tente ouvir sem que o refrão, esse citado pelo artista, fique grudado como chiclete na sua cabeça).

A perfect match - "Provalmente o som mais hard rock do disco. 'Uma paixão de arrebatar com um refrão bem marcante'" (N. do R.: De fato, é a que mais remete aos lançamentos antigos, mais hard rock).

Love corrupts myself to death - "Rock' n' roll com uma pegada punk. 'Mesmo o amor pode te levar ao infortúnio'" (N. do R.: Outra de refrão marcante).

Through her womb - "Soa como Black Sabbath encontrando Pink Floyd em Planet caravan, e retrata a visão de fora de um homem sobre a maternidade" (N. do R.: Diria que o encontro poderia se dar em Run like hell com menos velocidade).

Instinct in me - "Um rock clássico com uma atmosfera new wave. 'Não se pode explicar os instintos, mas também não se pode ignorá-los'" (N. do R.: Mais new wave pós-punk).

Fright (People) - "O som mais pesado e estranho do disco (N. do R.: A mais pesada, porém nada de estranha. Alice Cooper fase fim dos anos 1.980 um pouco mais contido).

A.L.L. - "Um pouco de amor para nos trazer de volta à luz" (N. do R.: a outra nova)

Promises - "Um punk rock setentista com um refrão pra cima"
(N. do R.: Para se divertir. Fecha com chave de ouro).

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

REVIEWS: Pandemia no Brasil

Russian Imperial Stout

Antes de iniciar vamos a uma breve explicação. Já faz algum tempo que não temos um texto novo aqui no SP&BC. Fato é que a vida ficou mais corrida por motivos particulares. De todo modo, o blog não vai morrer, pelo contrário, mas a periodicidade está complicada. Assim, vamos encurtar os comentários para falar de mais bandas e aproveitar o tempo. E, também, todos sabem que se é comentado aqui significa que o SP&BC aprova.

Assim como para apreciar essas obras abri uma breja Russian Imperial Stout, com aromas de cacau e café e espuma cremosa persistente. Uma cerveja forte, da família das poter, com maltes tostados, que combina perfeitamente com os CDs que vamos falar.

Começando pelo sensacional novo álbum da Dorsal Atlântica que já nasceu clássico! Pandemia, feito na base do crowdfunding, em que se arrecada verba junto aos fãs visando o lançamento, é conceitual e trata do atual momento em que vivemos aqui em nosso país, afundado não somente pela pandemia global do novo coronavírus, mas também pela política e na, digamos, falta de boa vontade de boa parte da população.

O som é aquele metal pesado com muito bom gosto e as letras, bem, mais claras impossíveis. Provocante. Rebelde. Direto. Enfim, Carlos Lopes soltou o verbo que estava entalado em sua garganta e nos refletir sobre tudo o que está a nossa volta. É para pensar, entender e curtir. O disco conta com uma arte gráfica primorosa e com capa dupla.


 

Fabiano Negri - Reborn

O multi-instrumentista campineiro de hard rock Fabiano Negri (ex-Rei Lagarto, entre outros) colocou no mercado, via Big Can, a segunda parte de Reborn e, portanto, fomos brindados a nos deliciar com mais um CD, agora completo com ambas as partes, de qualidade acima da média. Ambos estão nas plataformas digitais.

Achei a primeira parte levemente superior, no entanto, ao ouvir as 11 faixas como um trabalho único, o que de fato é, percebe-se um direcionamento coeso e que demonstra que o músico tem muita lenha para queimar ainda. Aposentadoria só aos 65 anos, hein.


Freesome - Get me goin' (single)

Keep on naked foi um bom EP editado lá em 2018 pelo Freesome. Se a pandemia não tivesse atrapalhado, possivelmente teríamos um novo disco do quinteto, contudo, mesmo com as dificuldades impostas pelo momento atual, a banda não se intimidou e soltou este single, uma música divertida, daqueles rocks tipo arena. 

Freesome
Bom pegar uma Weiss e colocar Get me goin' para rolar na sua plataforma digital favorita. E que logo venha o próximo EP. O aperitivo foi aprovado!

 

Voodoo Shyne - Instinct me / Through her womb (singles)

Já o Voodoo Shyne está com dois excelentes singles novos, Instinct me e Through Her Womb (para ouvir clique aqui), também disponíveis nas plataformas digitais. A segunda, a mais nova, é uma balada, em que o próprio música a classificou como o "Black Sabbath encontrando Pink Floyd no Planet Caravan". Acho que podemos ficar com essa descrição.

Outros trabalhos que pintaram por aqui e agradaram bastante. O já veterano Brave, com The Oracle, algo que vai na linha do power metal. A faixa título é uma das melhores do disco. Cuidado para não ficar com ela na cabeça devido a seu refrão grudento. Muto bom!

O Warshipper, faz death metal, que não é bem a minha praia, mas Barren... tem lá seus atrativos. Caso idêntico ao Hammathaz, que demonstra muita garra em The-One. Apoie nossa cena, curta, compartilhe, espalhe para os amigos. E não fique ouvindo somente os clássicos, pois ainda há novas bandas ou nomes que ainda não são conhecidos, mas que produzem excelentes títulos.

domingo, 24 de janeiro de 2021

RETROSPECTIVA 2.020: O que rolou e o que podemos esperar de 2.021



Mesmo não havendo shows, músicos trabalharam bastante em ótimos lançamentos

Acredito que em nenhum outro ano fazer um apanhado do que chegou até o público foi tão importante como agora. Isso porque... bem, todos sabemos como foi 2.020. Existem até anúncios de shows em 2.021, inclusive um Rock in Rio, porém, sinceramente, não acho que role até que estejamos bem seguros quanto a essa pandemia.

Contudo, há de se comemorar que não foi por conta de isolamento que ficamos sem curtir músicas novas. Alguns trabalhos passaram pelo SP&BC enquanto que alguns ainda não. Assim, é uma boa oportunidade para  se fazerem presentes em nosso blog - mesmo que em poucas palavras. Separei três estilos de cervejas mais do que tradicionais para acompanhar essa viagem: Witbier, Session Ipa e Pilsen, pois elas combinam com cada um dos citados aqui.

Começando com o Príncipe das Trevas, que lançou um álbum exatamente 10 anos após o anterior. Ordinary man (leia a resenha aqui) mostrou que Ozzy Osbourne tem muita lenha para queimar. Ainda. Só não gostei da participação do Post Malone. Não dá para ser perfeito.

Esse último ano quase marcou a despedida do cenário musical do campineiro Fabiano Negri. Felizmente quase, diga-se. Porque The fool's path (veja a opinião completa aqui) é, simplesmente, o melhor trabalho nacional do período e não poderia, jamais, significar o derradeiro. Aí que o selo estadunidense Big Can Production o procurou e então surgiu o convite para lançar um disco nos Estados Unidos. Reborn sai no final de janeiro, mas já tem single disponível em seu canal no YouTube, Inside out e Dying city. Outra pedrada está por vir.


Não deu tempo para comentar sobre o último CD do AC/DC, Power up, quando a banda foi homenageada no "10, 20, 30..." (veja aqui). Então, vale comentar neste momento que o álbum realmente é muito bom! Trouxe o quinteto de volta com tudo e ainda com membros antigos que estavam afastados. Grata surpresa!

Outro nome clássico que editou um novo trampo foi o inglês Deep Purple, que soltou Whoosh!. Chega a ser surpreendente como eles, após tantos anos, conseguem manter o nível nas composições.

Falando um pouco sobre singles, que estão bem na moda e que nos garante sempre a perspectiva de novas músicas, algumas bandas passaram por SP&BC neste formato, em qualquer plataforma que seja, uma das vantagens da Internet.

O Metalmad DC, por exemplo, lançou Colheita maldita, Beijo da morte e Olhos de Medusa (veja) mostrando que o futuro disco vai ser matador. E já neste ano saiu Alma seca, outra verdadeira pedrada! Procure pelos caras no canal oficial no YouTube.

Já o Voodoo Shyne veio com Unique (no mesmo texto do Metalmad DC) e A perefect match. Continua afiado e com aquela identidade característica. Também já tem outra nova, a recente, diferente e ótima Love corrupts myself to death. Nas plataformas digitais. O novo álbum, a julgar por essas faixas, promete.

O Fenrir's Scar no brindou com Curse of mankind (clique aqui), The enemy inside e Break the wheel mostrando a força do underground que não pode parar. Alias, o rock não é nada sem o underground, então, amigo roqueiro, vamos prestigiá-lo! A dupla paulista segue firme trabalhando e tomara que CD autointitulado não demore.

Também recomendo o grande King Bird, que veio com Alive, revisited and isolated, mostrando um pouco do que produziu durante os anos em versões ao vivo. Imperdível! 

Primal Fear arrebentou em Metal Commando, enquanto que o Vanderberg surpreendeu com 2020.

E o Sepultura, então? Quadra é um dos registros mais fortes desde que Derrick Green assumiu os vocais do grupo e mostra o quarteto em ótima forma para desespero das viúvas de Max. 

Para fechar, sir Paul McCartney mandou McCartney III e só vou dizer que é difícil parar de ouvir. Sensacional! E que 2.021 deixe a todos vacinados e prontos para voltar a um bom show de rock n'roll com muita aglomeração!

Claro que o ano contou com muitos outros lançamentos. Os que não gostei, conforme a linha editorial, não foram citados. Outros faltaram espaço. Cabe a cada um fazer sua pesquisa e não deixar que o nosso estilo favorito se enfraqueça. Algumas dicas estão aí. Aponte as suas.

domingo, 21 de junho de 2020

GERAL: Metalmad DC e Voodoo Shyne lançam singles com gosto de quero mais

FOTOS: Divulgação (Metalmad DC)/Facebook (Voodoo Shyne)

Hora de falar um pouco do lançamento de singles. Duas bandas originárias da região de Campinas, no interior paulista, soltaram recententemente uma música cada que que precedem seus respectivos novos trabalhos. 

Dessa vez não escolhi uma mesma cerveja para cada faixa porque um dos integrantes da Metalmad DC (primeira foto), não bebe. Então em respeito a ele deixo para cada um fazer sua escolha. Já para o Voodoo Shyne (segunda) segue a resenha.

Metalmad DC - Colheita Maldita

Na estrada desde 2.012 e com um EP homônimo, a Metalmad DC teve um hiato em suas atividades entre 2.015 e 2.018. Mesmo com o vocalista Alexandre Quadros (ex-Wild Shark) se mudando para o Paraná, resolveram retomar as atividades no ano passado; prometem um novo EP para breve.

Só que entre idas e vindas, ocorreram as tais mudanças na formação. Atualmente, o quarteto de Mogi Guaçu conta, além de Quadros com Sandro Piccolo (baixo, ex-Strauss Noise), Cristiano "Cachorrão" (bateria, Diatribe) e Alex Roque (guitarra, Disorder of Rage).

Colheita Maldita foi composta pela formação anterior, antes da parada, e, segundo o release, "ficou mais agressiva" agora. Como pode-se suspeitar, se trata de "uma homenagem ao conto de mesmo nome do mestre Stephen King", ainda de acordo com o material enviado à imprensa. 

Falando nisso, além da música ser uma verdadeira porrada, daquelas que ao se dar conta você já está bangueando a mil, com uma produção que não deve nada a nenhuma grande banda, o cuidado na divulgação é de fazer inveja a muita gente que também pede passagem em um mercado tão concorrido.

Segue os contatos e como ouvir o petardo, basta clicar na plataforma desejada:



Voodoo Shyne - Unique (Double Ipa)

Voodoo Shyne, de Jaguariúna, já esteve em SP&BC por conta de seu, então, novo álbum, Dispassion (leia resenha aqui) e ao ouvir esse novo som facilmente constatamos algo que é de fundamental importância para qualquer trabalho artístico: ao soar a primeira nota já sacamos de quem se trata.

E não é que Unique é igual ao que foi feito no disco citado, ou nos três anteriores, mas sim de identidade mesmo. Aquele hard com influência de Alice Cooper e Kiss nos anos 1.970 continuam ali e já demonstra que o quinto trabalho do músico será, ao que se indica, a continuação natural de seu antecessor.

A Double Ipa foi a escolhida porque nesse tempo de quarentena, em que na verdade não parei de trabalhar um segundo sequer - graças a Deus -, o que mais figurou em casa foram Ipas e, para escrever, abri uma que ficou com uma harmonização perfeita. 

Então, amigo, vai continuar com a mesma playlist de sempre ou vai dar chance para o underground? Lembre-se que todos começaram um dia. Ouça o artista independente! Para conhecer Unique clique nas opções abaixo:

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Rock e desamor de Voodoo Shyne

(Reprodução)

SUMMER ALE


Com menos amargor que uma pilsen tradicional, mais malte, final seco e bem popular nos Estados Unidos, a summer ale imagino ser a breja ideal para harmonizar com o novo álbum do paulista Voodoo Shyne.

E a escolha não foi à toa, já que o hard rock do anterior Satan's gonna like it (2012) ganhou uma dose extra de stoner em Dispassion (Independente, Nac.) deixando o som ainda mais enérgico e moderno.

Podemos dizer que a faixa que abre o trabalho, Oi!, e Bite the bullet são as que mais seguem a linha stoner de The Hellacopters e Queens of the Stone Age. As influências de hard e classic rock continuam, principalmente na receita dos temas grudentos.

O título, inspirado no filme Os oito condenados, de Quentin Tarantino (disponível na Netflix), não parece combinar muito com o texto de Madrugada Afora, por exemplo. Em termos musicais, tente ficar parado ao ouvir a própria, a já citada Oi! ou O toque. Impossível.

A balada Só sei que sei, com cara dos anos 1970, destoa um pouco das demais, no entanto não é nada que comprometa o resultado final da obra. Pelo contrário, demonstra toda a versatilidade das composições.

O álbum, com oito músicas em pouco mais de 30 minutos, contém letras em português e inglês – como o amigo já percebeu – mostrando um resultado surpreendente considerando essa linha.

Desde 2006 na estrada, o VS conseguiu atingir a identidade tão desejada por muitos. Dispassion, o quarto da discografia, confirma a evolução. Inclusive tecnológica, pois é facilmente encontrado nas plataformas streaming.

É um trabalho bem elaborado, produzido e executado. Em um momento em que se dá um valor absurdo a bandas covers – nada contra, em tempo – um disco autoral cheio de ideias mostra que o futuro não está perdido.

A banda

Voodoo Shyne, assim como Alice Cooper, uma das influências aqui, diga-se, além de dar nome ao grupo, é o alter ego do vocalista e baixista (ex-Marrero, Outlove e Roxville), também responsável pelas composições e sintetizador.

Completam a formação Estevan Sinkovitz (atual Marrero, guitarra e sintetizador) e Danilo Cremasco (bateria). Mauricio Figueiredo gravou algumas guitarras adicionais e sintetizador. A produção ficou por conta de Shyne, Sinkovitz e Tiago Hóspede (Worst).

Aguarde entrevista para breve, com cerveja!