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terça-feira, 26 de abril de 2022

Lenda da NWOBH detona em Pomerode

FOTOS: Vagner R. Aguiar - Hellish War

New England IPA

O feriado de Tiradentes caiu em uma quinta-feira e essa folga prolongada propiciou mais uma passagem, a quinta, do Steve Grimmett's Grim Reaper pelo Brasil em três datas a partir de 21 de abril em Sorocaba, Pomerode (SC) e São Paulo, respectivamente. Naturalmente, eu não podia beber, pois estava dirigindo. No entanto, a escolha da New England Ipa é para escrever essas linhas. 

Claro que o SP&BC esteve em Pomerode para conferir o mini festival, já que as paulistas Brave e Hellish War se fizeram presentes no giro. O Grim Reaper foi formado por músicos de ambas as bandas, além de Steve, para apresentar os sucessos dos três primeiros álbuns da lenda da NWOBH.

FOTO: Makila Crowley - Steve Grimmett

Antes de falar um pouco dos shows, é preciso salientar a força de vontade, gana, sangue nos olhos, enfim, do pessoal envolvido nessa tour. Afinal, essa turma enfrentou uma viagem de pouco mais de 700 quilômetros entre Sorocaba, no interior de São Paulo, até Pomerode e depois mais uma distância semelhante até a capital paulista. Tudo isso em três dias! Só por isso já mereciam um prêmio! Ou seja, a vizinha de Blumenau foi privilegiada por estar inclusa na rota. Portanto, a casa deveria ter mais gente.

De qualquer forma, a Wox, que dispensa comentários, até tinha um público legal, apesar de ter capacidade para mais. Não foi empecilho para as três atrações da noite chuvosa. Sim, a sexta-feira não poupou os bangers do Vale do Itajaí. Saí de Blumenau para o meu primeiro show após a liberação das restrições em virtude da pandemia do novo coronavírus depois do Blaze Bayley, no mesmo local. Coincidência.

Brave

O primeiro a subir ao palco foi o Brave. O power metal dos caras funcionou muito bem. Apresentaram um set recheado de músicas de seu último trabalho The oracle, inclusive a faixa título, a minha favorita. Também contaram com a participação de Steve Grimmett na faixa Power in battle, do álbum Kill the bastard. Muito bom!

Em seguida, vieram os campineiros do Hellish War, do qual sou suspeito para falar, pois os acompanho praticamente desde o início, já que são meus conterrâneos. E eu gosto muito daquele clima metal anos 1.980 que a banda produz. Temas do mais recente CD, Wine of Gods dividiram o set com os clássicos, como Metal forever, sempre infalível!

Depois foi a vez do momento mais esperado, Steve Grimmett's Grim Reaper, com o avançar da madrugada. O show foi sem palavras. Com a voz ainda na melhor forma, digamos assim, Steve mostrou porque o Grim Reaper virou cult. O set contou com faixas dos três LPs clássicos: See you in hell (1.984), Fear no evil (1.985) e Rock you to hell (1.987).

Hellish War

Quem foi não vai esquecer, jamais. Quem perdeu, há de se lamentar. E não podemos deixar oportunidades como essa passar batida, pois elas precisam continuar acontecendo em nossa região. Por sinal, eles acontecem justamente em Pomerode, o que nos faz dar os parabéns para a gerência da Wox.

No canal do blog no YouTube há uma pequena entrevista com Grimmett e passagens com Brave e Hellish War. Inclusive, no bate-papo a explicação da escolha da cerveja. Só as imagens estão um pouco escuras porque o equipamento apresentou problema, mas está lá, na base do it yourself. Vai lá, se inscreva no canal, curta e comente a vontade!

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

REVIEWS: Pandemia no Brasil

Russian Imperial Stout

Antes de iniciar vamos a uma breve explicação. Já faz algum tempo que não temos um texto novo aqui no SP&BC. Fato é que a vida ficou mais corrida por motivos particulares. De todo modo, o blog não vai morrer, pelo contrário, mas a periodicidade está complicada. Assim, vamos encurtar os comentários para falar de mais bandas e aproveitar o tempo. E, também, todos sabem que se é comentado aqui significa que o SP&BC aprova.

Assim como para apreciar essas obras abri uma breja Russian Imperial Stout, com aromas de cacau e café e espuma cremosa persistente. Uma cerveja forte, da família das poter, com maltes tostados, que combina perfeitamente com os CDs que vamos falar.

Começando pelo sensacional novo álbum da Dorsal Atlântica que já nasceu clássico! Pandemia, feito na base do crowdfunding, em que se arrecada verba junto aos fãs visando o lançamento, é conceitual e trata do atual momento em que vivemos aqui em nosso país, afundado não somente pela pandemia global do novo coronavírus, mas também pela política e na, digamos, falta de boa vontade de boa parte da população.

O som é aquele metal pesado com muito bom gosto e as letras, bem, mais claras impossíveis. Provocante. Rebelde. Direto. Enfim, Carlos Lopes soltou o verbo que estava entalado em sua garganta e nos refletir sobre tudo o que está a nossa volta. É para pensar, entender e curtir. O disco conta com uma arte gráfica primorosa e com capa dupla.


 

Fabiano Negri - Reborn

O multi-instrumentista campineiro de hard rock Fabiano Negri (ex-Rei Lagarto, entre outros) colocou no mercado, via Big Can, a segunda parte de Reborn e, portanto, fomos brindados a nos deliciar com mais um CD, agora completo com ambas as partes, de qualidade acima da média. Ambos estão nas plataformas digitais.

Achei a primeira parte levemente superior, no entanto, ao ouvir as 11 faixas como um trabalho único, o que de fato é, percebe-se um direcionamento coeso e que demonstra que o músico tem muita lenha para queimar ainda. Aposentadoria só aos 65 anos, hein.


Freesome - Get me goin' (single)

Keep on naked foi um bom EP editado lá em 2018 pelo Freesome. Se a pandemia não tivesse atrapalhado, possivelmente teríamos um novo disco do quinteto, contudo, mesmo com as dificuldades impostas pelo momento atual, a banda não se intimidou e soltou este single, uma música divertida, daqueles rocks tipo arena. 

Freesome
Bom pegar uma Weiss e colocar Get me goin' para rolar na sua plataforma digital favorita. E que logo venha o próximo EP. O aperitivo foi aprovado!

 

Voodoo Shyne - Instinct me / Through her womb (singles)

Já o Voodoo Shyne está com dois excelentes singles novos, Instinct me e Through Her Womb (para ouvir clique aqui), também disponíveis nas plataformas digitais. A segunda, a mais nova, é uma balada, em que o próprio música a classificou como o "Black Sabbath encontrando Pink Floyd no Planet Caravan". Acho que podemos ficar com essa descrição.

Outros trabalhos que pintaram por aqui e agradaram bastante. O já veterano Brave, com The Oracle, algo que vai na linha do power metal. A faixa título é uma das melhores do disco. Cuidado para não ficar com ela na cabeça devido a seu refrão grudento. Muto bom!

O Warshipper, faz death metal, que não é bem a minha praia, mas Barren... tem lá seus atrativos. Caso idêntico ao Hammathaz, que demonstra muita garra em The-One. Apoie nossa cena, curta, compartilhe, espalhe para os amigos. E não fique ouvindo somente os clássicos, pois ainda há novas bandas ou nomes que ainda não são conhecidos, mas que produzem excelentes títulos.