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domingo, 24 de janeiro de 2021

RETROSPECTIVA 2.020: O que rolou e o que podemos esperar de 2.021



Mesmo não havendo shows, músicos trabalharam bastante em ótimos lançamentos

Acredito que em nenhum outro ano fazer um apanhado do que chegou até o público foi tão importante como agora. Isso porque... bem, todos sabemos como foi 2.020. Existem até anúncios de shows em 2.021, inclusive um Rock in Rio, porém, sinceramente, não acho que role até que estejamos bem seguros quanto a essa pandemia.

Contudo, há de se comemorar que não foi por conta de isolamento que ficamos sem curtir músicas novas. Alguns trabalhos passaram pelo SP&BC enquanto que alguns ainda não. Assim, é uma boa oportunidade para  se fazerem presentes em nosso blog - mesmo que em poucas palavras. Separei três estilos de cervejas mais do que tradicionais para acompanhar essa viagem: Witbier, Session Ipa e Pilsen, pois elas combinam com cada um dos citados aqui.

Começando com o Príncipe das Trevas, que lançou um álbum exatamente 10 anos após o anterior. Ordinary man (leia a resenha aqui) mostrou que Ozzy Osbourne tem muita lenha para queimar. Ainda. Só não gostei da participação do Post Malone. Não dá para ser perfeito.

Esse último ano quase marcou a despedida do cenário musical do campineiro Fabiano Negri. Felizmente quase, diga-se. Porque The fool's path (veja a opinião completa aqui) é, simplesmente, o melhor trabalho nacional do período e não poderia, jamais, significar o derradeiro. Aí que o selo estadunidense Big Can Production o procurou e então surgiu o convite para lançar um disco nos Estados Unidos. Reborn sai no final de janeiro, mas já tem single disponível em seu canal no YouTube, Inside out e Dying city. Outra pedrada está por vir.


Não deu tempo para comentar sobre o último CD do AC/DC, Power up, quando a banda foi homenageada no "10, 20, 30..." (veja aqui). Então, vale comentar neste momento que o álbum realmente é muito bom! Trouxe o quinteto de volta com tudo e ainda com membros antigos que estavam afastados. Grata surpresa!

Outro nome clássico que editou um novo trampo foi o inglês Deep Purple, que soltou Whoosh!. Chega a ser surpreendente como eles, após tantos anos, conseguem manter o nível nas composições.

Falando um pouco sobre singles, que estão bem na moda e que nos garante sempre a perspectiva de novas músicas, algumas bandas passaram por SP&BC neste formato, em qualquer plataforma que seja, uma das vantagens da Internet.

O Metalmad DC, por exemplo, lançou Colheita maldita, Beijo da morte e Olhos de Medusa (veja) mostrando que o futuro disco vai ser matador. E já neste ano saiu Alma seca, outra verdadeira pedrada! Procure pelos caras no canal oficial no YouTube.

Já o Voodoo Shyne veio com Unique (no mesmo texto do Metalmad DC) e A perefect match. Continua afiado e com aquela identidade característica. Também já tem outra nova, a recente, diferente e ótima Love corrupts myself to death. Nas plataformas digitais. O novo álbum, a julgar por essas faixas, promete.

O Fenrir's Scar no brindou com Curse of mankind (clique aqui), The enemy inside e Break the wheel mostrando a força do underground que não pode parar. Alias, o rock não é nada sem o underground, então, amigo roqueiro, vamos prestigiá-lo! A dupla paulista segue firme trabalhando e tomara que CD autointitulado não demore.

Também recomendo o grande King Bird, que veio com Alive, revisited and isolated, mostrando um pouco do que produziu durante os anos em versões ao vivo. Imperdível! 

Primal Fear arrebentou em Metal Commando, enquanto que o Vanderberg surpreendeu com 2020.

E o Sepultura, então? Quadra é um dos registros mais fortes desde que Derrick Green assumiu os vocais do grupo e mostra o quarteto em ótima forma para desespero das viúvas de Max. 

Para fechar, sir Paul McCartney mandou McCartney III e só vou dizer que é difícil parar de ouvir. Sensacional! E que 2.021 deixe a todos vacinados e prontos para voltar a um bom show de rock n'roll com muita aglomeração!

Claro que o ano contou com muitos outros lançamentos. Os que não gostei, conforme a linha editorial, não foram citados. Outros faltaram espaço. Cabe a cada um fazer sua pesquisa e não deixar que o nosso estilo favorito se enfraqueça. Algumas dicas estão aí. Aponte as suas.

domingo, 30 de agosto de 2020

GERAL: Os singles de Velhas Virgens, Metalmad DC, Fenrir's Scars e Casa das Máquinas




Weissbier

Acompanhando as novas tendências do mercado fonográfico, ditado, não de agora, mas principalmente pela baixa venda de discos físicos, as bandas tem apostado suas fichas lançando singles na internet. 

Mesmo não sendo novidade, singles nunca fizeram muito sucesso no Brasil. Contudo, ultimamente, é uma das maneiras mais práticas a disponibilização de uma música nas plataformas digitais, de áudio ou de vídeo. A chance de atingir o público é bem mais fácil que no rádio.

Dessa forma, SP&BC vai dar aquela força e mandar algumas linhas de algumas coisas lançadas nesse formato ultimamente. Abri uma Weiss porque não está mais frio e assim consigo me refrescar enquanto escrevo.


Velhas Virgens - Leprechaun / Vícios e pecados

A banda das Velhas Virgens já planejava o lançamento do novo trabalho, O bar me chama, quando a pandemia chegou e atrapalhou os planos de 100% da população. Mesmo assim alguns singles chegaram para saciar a curiosidade dos fãs. 

Vícios e pecados foi a segunda escolhida, a primeira foi Fake news no longínquo janeiro e traz aquele meio blusão com teor lírico já explícito no título. Leprechaun, lançado em meados de agosto, é o costumeiro jeito de tocar de Paulão, Cavalo e Cia. A letra junta o Leprachaun, uma figura mitológica da Irlanda com personagens do nosso folclore, como saci, mula sem cabeça e outros, além da adição de instrumentos característico do folclore britânico.


Casa das Máquinas - Tão down / Brilho nos olhos / A rua

Apesar de algumas mudanças na formação significativas, ao que tudo indica, a Casa das Máquinas vai vir com um bom álbum. Dos três singles lançados, justamente o último, Tão down, é o melhor, pois tem mais a cara da banda, apesar do acento pop.

Claro que Brilho nos olhos e A rua possuem aquele teclado característico dos anos 1.970, mas são ainda mais pop. Não há problema nisso, claro, caso contrário nem seria citado no blog, mas que faltou uma pegada na guitarra, ah isso faltou.



Metalmad DC - Olhos de Medusa

O release já informa tudo: "desistir não é uma opção". Assim, Olhos de Medusa já é o segundo single do que se promete ser um EP, apesar de que eles mesmo já andam pensando em soltar um full length, o que seria algo sensacional.

Assim como o anterior, Colheita maldita (leia mais aqui), Olhos... também traz um algo a mais no quesito letras, já que aqui falam sobre a famosa da mitologia grega Medusa. A música foi escrita pela formação anterior e ganhou um maior peso agora.


Fenrir's Scar - Curse of mankind

Continuando na onda do metal, o duo campineiro (leia mais aqui) já havia soltado a excelente Heal you no ano passado e agora está de volta com Curse of mankind, editada em julho. Uma música do mesmo nível do álbum de 2.017 e que não deve nada a qualquer grande banda que lhe venha a cabeça.

A música segue aquela linha gothic metal com vocais nos contrapontos masculino e feminino. Segundo os músicos André Baida (vocal, teclado, baixo e teclados) e Desireé Rezendo (vocal), seu som segue uma linha mais alternativa, mas rótulos estão em baixa, então, o negócio é saber se é bom ou não e, para nossa sorte, é bom!

É uma pena que no underground tudo é mais difícil e mediante tantos problemas muitos nomes acabam sucumbindo. Cabe aos chamados apreciadores da boa música fazerem seu papel e colaborando para que nossa cena, que é excelente, nunca padeça.

domingo, 21 de junho de 2020

GERAL: Metalmad DC e Voodoo Shyne lançam singles com gosto de quero mais

FOTOS: Divulgação (Metalmad DC)/Facebook (Voodoo Shyne)

Hora de falar um pouco do lançamento de singles. Duas bandas originárias da região de Campinas, no interior paulista, soltaram recententemente uma música cada que que precedem seus respectivos novos trabalhos. 

Dessa vez não escolhi uma mesma cerveja para cada faixa porque um dos integrantes da Metalmad DC (primeira foto), não bebe. Então em respeito a ele deixo para cada um fazer sua escolha. Já para o Voodoo Shyne (segunda) segue a resenha.

Metalmad DC - Colheita Maldita

Na estrada desde 2.012 e com um EP homônimo, a Metalmad DC teve um hiato em suas atividades entre 2.015 e 2.018. Mesmo com o vocalista Alexandre Quadros (ex-Wild Shark) se mudando para o Paraná, resolveram retomar as atividades no ano passado; prometem um novo EP para breve.

Só que entre idas e vindas, ocorreram as tais mudanças na formação. Atualmente, o quarteto de Mogi Guaçu conta, além de Quadros com Sandro Piccolo (baixo, ex-Strauss Noise), Cristiano "Cachorrão" (bateria, Diatribe) e Alex Roque (guitarra, Disorder of Rage).

Colheita Maldita foi composta pela formação anterior, antes da parada, e, segundo o release, "ficou mais agressiva" agora. Como pode-se suspeitar, se trata de "uma homenagem ao conto de mesmo nome do mestre Stephen King", ainda de acordo com o material enviado à imprensa. 

Falando nisso, além da música ser uma verdadeira porrada, daquelas que ao se dar conta você já está bangueando a mil, com uma produção que não deve nada a nenhuma grande banda, o cuidado na divulgação é de fazer inveja a muita gente que também pede passagem em um mercado tão concorrido.

Segue os contatos e como ouvir o petardo, basta clicar na plataforma desejada:



Voodoo Shyne - Unique (Double Ipa)

Voodoo Shyne, de Jaguariúna, já esteve em SP&BC por conta de seu, então, novo álbum, Dispassion (leia resenha aqui) e ao ouvir esse novo som facilmente constatamos algo que é de fundamental importância para qualquer trabalho artístico: ao soar a primeira nota já sacamos de quem se trata.

E não é que Unique é igual ao que foi feito no disco citado, ou nos três anteriores, mas sim de identidade mesmo. Aquele hard com influência de Alice Cooper e Kiss nos anos 1.970 continuam ali e já demonstra que o quinto trabalho do músico será, ao que se indica, a continuação natural de seu antecessor.

A Double Ipa foi a escolhida porque nesse tempo de quarentena, em que na verdade não parei de trabalhar um segundo sequer - graças a Deus -, o que mais figurou em casa foram Ipas e, para escrever, abri uma que ficou com uma harmonização perfeita. 

Então, amigo, vai continuar com a mesma playlist de sempre ou vai dar chance para o underground? Lembre-se que todos começaram um dia. Ouça o artista independente! Para conhecer Unique clique nas opções abaixo: