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quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

NOVIDADES Teria Voodoo Shyne mudado de estilo?


FONTE: AI

O músico paulista Voodoo Shyne lançou Play Your Part, seu mais novo single. Depois de Never Too Old To Fall In Love, lançada em novembro de 2.023, a ideia agora é explorar uma vibe mais pop e swingada com dinâmicas leves e melódicas.

Há quem diga que não é rock, muito menos metal. Mas isso fica a critério dos ouvintes. Para o músico, essa é sem dúvida uma de suas melhores composições.

Para ouvi-la no Bandcamp clique aqui. Ao lado de Voodoo, que além de cantar, também a compoz e gravou baixo, bateria e sintetizadores. Estevan Sinkovitz fez as guitarras, baixo e produzuiu a faixa ao lado do artista.
 
E para você que está com a grana curta e buscando algumas ofertas, vai uma dica, dá uma olhada aqui na Amazon. Tem produtos com mais de 50% de desconto.

NOVIDADES Allen Key lança single e videoclipe visando o mercado internacional


FONTE: AI

Após iniciar um novo ciclo de lançamentos com a impactante Apathy, a Allen Key estreou o single e videoclipe de Sleepless em seu canal no Youtube, apresentando uma sonoridade cada vez mais contemporânea e preparada para o mercado internacional. Com uma proposta moderna, bebendo na fonte de bandas como Linkin Park e Evanescence, a Allen Key abre cada vez mais suas portas para perspectivas ainda mais grandiosas do que as já conquistadas na primeira fase da banda.

Sleepless fala de amor, sob uma ótica de incertezas e inseguranças, ainda que buscando entregar acolhimento para quem encontrar conexão de sua letra com experiências pessoais próprias. Seu refrão é uma declaração pura de amor que reflete as escolhas do Eu Lírico, que permite-se entregar aos seus sentimentos mais verdadeiros e profundos.

Depois de se apresentar ao lado de grandes nomes do Metal Nacional e Internacional, como Tarja, Primal Fear, Angra e Shaman, a Allen Key fortalece esse novo ciclo com seu próximo show marcado para o dia 16 de Dezembro, junto com o Angra em Ribeirão Preto, além de duas datas de turnê brasileira de Tarja com Marko Hietala em 2024, em São Paulo e Brasília.

O videoclipe encantador e belíssimo de "Sleepless" tem direção e edição de Caike Scheffer, com maquiagem e figurino por Karina Menascé. A produção musical é de DropAllien, produtor indicado ao Grammy Latino.

A Allen Key conta em sua atual formação com Karina Menascé no vocais, violão e teclados, Pedro Fornari e Victor Anselmo nas guitarras, William Moura no baixo e Felipe Bonomo na bateria.

Quer produtos com 75% de desconto? Então aproveita esse link da Amazon. Vê se não perde dessa vez, hein!


domingo, 10 de dezembro de 2023

ENTREVISTA: Baraldi, o cartunista roqueiro

FOTOS: VRA - Exxótica e Baraldi na Expomusic

Weiss

Mais uma do Projeto Revista Valhalla e dessa vez fechando a #21. Segue a entrevista com Marcio Baraldi e, enfim, ali vocês entender tudo. Escolhi uma Weiss para rever esse trabalho com vocês, pois uma breja de trigo refrescante como essa é ideal para um bate-papo!

Na Amazon você encontra livros do Baraldi, sim, senhor, claro! Clique aqui e veja uma das minhas indicações. Boa leitura, saúde!

Marcio Baraldi: Rock também é vocação!

Texto: Vagner Aguiar

Você conhece o Humor-Rock? Calma, calma. Não é nenhum novo estilo de Metal e sim a união entre histórias em quadrinhos, charges e “cartuns” com o Rock’N’Roll. Simples, não? O melhor exemplo disso, e talvez único, é Marcio Baraldi, cartunista que lançou recentemente o livro Roko-Loko e Adrina-Lina (Ed. Rock Brigade/Opera Graphica Ed., R$ 10), coletânea dos três primeiros anos de HQs e tiras que são publicadas mensalmente em uma revista roqueira nacional desde 1996 – para comprá-lo mande uma mensagem para o endereço eletrônico que está no final da página.

Não tem no mundo inteiro um personagem como ele”, explica a afirmação anterior o criador de Roko-Loco, nome central do título acima citado, num bate-papo extremamente bem humorado, como não poderia deixar de ser, cheio de risos e gargalhadas. “Pode procurar na Kerrang, Burn!, Metal Hammer, Rolling Stone”, continua ele usando como exemplo revistas européias e norte-americana, a última, para classificar seus traços já que nelas “você não vai achar nem sombra de um trabalho como o meu. Isso é para provar que o Brasil não deve nada a ninguém. Nós temos artistas, músicos, atletas, cientistas de primeiro mundo. Ainda vamos ser o melhor país desse planeta, a pátria do Evangelho, da mulher bonita e do Rock'N'Roll”, profetiza.

Lendo a finalização dessa primeira idéia e observando que Roko-Loko usa uma camisa amarela e uma calça azul, as cores da seleção brasileira de futebol, podemos concluir que Baraldi é uma pessoa que adora nosso país. “Parabéns! Você foi o primeiro jornalista que percebeu isso! Eu sou nacionalista ‘pra carvalho’, adoro o Brasil e o Roko é isso mesmo, é o roqueiro brasileiro com todo orgulho.” A expressão “carvalho” é um trocadilho usado pelo personagem com aquilo mesmo que você está pensando.

Mas, antes de nos aprofundarmos no mundo do Humor-Rock vamos descobrir as origens de seu criador. Baraldi: “Desde que descobri o Rock’N’Roll, aos 11 anos, fiquei 'eletrizado' e passei a desenhar as bandas que eu gostava. Não consegui mais desligar a tomada nem parar de desenhar”. Cinco anos mais tarde e com cadernos cheio de piadas roqueiras o artista começou “profissionalmente na imprensa sindical fazendo de tudo, quadrinhos, charges, ‘cartuns’, e mais o que você imaginar.

A inspiração veio ao ouvir “We Will Rock You”, do Queen, “num radião véio” de sua casa. “Quando eu ouvi aquela batida e aquele coro que parecia uma procissão religiosa eu pirei”, entrega Baraldi, “converti-me àquela ‘religião’ na hora e sai correndo comprar o compacto de vinil We Will Rock You/We Are The Champions. Foi meu primeiro disco de Rock e, sem dúvida, ajudou a formar minha personalidade e achar meu caminho na vida.” O veredicto final: “Ouvir Rock para mim valeu mais que fazer 10 testes de orientação vocacional!” Baraldi ouve “Rock e Pop em geral, desde que seja banda boa”, além de Queen, Kiss, Motörhead, New Model Army, The Clash, Ramones e Punk antigo em geral. Sua estréia nas livrarias se deu em 1996 com ConstruRINDO o Sindicato.

Quem disse que eu nunca fui cabeludo?

Voltando ao último lançamento, a recepção a ele tem sido “Excelente! Todo mundo está curtindo, me mandam e-mail de monte”, comemora o cartunista não se agüentando, já que recebeu até uma mensagem do Japão pedindo-o. “Modéstia a parte, os personagens são muito legais e o livrão ficou lindo! Como diria o Roko, ficou ‘du carvalho’”, se esbalda ele. Contracenam com Roko, a namorada Adrina-Lina e estrelas das mais diversas constelações, não apenas do Rock, como Ted Nojento, Padre Judas, Bruna Lombada e Edir Macete, em historinhas bastante engraçadas e homenagens às personalidades que nos deixaram como Chuck Schuldiner e Joey Ramone, por exemplo.

Há, inclusive, uma espécie de guru de seu personagem principal. Baraldi se explica: “Na quinta HQ que eu fiz do Roko, ainda em 1996, aparecia o espírito do Raul [Seixas] que o levava para o céu para curtir um show só com roqueiros falecidos. Essa HQ fez tanto sucesso que eu resolvi fazer outras com o espírito do Raul, transformando ele no ‘brother espiritual’ do Roko, que aparece de vez em quando. É uma homenagem pessoal minha ao Raulzito, pois sou espírita e fã do maluco beleza.

Em charges, sempre há um que é “pego para Cristo”. Pesquisando quem poderia ser encontramos na figura de André Matos (ex-Viper, Angra, atual Shaman) “um eterno zoado”, como ele mesmo se intitula no depoimento para o livro. “O texto do André ficou um sarro! Esse lance da Adrina ser apaixonada por ele surgiu de brincadeira porque ele sempre se vestiu como um ‘galã do metal’ e acabou pegando. Mas o meu alvo mesmo pra zoar nas HQs é o próprio Roko, é ele quem sempre se ferra na minha mão”, confessa Baraldi em meio a risos, claro.

Porém, Baraldi não se restringe somente a esse personagem já famoso assinando charges em vários sindicatos e “em um monte de revistas para todos os públicos que você imaginar, inclusive muitas de Rock”, perfazendo “uns quarenta empregos para sobreviver”, se diverte. “Mas eu não conseguiria viver só desenhando Rock, sobretudo porque eu quero falar de outros assuntos também, para não virar um ‘bitolado’”.

E “bitolado” o cartunista realmente não é, basta observar os demais trabalhos que assinou ao longo dos anos: o já citado ConstruRINDO..., A Fórmula do Riso, Cidadania: Eu Quero uma pra Viver!, e, no ano passado, dois “petardos de uma vez: Todas as Cores do Humor, que foi o primeiro livro de ‘cartuns’ GLS politicamente corretos do Brasil”; e “Moro Num País Tropicaos, coletânea de charges sobre a ‘Era FHC’”, esclarece o autor. Com relação ao primeiro, “pintou a oportunidade de fazê-lo e eu, que graças a Deus não sou preconceituoso nem falso-moralista, topei”. Já o segundo “é bem político e tinha prefácios do Ziraldo e do presidente Lula. A recepção de ambos foi tão boa que o Tropicaos... esgotou em um ano e o Todas As Cores... já vendeu metade da tiragem”.

Então se a política também é assunto, quando o citado Luis Inácio da Silva será “zoado”? Enfático: “Nunca”. Será que é por conta do prefácio? “Brincadeira”, responde imediatamente. “Conheço o Lula desde que eu era moleque, adoro o sujeito! Estou torcendo muito para o governo dele e fazendo minha parte para melhorar o Brasil”. Entretanto, nem isso salva a autoridade máxima da Nação, afinal já saíram “umas charges com ele, sim. Dei umas cutucadas. Mas foi de leve”.


Como o papo seguiu outras proporções e a sua revista favorita está sempre antenada com o que acontece ao nosso redor, será que o roqueiro/cartunista sofreu preconceito algum dia? “Primeiro lugar, parabéns para a Valhalla! Acho excelente quando revistas de Rock abordam assuntos de conteúdo político e social”, nos joga confetes Baraldi, se referindo às reportagens sobre o assunto publicadas nas edições 17, 18 e 19. “Roqueiro não é alienado”, continua o autor, “é um público com senso crítico que não vai atrás de modismos vulgares e passageiros. Ninguém nunca me encheu o saco por ser roqueiro, pelo contrário, eu sempre fui o tipo boa-praça que se dá bem com todo mundo. Além disso, eu tenho 1,85 de altura, o que ajuda”, termina.

Para os “risos finais”, como diz nosso entrevistado, os próximos projetos: “Agora estou divulgando o livro do Roko, indo em TV, rádio, essas coisas. Ano que vem vou lançar o segundo volume, assim que esgotar esse primeiro, por isso, leitores, comprem meu livro!” Ah, sim, Baraldi também envia um recadinho para nosso editor: “Estou pensando em desenhar para a Valhalla também, manda o Eliton preparar um contrato milionário aí para eu assinar!

 Bibliografia: ConstruRINDO o Sindicato (96), A Fórmula do Riso (98), Cidadania: Eu Quero uma pra Viver! (01), Todas as Cores do Humor (02), Moro Num País Tropicaos (02), Roko-Loko e Adrina-Lina (03)

 

quarta-feira, 8 de novembro de 2023

OPINIÃO O que achei da nova dos The Beatles

 


Vamos ouvir a música que encerra o ciclo The Beatles?
 
Composta por John Lennon e concluída agora por meio de inteligência artificial, o single Now and then traz, também, curiosamente, Love me do, o primeiro single do quarteto remasterizado.
 
Diz ae sua opinião sobre a faixa!
 
E agora todos os sons comentados no Som Pesado & Boa Cerveja você pode comprar neste link.
 
Saúde 👊🏻🤘🏻🍻

domingo, 12 de abril de 2020

Fabiano Negri: despedida no melhor estilo


Stout



Como escrevi este texto no domingo de Páscoa, depois de comer chocolates acompanhado de uma Stout, resolvi continuar com esse estilo de cerveja para ouvir e, enfim, resenhar The fool’s path, o último trabalho do artista solo campineiro de hard rock Fabiano Negri, lançado recentemente. E uma breja de alta fermentação, malte torrado e na casa do 7,5% de teor alcoólico acabou casando diretamente com a proposta do álbum. Refletir sobre nossa trajetória. Ou no caso, a dele.

O professor, músico, compositor, produtor e multi-instrumentista anunciou em suas redes sociais que este seria seu último disco. Depois de 25 anos de carreira e trinta CDs editados entre carreira solo e as bandas Rei Lagarto, Dusty Old Fingers e Unsuspected Soul Band, The fool’s path se mostra uma reflexão de tudo isso. Um trabalho conceitual que já de cara se mostra um dos melhores, se não o melhor, de sua extensa discografia.

A capa, assinada por Emerson Penerari, mostra uma pessoa, talvez, presa no topo de um penhasco, o que já nos leva a imaginar sobre o conteúdo da obra, o "caminho do tolo", em uma tradução livre. No release, Negri explica esse conceito: "O ‘tolo’ tem dois significados. Fala do tolo que insistiu 25 anos numa missão praticamente impossível e o tolo da carta do tarô, que indica uma guinada na vida, abandonando um caminho para recomeçar de forma diferente, mas sem saber se é certo ou errado”.

Dizer que quem faz arte independente no Brasil não é valorizado é chover no molhado, infelizmente. Assunto abordado diversas vezes no SP&BC, inclusive. Basta procurar pelas inúmeras entrevistas no blog. Fato é que, talvez por tudo isso, Negri achou melhor pendurar o microfone  e se dedicar a outros projetos. Quem perde é somente a cena nacional!

Falando da obra em si, são 10 músicas estupendas! Não, não estou puxando o saco do meu conterrâneo. Quem me conhece sabe que jamais faria isso. De todos os discos que resenhei para a revista Valhalla, por exemplo, concedi apenas um 10. Caso ainda estivesse lá, este seria o segundo da minha carreira.

Não vou destacar faixas, pois cada uma se encaixa perfeitamente dentro da proposta e conta uma parte importante da história. Claro que temos os riffs grudentos, refrãos de fácil assimilação em que basta uma ouvida para sairmos cantando a plenos pulmões, tudo muito bem produzido e gravado, como sempre aliás. Além de em alguns momentos lembrarmos do saudoso Rei Largato.

Uma curiosidade. Outro dia compartilhei em uma rede social uma faixa com a letra traduzida de  um dos singles, a balada Changing times, para anunciar que The fool's... figuraria por aqui. Curiosamente, minha sogra, que não gosta de rock - da minha família só eu mesmo (risos) - comentou que gostou da música e, principalmente, da letra, por ser bem verdadeira.

The crew

The fool's path foi gravado no Estúdio Minster, de propriedade do meu amigo de longa data Ricardo Palma, que tocou baixo, mixou e masterizou, enquanto que Cesar Pinheiro se encarregou da bateria. O que sobrou, que não foi pouco, ficou por conta de Fabiano Negri: composição, produção, guitarra, teclado e voz.

O álbum não estará em nenhuma prateleira de loja, até porque atualmente isso é bem raro, e, infelizmente, apenas alguns temas serão disponibilizados nas plataformas digitais. Portanto, o acesso ao CD será apenas através das redes sociais de Negri. E se apresse, pois o prazo para pedidos estava se esgotando.

Pois é, meu velho, se despedir assim, com um disco tão bom é covardia. Por outro lado, a parada é por cima, da melhor maneira que um artista pode despedir-se de seus fãs.

Serviço

terça-feira, 17 de março de 2020

Festival reúne o melhor entre música, gastronomia e cerveja

(FOTO: Daniel Zimmermann/Divulgação)


Presença do público foi 12% menor em relação ao ano passado


Blumenau (SC) sediou a 12ª edição do Festival Brasileiro da Cerveja entre os dias 11 e 14 de março, nos setores 1 e 2 do Parque Vila Germânica. No mesmo local, porém nos setores 3 e 4, de 11 a 13, rolou a Feira Brasileira da Cerveja. E, claro, antes, de 7 a 10, antes aconteceu o Concurso Brasileiro da Cerveja. 

Enfim, uma semana em que mercado cervejeiro nacional e internacional voltou seus olhos para a terceira maior cidade catarinense. SP&BC marcou presença, naturalmente, na sexta-feira e no sábado, e conta como foi.

Iniciando pelo Concurso, um dos maiores do mundo, 3.284 amostras da bebida distribuídas em 146 estilos diferentes foram avaliadas por mais de 100 jurados do Brasil e do exterior. No total participaram 634 cervejarias que dividiram as 203 medalhas entregues. Considerando um mapa, 11 estados tiveram marcas premiadas no evento. O top 3 ficou assim: Rio Grande Sul com 54 medalhas, Santa Catarina com 45 e São Paulo arrematou 44 pódios. Este evento era fechado.

Vamos degustar?

Já sei qual chopeira usar

Chegando, então, ao que interessa ao grande público, a degustação. Cheguei ao local na sexta às 18 horas e fui conferir as novidades da feira, afinal, não tem breja de qualidade sem uma certa estrutura. Assim, 76 expositores de marcas de países como Alemanha, Espanha, França, Canadá, República Tcheca além do Brasil apresentaram seus produtos. Falando em República Tcheca, fui conhecer um pouco de sua rica história no ramo em um stand. Por lá provei uma diretamente de Pilzen. Sim, a cidade que inspirou o nome do estilo mais conhecido no planeta.

Passei por outros stands de diversos fornecedores como sistema, autosserviço de chope em bar e de torneiras. Esta em formato de guitarra (foto), por motivos óbvios foi a que mais me chamou a atenção. O corpo é o do instrumento mesmo, com cordas verídicas. A personalização é uma tendência.

Hora de conferir a cereja do bolo. Para tanto, a pauta do blog para este ano era bem específica, ou seja, abordar as empresas que tem conceitos diretamente ligados ao rock, apesar de que o produto artesanal tem essa pegada roqueira, independente da proposta da marca. Para minha surpresa apenas três delas se encaixavam no foco. Dessa forma, usei a primeira noite, portanto, para reavaliação e novo rumo no texto.

Faltou empatia

Ajustes feitos, no sábado entrevistamos responsáveis pelas três empresas e elas ficaram tão boas que virarão matérias independentes. Portanto, durante as próximas semanas podem aguardar bate-papos com Bodebrow, falando do sucesso da bebida do Iron Maidein, Red Core e Nefasta.

Apesar de o primeiro dia contar com um amento de público de 14% em relação a mesma data em 2.019, a festa do geral representou uma queda de 12% em relação ao ano passado, com 27,7 mil pessoas. Para o presidente da realizadora do evento, a Associação Blumenauense de Turismo, Eventos e Cultura (Ablutec), Develon da Rocha, a pandemia do corona vírus foi determinante para esse resultado, que foi caindo com o passar dos dias. 

"Conforme o volume de casos foi aumentando, essa diferença foi reduzindo até que chegássemos a esse resultado. Tivemos dezenas de ônibus cancelados", comentou ele através da assessoria de imprensa do festival.

Mascotes marcaram presença

De todo modo, mais de mil rótulos de 100 expositores estavam a disposição dos apreciadores. Sem falar nas mais de 60 opções gastronômicas de 12 estabelecimentos. Nem todos participantes do concurso estiveram do festival, mas vários ganhadores de medalhas marcaram presença.

Em tempos de reforma tributária...

Pausa para nos situar sobre o mercado cervejeiro. Para André Gomes, secretário executivo da Abracerva, Associação Brasileira de Cerveja Artesanal, em exclusiva ao SP&BC, o mercado segue em ascensão com implantação de novas fábricas. "Fechamos o ano [N. R.: 2.019] com 1.209 cervejarias", conforme dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Esse número é 36% comparado com 2.018.

Segundo Gomes, a aprovação da tributação Simples para as empresas "facilitou e estimulou a criação de novas microcervejarias. Além das menores, ajudou também aos brew pubs", este um bar que produz sua própria bebida. Porém, agora uma das lutas da associação é contra a ST, a Substituição Tributária. "Ela encarece demais nosso produto e penaliza a pequena indústria", explicou. "Vamos acompanhar a reforma tributária de perto", conclui.
Mais uma vez provando que rock vem de berço

Rolou música?

Pois é, vamos falar um pouco de atrações musicais. Vinte nomes de estilos diferentes passaram pelos dois palcos. Vi somente alguns, três na verdade, sendo os que tocavam rock, claro. Na sexta acompanhei a dupla Sonido Club que apresentou um set list interessante. Com várias dos Beatles, explicaram que já participaram três vezes do festival que acontece anualmente em Liverpool, a Beatleweek. A que mais agitou o público foi o cover do Rage Agiant the Machine, Killing in the name of, e quando tocaram Legião, obviamente, me retirei.

Para a segunda noite tivemos o Star Beetles, cover argentino do... Ah, você sabe. Os músicos são bons, competentes, mas muito chatos e arrogantes. Uma pena. O público gostou, naturalmente, pois as músicas são boas!

Finalizando, o melhor do cast musical: os gaúchos do Tequila Baby. Aproveitando, o SP&BC é apoiador incondicional do trabalho autoral, e a receptividade que a banda teve, entre as melhores das que vi, comprova isso. Vamos privilegiar quem faz a sua música, que tal? Com um set list que lembrou seus 25 anos na estrada do punk, destaco o petardo Melhor do que você pensa.

Fim de festa, hora então de dizer que, como sempre, o festival estava impecável, bem organizado, enfim, quem foi pode se divertir à vontade. E que venha março de 2.021 para o próximo. Estaremos lá!

sábado, 7 de março de 2020

10, 20, 30... Hoje: Ozzy não combina com aposentadoria

Catharina Sour

E não é que o Madman soltou um disco novo, intitulado Ordinary man. E, além de ser 10 anos após o anterior, o petardo ainda por cima é bom! Sendo assim, aquela vasculhada básica na discografia de Ozzy Osbourne para colocar aqui seus lançamentos com 10, 20, 30 anos de história. Mas isso vem na sequência.

Talvez a Catharina Sour, reconhecido como o primeiro estilo de cerveja genuinamente brasileiro, fosse mais adequado ao som da primeira banda do cantor inglês, o Black Sabbath. Entretanto, ao fazer essa degustação conclui-se que a breja combina com esses lançamentos, principalmente os dois últimos.

Dois singles precederam Ordinary Man, Straight to hell e Under the graveyard. A primeira causou certa polêmica pela sua letra, principalmente pelo trecho "I'll make you defecate". Sinceramente, para quem achou achou estranho, você sabia que estava ouvindo rock?

Voltando ao que interessa, mais uma vez Zakk Wylde, por questões de agenda e oportunidade, não tocou no álbum, ficando a guitarra, e a produção, a cargo de Andrew Watt. Duff McKagn (baixo, Guns'n'Roses) e Chad Smith (bateria, Red Hot Chili Pepers) completam a formação, digamos fixa. Porque há uma pá de convidados. Sente só alguns deles: Slash, Elton John, que aparece em um dueto na bela faixa título, Tom Morello e muitos outros.

Já a produção tem um quê daquele tipo de que eu não sou muito fã - leia o review de Scream - e um certo exagero nas passagens calmas - baladas - como na fase Ozzmosis (1.995), embora em menor grau. Como bônus há a participação do rapper estadunidense Post Malone que deveria ser apagada da história de tão nada a ver. Sério, destoa demais, mas como é no fim mesmo.

Por outro lado a voz de Ozzy continua a mesma. E além das três faixas citadas, também destaco All my life, Goodbye, Scary little green man e Eat me Apesar dessa pisada na bola no fim, é um dos grandes lançamentos deste início de ano, com certeza!


Scream

Para a seção do SP&BC "10, 20, 30...", quando envolve um novo álbum a ordem dos discos  que aparecem no blog é invertida. Dessa forma, hora de falar de Scream, lançado há 10 anos, o antecessor de Ordinary manCurioso, não? O último e o penúltimo aqui...

O décimo primeiro trabalho de estúdio de Ozzy atingiu o quarto lugar na Billboard 200 nos Estados Unidos e o 12º posto nos charts ingleses. Contudo, isso não foi suficiente para que ele não fosse considerado uma decepção comercial, pelo menos em relação aos títulos anteriores.

A partir de 1.995, com Ozzmosis, o vocalista começou a flertar com uma produção mais moderna, influenciado pelo pessoal do new metal. Isso deixou o som um pouco diferente do seu habitual e mais pesado. 

Nada contra, claro, afinal, não se deve ficar gravando sempre o mesmo álbum, naturalmente. Mas apesar de ainda contar com grandes canções, característica peculiar do que leva sua assinatura, ao mesmo tempo as faixas se tornam enjoativas. Do tipo "não consigo ouvir duas vezes seguidas", ou algo assim.

A guitarra ficou a cargo Gus G., mais conhecido pelo seu trabalho no Dream Evil. Rob Nicholson tocou baixo, enquanto que Adam Wakeman, filho de Rick Waleman, do Yes, se encarregou dos teclados e Tommy Clufetos da bateria.

Não é um disco ruim, longe disso, tanto que Let me him you scream alcançou o primeiro lugar na parada, apenas a segunda faixa do Príncipe das Trevas a obter tal feito. Gosto muito do CD, porém não é o meu favorito.




OZZY OSBOURNE
Blizzard of Ozz
(1980)

Agora mais um dos arquivos pessoais. O texto foi originalmente publicado na revista Valhalla #44, capa do Motorhead, na seção "Classics", e é sobre o clássico debut da carreira solo do artista editado há 40 anos. A respeito da treta citada no fim, aparentemente está resolvida.

Lá se vão onze anos da última apresentação do Madman em terras brasileiras (N. do R.: texto de 2.006). Quem estava lá conferiu ao vivo clássicos eternos do metal como I don’t know, Crazy train e Mr. Crowley, entre outros. Aliás, show dele sem essas três não é show de Ozzy Osbourne! E elas fazem parte de um mesmo disco, o Blizzard of Ozz que, finalmente, dá as caras em “Classics”. Este vinil foi o primeiro trampo solo de Ozzy, recém-saído do Black Sabbath. Bem, acredito que todos saibam de cor toda essa história, assim, vamos nos ater apenas ao LP em si. Acompanhavam o vocalista nesta tarefa o baixista Bob Daisley (ex-Rainbow, Black Sabbath e uma infinidade de outros), o baterista Lee Kerslake (ex-Uriah Heep) e o guitarrista Randy Roads (ex-Quiet Riot), morto em um acidente em 1982 e que causa muita emoção no cantor até hoje. Don Airey (ex-uma pancada de gente e atual Deep Purple) foi quem gravou aquele teclado que ficou marcado na introdução de Mr. Crowley, uma homenagem a Aleister Crowley, conhecido como a besta em pessoa. Todas as faixas são extremamente fantásticas! Além das já citadas, ainda temos Goodbye to romance e Suicide Solution – esta causou uma tremenda dor de cabeça quando garotos estadunidenses se mataram enquanto a ouviam nos anos 1.980 – que completam o time das inesquecíveis. No bone movies, Revelation e Steal away não ficam atrás! Infelizmente, em 2.002, a esposa/empresária Sharon Osbourne mandou apagar os baixo e bateria originais e substituir as partes de Daisley e Kerslake pelos instrumentos de Robert Trujillo (atual Metallica) e Mike Bordin (ex-Faith No More), respectivamente, integrantes da banda do marido à época, e relançou o álbum em CD. Sem falar que Daisley é co-autor – ele alega ser o verdadeiro letrista – de todos os temas. Independente do transtorno que eles poderiam estar dando à família, segundo a própria Sharon, nada justifica tal ato. Por essas e outras que não troco minha cópia em Long Play por nada desse mundo! (VA)

domingo, 19 de janeiro de 2020

GERAL: Parte 2

Double Ipa


Chegamos, então, à segunda parte de uma geral nos lançamentos, não necessariamente de 2.019, que ainda não haviam passado pelo SP&BC. Três álbuns nacionais que, apesar de estilos diferentes, levam o desafio de serem apreciados acompanhando o mesmo estilo de cerveja. Nesse caso, uma Double Ipa faz todo sentido com mais amargor e malte que uma Ipa tradicional.


Devachan - Regeneração
O nome me soou um pouco estranho no começo, admito, pois significa algo como paraíso em sânscrito, um dialeto antigo do norte da Índia, ou morada dos deuses para os tibetanos. Pensei em se tratar de algo de temática religiosa, então. O nome do álbum, Regeneração, ratificou ainda mais. Já a capa não me remeteu a tanto e após o play percebi que estava enganado.

Trata-se de um metal progressivo extremamente técnico, de mensagens fortes e bastante significativas ("Não fique por aí culpando todo mundo daquilo que você não é capaz", por exemplo). Aliás, essa maturidade sonora, provavelmente, se deve a um certo detalhe no line-up da banda de Boituva (SP), já que trata-se de uma família literalmente falando. 

Vejamos, Daniel Dias é o pai baixista e autor da maioria das músicas - escritas no auge dos anos 1.980, também por isso, provavelmente, são em português -, Gabriel é um dos filhos, vocalista e Leandro é o outro filho, guitarrista. Completam a formação Michel Veríssimo, teclado, e Bruno Caresia, bateria. Eu não mexeria em nada, pois o som é excelente!



Maestrick - Espresso della vita - Solare
Discaço! Sim, senhor, esse trabalho demorou para estar em SP&BC, mas antes tarde do que nunca, já diria o ditado. Afinal ele saiu em 2.018 e se trata do segundo álbum do Maestrick, de São José do Rio Preto, interior de São Paulo. O debut saiu em 2.011 intitulado Unpuzzle.

Poderíamos dizer que se trata de um som voltado ao prog metal, tamanha variedade artística encontrada ao longo das 12 faixas de Espresso della vita - Solare, contudo, acredito ser uma injustiça porque percebemos que o trio bebe em diversas fontes como pop, rock e metal.

Fabio Caldeira, vocal e piano, Renato "Montanha" Somera, baixo e vocal, e Heitor Matos bateria, respondem pelo Maestrick, que não conta com um guitarrista fixo, o que poderia soar estranho para uma banda de metal. Porém aqui vira detalhe. O disco igualmente foi lançado no exterior, assim o Brasil segue bem representado lá fora.



Psychotic Eyes - Olhos Vermelhos
Já conhecia uma banda com som hard rock e vocal baseado no gutural, o Tiger Cult. Agora uma banda gravar death metal acústico ainda não havia visto. Mais ou menos isso encontramos nesse EP do Psychotic Eyes, outro nome paulista da vez, Olhos vermelhos. Como eles dizem, um progressive death metal.

Lançado apenas digitalmente, o trabalho apresenta uma música nova, a faixa-título e única em português, uma nova versão para The hand of fate, do primeiro CD autointitulado (2.007), Life e Dying grief, ambas de I only smile behind the mask (2.011). Procura por originalidade? Escolha este sem medo!

domingo, 27 de outubro de 2019

Gueppardo: Diretamente dos anos 1.980

Som da banda está, também, disponível nas plataformas digitais, naturalmente


Novo trabalho será lançado na segunda quinzena de novembro pela Classic Metal



A segunda entrevista realizada no River Rock Festival, em Indaial, em setembro chega agora ao blog SP&BCGueppardo. Nascido em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, o quarteto veio até o Vale do Itajaí, na ocasião, apresentar seu som calcado no hard'n'heavy dos vindouros anos 1.980.

Com esse nome - felino que se parece com o leopardo - e aliado à curiosidade sobre o acréscimo de uma letra "P" na grafia dos gaúchos, é inevitável imaginar a influência de um certo gupo britânico. "Na grafia não", responde o vocalista Mauricio Osório, "o som o Def Leppard é oitentista, das bandas de hard'n'heavy, mas [na grafia] não chega a ter uma relação direta, não", conclui sobre a escrita.
Influências de Ratt, Motley Crue etc.

Já o baixista Rafael Yadek Domingues explica que as letras repetidas em sequencia vieram dos dois fundadores da banda, o guitarrista Pery Rodriguez, o único que não estava no bate-papo, e seu irmão e ex-integrante Peter. "Eles colocaram os dois pês como uma assinatura deles. Muita gente pergunta sobre o lance do Def Leppard", estabelece a coincidência. Completa a formação o baterista Leo Sarmento.

"O Gueppardo está na cena desde 2.007", apresenta Osório. E nesses 12 anos de estrada os gaúchos já lançaram o EP independente Instinto animal, em 2.009, e o debut Fronteira final, em 2.015. Algumas músicas de Instinto... serão "relançadas no nosso proximo CD, Execução sumária, que sai agora em outubro", explica [N. do R.: A previsão de lançamento é dia 20 de novembro via Classic Metal Records]. O quarteto passou por um período inativo pouco depois da estreia fonográfica até primeiro full length começar a ganhar vida.

Algo que parece normal é a troca de integrantes em qualquer grupo. Difícil quem nunca passou por pelo menos uma. E aqui isso não é uma excessão. "Normal em qualquer grupo de metal" concorda o vocalista. "Eu estou há três anos, entrei em maio de 2.016, fazendo a turnê do Fronteira final". Portanto o novo lançamento será, também, sua estreia em estúdio. O único membro da formação original é Rodriguez, por sinal, o principal compositor.

"Vamos a todos os lugares do Brasil", alerta Osório sobre disponibilidade, "estivemos recentemente em São Paulo, Curitiba, Florianópolis tocamos ontem [sexta, 06/09/2019], vários festivais aqui em Santa Catarina, Rio Grande do Sul na semana que vem", destaca a agenda. Lembrando que entrevista rolou no início de setembro.

E não pensem que os caras são virgens quando o assunto é tocar na gringa. "Tivemos três passagens pela Argentina", comemora Domingues. "A cena deles é muito legal, firme e gostam do fato de cantarmos em português. Valorizam isso! São a favor de cantarmos [na nossa língua natal] porque a maioria [das bandas de lá] canta em castelhano, o idioma deles" destaca para finalizar com aquela declaração manjada: "Onde quiserem nos levar nós iremos, sem frescura".

Ainda sobre as letras em nossa língua mãe, Osório cita que "uma característica diferente das bandas de hard ou de heavy metal - nos definimos mais hard/heavy - é que o nosso som é em portugues. Temos uma música em inglês e duas em espanhol, bem por conta desse intercâmbio com nosssos amigos da Argentina e o Pery que é 'meio brasileiro, meio argentino', então essa influencia do castelhano está muito forte na banda. Gostamos bastante das bandas de lá", setencia.

Vamos sugerir uma cerveja para a galera?


Partindo para o acompanhamento tradicional do SP&BC, Osório sugere que como o "pessoal diz que o nosso som é cru, então, de repente uma Puro Malte acho que seria o mais correto. Mas em termos de variações, uma Ipa, uma Weiss", enumera para agradar a todos. 

"Gosto muito das Red", continua o vocalista, porém "aprecio as Puro Malte. É gosto de cerveja com certeza!". Ok; alguém mais? "Eu gosto mais da Ipa", se alegra Domingues, "então recomendo uma Ipa, que vai bem!"

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