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quarta-feira, 8 de novembro de 2023

OPINIÃO O que achei da nova dos The Beatles

 


Vamos ouvir a música que encerra o ciclo The Beatles?
 
Composta por John Lennon e concluída agora por meio de inteligência artificial, o single Now and then traz, também, curiosamente, Love me do, o primeiro single do quarteto remasterizado.
 
Diz ae sua opinião sobre a faixa!
 
E agora todos os sons comentados no Som Pesado & Boa Cerveja você pode comprar neste link.
 
Saúde 👊🏻🤘🏻🍻

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

The Undead Manz sem fórmulas


Catarinenses planejam terceiro lançamento ainda para 2.019

Na edição de 2.019 do River Rock Festival (leia a cobertura aqui), em Indaial (SC), no início de setembro, o blog SP&BC trocou uma ideia com The Undead Manz e Gueppardo, ambas após as respectivas apresentações das bandas. A primeira delas, com a catarinense, você lê agora. A outra, com a gaúcha, estará disponível dentro de alguns dias.

Formado em 2.014 em Criciúma, ou pelo menos oficialmente, já que "é uma ideia mais antiga" do vocalista e guitarrista Z, o The Undead Manz, assim como a maioria, passou por algumas trocas de integrantes, contudo cada músico contribuiu para se chegar ao som apresentado atualmente, segundo Z. Completam o line-up Reactor, bateria, A.K., baixo, e a guitarrista Arduinnah, que não estava no momento.

"O nosso som", volta ao assunto o músico, "é uma amalgama de tudo que há dentro da vertente do metal. Temos raízes no heavy metal mais clássico, tradicional" aliado a influências diversas vindas, por exemplo, de "integrante que toca em banda de death metal, eu ja tive banda de black metal", completa. "Nossa música tem vida própria", continua, "procuramos exteriorizar aquilo que sentimos, que é o que toda banda diz. Mas nós exteriorizamos exatamente o que a música pede", seja uma acelarada ou "um groove mais black ou death" e não interessa o rótulo.

Até interessante Z tocar no assunto rótulo, pois realmente é difícil colocar o The Undead Manz dentro de um estilo específico. Para a banda seria "industrial. Queremos fazer um som mais industrial na linha de Rammstein, as bandas alemãs" afirma o vocalista. "Mas não é o que vocês estão ouvindo (risos). Criamos nossa própria identidade e vemos isso como original e estamos nesse patamar sem nos preocupar muito com rotulações", finaliza.

Nesses cinco anos de estrada, já soltaram dois trabalhos, The rise of the Undead, em 2.017, e The Rapture of Undead's bride, em 2.018, ambos igualmente disponíveis nas plataformas musicas. O próximo, um EP, está em plena produção com previsão de lançamento para até o final do ano.

Além disso, o quarteto faz questão de citar sua página no Youtube para que tanto fãs como curiosos vejam o lado mais perfomático da formação, digamos assim. "Temos cinco videoclipes", Z comenta sobre o conteúdo na plataforma digital, "além de um que possivelmente será lançado ainda este ano". Este é o vídeo para a faixa Psycho

Bebem cerveja?

Sim, confirmaram que são apreciadores da bebida mais amada dos roqueiros. SB&BC, então, pediu, já que eles mandam um som que complica para o jornalista - alguns chamam simplesmente de moderno - qual breja seria a ideal para apreciar enquanto se deixa o CD rolar.

"Uma cerveja com muita personalidade", responde A.K., achando que vai ser "meio clichê, mas talvez uma Ipa, ou a Catharina Souer, que são cervejas de alta personalidade". Z cita uma Strong, porém o baixista explica: "a Catharina Sour é a cerveja de mais personalidade no Brasil. Essa ou uma Ipa. Coisa pesada e com personalidade". Falou e disse!

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domingo, 8 de abril de 2018

Timbó beer city

Leo Maier Trio desfilando seu blues. Detalhe abaixo do palco

Cidade do Vale da Cerveja catarinense promove festival apenas com rótulos locais


Uma cidade com cerca de 40 mil habitantes distribuídos em 130,3 quilômetros quadrados sede de quatro microcervejarias é, bem provavelmente, a com o maior índice de produtor de cerveja por metro quadrado, ou por habitante, do país.

Blumenau, por volta de 30 quilômetros de distância, e com 300 mil habitantes possui, se não estou enganado, seis industrias da bebida mais amada do país e que é uma das fontes que movem o SP&BC.

Tanto assim que nesse primeiro fim de semana de abril ocorreu na Pérola do Vale, como é conhecido o município, o Festival das Cervejarias de Timbó. Blauer Berg, Borck, Hersing e Berghain se uniram a food trucks e bandas de rock/blues para proporcionar um sábado e domingo diferentes para a família.

Pena que nenhuma produza uma voltada ao bom e velho rock and roll, estampando em seus rótulos alguma banda ou título de música, como as entrevistas concedidas neste endereço por outras marcas.

Mas aí que pega. Na minha humilde opinião esse festival caberia no Pavilhão Henry Paul, um local maior que a Praça Central, onde foi realizado, lugar onde os principais eventos da cidade são realizados. Ele estava ocupado na data, mas será que não seria interessante uma mudança de agenda?

De qualquer forma, foi muito interessante observar todos reunidos curtindo um som, bebendo uma boa breja, seja IPA, Pilsen, Golden Ale ou qualquer outra disponibilizada pelas empresas, saboreando a diversidade de lanches, churros, enfim, o que foi proporcionado. Claro que eu também aproveitei.

Tomara que não fique nesse primeiro, que vire permanente e que todos os anos tenhamos novas edições sempre crescendo. Como, por exemplo, a segunda já se mudar para o Henry Paul. Para quem escolheu trocar São Paulo por Santa Catarina fica, cada vez mais evidente, a certeza de que fez a escolha certa. Cheers!!

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Stones no Rio, não apenas uma simples resenha




Larger


Lá se vão 12 anos desde aquele 18 de fevereiro de 2.006, data em que os Rolling Stones tocaram para mais de um milhão de pessoas na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. O show fazia parte da turnê do álbum A bigger bang, lançado no ano anterior. O texto foi publicado na minha coluna no Jornal A Gazeta, de Aguaí (SP). Problemas a parte, achei válido pela nostalgia. A maior fábrica de cerveja do Brasil produziu um lata  para celebrar a data, que eu guardo com maior carinho. Segue na íntegra.

Artigo


Isso mesmo, se você pensa que o que vai ler a seguir é tão somente o que você viu e ouviu na sua TV no sábado está redondamente enganado. A partir de agora, uma cobertura diferente, de quem estava lá, em pessoa, no evento. Tanto lá que um dos momentos mais engraçados foi ver um “fã” cantando algo como “chout it upi” (sic). Foi, sem dúvida, o momento mais engraçado na volta para o hotel.
Toda a movimentação começou no dia do show, dia 18, bem de manhã, com os cambistas vendendo de tudo, desde as tradicionais camisetas até chaveiros “beijados pelo próprio Mick Jackson (sic)”. O curioso é que eu imaginei que a cerveja estaria em um preço absurdo, o que não ocorreu. Talvez devido ao imenso número da “concorrência”. No domingo, por exemplo, havia um ambulante reclamando de que existiam mais vendedores do que público. Exageros à parte, não entramos no mérito da questão.
Para provar que rock não tem nada de simpatia para o diabo, até um frei, Francisco Alves Barbosa, da Igreja Nossa Senhora de Santana, popularmente conhecido como Frei Chiquinho, de 73 anos, foi buscar sua entrada vip e abençoou o local. Ele se diz admirador do grupo.
O palco desenhado especialmente para aquela noite
Para a segurança foram escalados mais de seis mil policiais, sendo só para Copacabana pouco mais de dois mil. Segundo o jornal carioca O Globo, a Polícia Militar estimou 1,2 milhão de pessoas na praia. Os Stones aumentaram o movimento financeiro da cidade em 30%, em relação ao ano passado.
Inusitado foi o Drink Jagger, com gim Bombay, tônica, “cherry brandy” e suco de limão, coisa de um hotel da Av. Atlântica. Ah sim, e teve também a Pizza dos Rolling Stones que dava direito, inclusive, à língua característica desenhada com morangos, licor de cereja, calda de chocolate e avelã. E não para por aí, não. A criatividade rolou solta por lá. Coisas unicamente para o referido fim de semana.
Faixas eram várias. E como nessa hora o que vale é chamar a atenção, dois amigos de Araraquara escreveram: “Fora Lula. Mick Jagger para presidente.” Isso sem falar nos clones do cantor britânico. E devido ao grande número de gringos, também pude exercitar meu inglês, principalmente com um casal escocês que acha que sua seleção de futebol é muito ruim (não diga).
O palco, de altura igual ao de um prédio de sete andares, com 60 metros de largura, 30 de profundidade e feito exclusivamente para o Brasil deixou os carnavalescos fluminenses impressionados, já que ele foi inspirado em nosso país tropical. Uma boa forma de tornar o DVD mais atrativo.
E se o maior show de rock da história foi realizado em uma praia, por que não assisti-lo em alto-mar? Em torno de 200 embarcações se estabeleceram no oceano para acompanhar as pedras rolando no palco. Não importava como, e sim a satisfação com que todos foram embora para suas casas. Sem mais palavras.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Full Gas e Tosse Harmônica no Split moderno

Weiss



Nada melhor do que curtir o bom e velho rock'n'roll com uma breja refrescante. Afinal, basta arrastar os móveis da sala para criarmos espaço e dançar a vontade com esse som. Dessa forma, não tem outro jeito, é preciso repor as energias e a cerveja de trigo é ótima nesse sentido.

E o CD em questão é justamente isso. Mais uma obra com apoio do louvável projeto cultural da prefeitura de Rio do Sul (SC), a 191 quilômetros de Florianópolis, o split Full Gas/Tosse Harmônica (Independente, Nac.) é a união de duas gerações, conforme consta no encarte. Cada banda aparece com cinco faixas mais um bônus. Aliás, fazia tempo que eu não via o formato, bastante comum na década de 1.980.

O Full Gas surgiu em 1.998 e apresenta aquele rock básico, letras divertidas, sobre amor, mas não melosas, fortemente influenciados por quem entende do estilo como os Rolling Stones. É uma pena que demorou para registrar seu trabalho. Tomara que continue nos brindando, pois o potencial é inegável.

Já o Tosse Harmônica, na batalha desde 2.015, também envereda pelos trilhos do classic rock da primeira (um influenciou o outro? Possivelmente), porém com um pouco de distorção. Além de letras divertidas, como em Minha cafeteira sumiu, há críticas, como em O blues da indecisão: "Mas o que dizer dos/ contratantes do rock?/ Que contratam as bandas/ E não pagam o cachê". Trata-se de outra grata surpresa.

Os times


O Full Gas é formado pelos guitarristas Guiulle Aquino, este também vocalista, e Rodrigo Fronza, Andre Odelli, baixo, e Doug Theis, bateria. O Tosse Harmônica na bolachinha contou com Marlon Nunes, vocal e baixo, Jonatan Deucher, guitarra, e Gustavo Bachmann, bateria. Este último já deixou o trio, que agora conta com Gustavo Fachin nas baquetas.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Threesome se reinventa em EP

Standard American Larger


Nada melhor que uma cerveja tradicional no Brasil com suave aroma de malte e pouco amargor para nos refrescarmos enquanto curtimos o bom e velho rock and roll. Pensando assim que acompanhei o novo lançamento do Threesome, Keep on naked (Independente, Nac.). O disco foi editado no formato físico tradicional e em todas as plataformas digitais.

Este é o segundo trabalho do quinteto formado em Campinas, a cerca de 100 quilômetros da capital paulista, em 2.012. Porém não é exatamente o segundo álbum, afinal se trata de um EP com três músicas, sendo duas regravações do disco de estreia, Get Naked - disponível no Soundcloud -, lançado em 2.014, e uma inédita.

As novas versões são Sweet anger, originalmente intitulada Why are you so angry?, e ERW, que antigamente era conhecida como Every Real WomanA decisão de uma  nova roupagem para essas faixas surgiu após a saída do vocalista Bruno Baptista, o que motivou mudanças muito significativas nas composições, segundo o release. My eyes é a inédita da vez.

No entanto, a temática mantém a mesma linha, ou seja, "relações humanas pela perspectiva de experiências sexuais, monogâmicas ou não", igualmente conforme o release. A banda afirma que bebe na fonte do rock dos anos 1.960 e 1.970 e até aí eu concordo. É um rock energético, vibrante, por isso a breja, mas, pelo menos neste lançamento, não consegui detectar referências a outros estilos, como divulgam.

Formação


Atualmente, o Threesome é composto pela vocalista Juh Leidl, que também assina a bela capa, o guitarrista, pianista e vocalista Fred Leidl, o guitarrista Bruno Manfrinato, o baixista Bob Rocha e o baterista Henrique Matos. O mais importante é que esses cinco músicos provam, mais uma vez, que vale a pena sim, senhor, trabalhar em músicas próprias. O rock agradece. E o SP&BC também, claro, para começar 2.018 com tudo!

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Velhas Virgens, uma trintona ainda contando

(DIVULGAÇÃO) Casa fazia parte da rotina de baladas dos líderes

Banda paulistana conta com seis cervejas no mercado



Paulo de Carvalho (Paulão), voz e gaita, Juliana Kosso, voz, Alexandre "Cavalo" Dias, guitarra, Filipe Cirilo dos Santos, guitarra, Tuca Paiva, baixo, e Simon Brow, bateria. Essa é a atual formação das Velhas Virgens que acabou de lançar o pacote CD e DVD 30 Anos ao vivo no Love Story (Gabaju Rec., Nac.) para, evidentemente, comemorar as três décadas na estrada.

Falar em atual formação, apesar de tantas mudanças no line up, é até injusto com os músicos, pois, exceto o "novo guitarrista Filipe 'Fil' Cirilo, o restante já está junto há mais de 10 anos", explica Alexandre "Cavalo" em entrevista exclusiva ao SP&BC.

"Desde o começo a ideia era gravar no Love Story", conta Cavalo a respeito do local do show. "A gente queria um lugar que remetesse à noite paulistana e o Love fez parte da minha vida e da do Paulão por muitos anos", continua ele dizendo que, naquela época, entravam na casa depois das baladas, saindo somente com o nascer do sol. "Eram tempos boêmios em que o fígado permitia".

Assim, até virar sugestão para os empresários do sexteto não demorou muito. "Quando contamos para os nossos parceiros, Júlio e Carol, da 74 Entretenimentos, eles adoraram a ideia. Entraram em contato com o Love Story, que cedeu a casa gentilmente. Foi um trabalho longo, mas o produto final ficou ótimo! Sem dúvida é o nosso DVD de melhor qualidade técnica", conclui o músico empolgado.

Qualidade que pode ser conferida em streaming, a plataforma usada por 10 entre 10 grupos independentes para a divulgação de seus trabalhos. Cavalo justifica a distribuição "para todos os tipos de streamings, inclusive os gratuitos" porque "funciona muito bem. O alcance das músicas aumenta e eles pagam de acordo com as ouvidas".

"Hoje tudo está na nuvem", disserta o músico sobre esse novo formato. "Você nem precisa armazenar nada para ter acesso a milhões de músicas. Acho isso genial e, ao mesmo, tempo perigoso. Genial porque fica tudo ao alcance e perigoso, pois torna o conhecimento raso, rápido e volátil".

E qual o papel, então, do selo das Velhas, a Gabaju Records? Segundo Cavalo, ele segue com outros produtos. "Fazemos desde camisetas, chinelos e até livros e HQs. E vendemos algumas coisas ainda no físico. Acredito que nosso próximo disco de estúdio saia na forma de singles e depois em vinil e fita cassete. Vamos ter todas as músicas em todas as mídias". 
"Queremos voltar em breve a Pomerode"

Esse próximo álbum é prometido para breve, com a gravação de "novidades ainda este ano. Um música para o novo show e pelo menos uma para o Carnavelhas", projeto de Carnaval das VV.

Abrindo um parênteses, fita cassete, para quem é mais novo e não conhece, é uma pequena caixa com uma fita magnética usada para gravação e reprodução de áudio, bastante popular até início desse século.

E fazendo turnês desde 1.994, qual o balanço desse longo tempo de estrada? "São mais de 20 anos saindo pelo país e tocando em todos os cantos possíveis e, muitas vezes, impossíveis. Foi isso que nos fez ter público em qualquer lugar do país", responde. Ele conclui salientando que o "modo como se consome música está diferente. Tem gente que está se aproveitando disso e outros estão ficando para trás", fazendo o alerta da necessidade de adaptação à nova realidade do mercado.

"O show ao vivo é de onde vem o maior rendimento dos artistas e também está passando por reformulação", cita o guitarrista outra mudança. "Há um novo público com novas exigências", sendo que existe uma grande quantidade de artistas "e um público ávido por novidades. Tem música para todos os gostos só procurar". 

Mas os fãs não estão mais preocupados com os clássicos? "Claro que depois de 30 anos quem vai ao show tem suas preferência" responde em relação as VV. "É obrigação do arista se renovar e se reinventar. Vamos fazer músicas novas e elas entrarão no show novo. E, com o tempo, vemos quais permanecem".

E para sobreviver no meio disso tudo, afinal, as contas vencem todos os meses, os integrantes possuem outros trabalhos, musicais ou não. Por exemplo, Cavalo administra a Gabaju, é roteirista de quadrinhos, escreve livros e faz projetos culturais, além de produzir a banda e outras de que participa; Paulão é redator do SBT; Tuca tem uma cervejaria, a Rusticana e administra o bar; Juliana é professora de canto; Cavalo, Paulão e Tuca promovem o Workchopp, "uma palestra cantante" em que os músicos falam "sobre carreira, cerveja e outros assuntos picantes", além, é claro, de fazerem um som acústico".

O bar se chama  Rockin' Beer e fica em "uma garagem nos confins da Zona Norte de São Paulo". Segundo o guitarrista, "era para ser só o estoque quando a gente também distribuía. Virou um bar logo depois. Vendemos cervejas artesanais brasileiras e promovemos eventos. Raramente tocamos lá. Muito pequeno. Mas reunimos o bloco de Carnaval das Velhas e outras coisas legais. Estamos de mudança para outro endereço no Centro de São Paulo".

Já dentro do quesito - inúmeros - outros projetos musicais, Juliana Kosso canta em uma banda que faz clássicos do rock e leva seu nome; Paulão mantém o Cuelho de Alice hibernando; o Estranhos no Paraíso, de Cavalo, Juliana e o produtor Paulo Anhaia (Paul X, ex-Monster) está na "berlinda", de acordo com o guitarrista, que "ainda toca no Roberto Embriagado com o Mario Bortolotto, onde fazemos covers do Roberto Carlos".
"Há um novo público ávido por novidades"

As Velhas Virgens tocaram perto de Timbó (SC), sede do blog, mais precisamente em Pomerode, em 2.016. "Tocar no sul é muito bom porque você encontra um público que entende de rock e reconhece a linguagem", se recorda o músico. "O show em Pomerode não foi diferente. Gente interessante e interessada! Queremos voltar em breve para lançamento do novo DVD. Aliás, pode nos chamar!". Recado dado, promotores.

Então vamos falar da nova tour. "É um set com as músicas escolhidas pelo público e mais algumas homenagens que estamos fazendo para gente que participou dos nossos discos. Tocamos Marcelo Nova e Camisa de Vênus, Roger e Ultraje, Rita Lee, Titãs, Raimundos, Made in Brazil e uma versão especial de Retalhos de Cetim, do Benito di Paula, com arranjo para blues que está um espetáculo! Vocês precisam conferir esse show novo".

Vale ressaltar que Digão, vocalista e guitarrista dos Raimundos, participa no DVD em Toda puta mora longe e a faixa com Benito di Paula, A última partida de bilhar, é bônus no track list.

Alguém falou de cerveja?


O bate-papo está bom até aqui, no entanto precisamos matar a sede. Sendo assim, a pauta agora é a relação das Velhas Virgens com a bebida mais amada do mundo. "Nosso primeiro rótulo saiu há seis anos e já é 'disco de ouro', com mais de 100 mil garrafas vendidas", disseca o assunto Cavalo comparando ambos os mercados. Na época em que ainda se vendia muitos discos, pré-dowloads, o artista alcançava tal prêmio ao atingir aquela marca.

A primeira breja produzida "foi uma IPA, a chamamos de Indie Man". Por sinal, esta continua como a campeã de vendas. Ele continua dizendo que se tratava de "um sonho antigo ter nossa linha de cervejas". Como dentro da banda havia o responsável pelas receitas, no caso, Tuca, o passo seguinte foi encontrar "o parceiro certo" para produzir. Coube então ao Rodrigo Silveira, da Cervejaria Invicta, de Ribeirão Preto (SP), a função de lançá-las.

"Temos seis rótulos hoje", enumera o portfólio detalhando-o: "uma em homenagem ao Charlie Brown Jr, feita em parceria com o Xande (filho do Chorão), uma American Ale sensacional"; a anteriormente citada "Indie Man; Whitie Dog, Witbier com sabor de limão rosa e semente de coentro; Mr. Brownie, uma Brown Ale com fava de baunilha e aveia; Beijos de Corpo, uma Fruit Beer com amoras pretas; e o lançamento Greenie, uma cerveja de trigo bem lupulada".

Essa mistura de música e cerveja ainda rendeu outros frutos. O projeto Todo dia a cerveja salva a minha vida (2.014) é um álbum e um rótulo feitos na base do crowdfunding, o financiamento coletivo. "Foi o nosso segundo de muito sucesso" conta Cavalo sobre o processo de ajuda dos fãs para editar discos. O primeiro foi o igualmente comemorativo CD/DVD Rockin Beer Tour 25 anos

Para os fãs contribuintes havia alguns prêmios que "as pessoas adoravam como vir e cantar Abre essas pernas com a gente em estúdio e ganhar a versão pessoal da música em CD e vídeo, entre outros". Apesar de "legal", o músico afirma que "esse tipo de projeto dá um trabalho monstruoso. Não pretendemos fazer outro tão cedo".

No caso da cerveja, a banda alterou o rótulo da Whitie Dog para o mesmo da capa do álbum. A breja saiu com uma tiragem de 4 mil garrafas. "Nossos novos rótulos tem um QR code", se empolga ao comentar sobre a modernidade. Com esse código, é possível "ouvir um 'CD' falando de cerveja com músicas escolhidas pela banda inteiramente grátis. O projeto se chama Liberte o Rock da Garrafa".

Sobre preferência, Cavalo diz que a que mais gosta é a "Witbeer, uma cerveja um pouco mais leve e cítrica. E também das escuras e amargas. Das Velhas eu bebo todas com gosto. As receitas do Tuca são muito boas", completa fazendo o merchandising.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Ataques paranormais de Alice Cooper

(Reprodução)

AMERICAN PALE ALE


O som do estadunidense Alice Cooper harmoniza melhor com uma cerveja do estilo criado nas terras do Tio Sam. Não que ele produza canções estereotipadas ou coisas do tipo, nada disso. Estamos falando de um artista já com quase 70 anos de idade e com uma discografia de aproximadamente 30 títulos - 27, mais precisamente - e que, tirando algumas escorregadas nos anos 1980, sempre primou pela qualidade.

E uma APA faz todo o sentido, afinal por ser mais amarga e alcoólica nos deixa ainda mais atentos a perceber todas as variáveis de Paranormal (Shinigami Rec./Ear MusicNac.), novo álbum da Tia Alice - como carinhosamente é chamado pelos fãs - lançado no final de julho. É o primeiro desde 2.011 quando lançou Welcome 2 my nightmare.

O hard rock pesado que dominou suas composições entre o fim da década de 1980 e começo da de 2000 é coisa do passado. Este está mais para The eyes of Alice Cooper (2.003) com algumas influências do rock feito nos seus discos do anos 1970. As dramáticas letras são sobre diversos níveis de desencontros da mente humana.

Segundo o portal Info Escola.com, paranoias "consiste em uma psicose caracterizada pelo desenvolvimento de um pensamento delirante crônico, lúcido e sistemático, provido de uma lógica interna própria, sem apresentar alucinações".

No disco são 12 músicas de rock'n'roll.  Simples, assim. E não precisa mais que isso para atingir resultados ótimos como o do primeiro single Paranoiac Personality, a única daqui executada no festival Wacken, na Alemanha, transmitido para o mundo todo pela Internet. O que não quer dizer que essa seja a melhor, pois todas carregam o padrão AC de qualidade.

Outra característica mantida neste trabalho são as participações de outros nomes da música. Na faixa-título, por exemplo, quem dá as caras é Roger Glover, baixista do Deep Purple. Em Fallen in love, o guitarrista do ZZ Top, Billy Gibbons, comanda as seis cordas. Larry Mullen, do U2, gravou a maior parte das baterias do CD. Além, claro, da banda que o acompanha ao vivo, como o trio de guitarras Ryan Roxie, Nita Strauss e Tommy Henriksen, o baterista Glen Sobel e o baixista Chuck Garric.

Fechando o assunto convidados, o melhor ficou para as duas últimas do track list, Genuine american girlYou and all of your friends, registradas pelo Alice Cooper Group: Michael Bruce (guitarra), Denis Danaway (baixo) e Neal Smith (bateria) - Glen Buxton faleceu em 1997.

Como bônus, seis clássicos registrados em Columbus, Ohio, Estados Unidos, em 2.016. No singles, há o registro de I'm Eighteen, gravada em Dallas. Se vai se tornar um clássico o tempo dirá. No entanto, aposto que Paranormal figurará entre os principais epítetos da extensa discografia de Alice Cooper. Que continue assim!

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Fabiano Negri mostra que é possível


ENGLISH PALE ALE


O mais novo trabalho solo de Fabiano Negri, ex-vocalista da saudosa banda de Campinas (SP) Rei Lagarto, When nothing is rigth, anything is possible (Independente, Nac.) vai bem com uma English Pale Ale. A forte presença de malte, que confere uma certa classe ao estilo, e ser uma cerveja inglesa, nos remete a algumas influências deste EP, como The Who e Beatles.

O disco contém cinco temas que podem ser ouvidos em streaming. Ao comprar as músicas, o fã ganha a sexta de bônus, no caso a bela balada The Apple and the BeastCada uma das seis faixas mostra toda a bagagem do músico adquirida ao longo dos anos, inclusive na composição do jazz (!) Absolutely

E mesmo os flertes com o pop, como nas melodias, e o citado jazz, o som ao longo de aproximadamente meia hora de audição ainda é aquele hard rock competente praticado desde os tempos de sua antiga banda.

Modern Old Times é a primeira, mais pesada e nos faz refletir sobre esse futuro que chega rápido demais para nossas mentes estáticas no passado. Será o próximo vídeo. O primeiro clipe é justamente o da segunda, Dear Captain, que por sinal contém a frase que dá nome ao trabalho. Não sei se é exatamente por isso, mas que você já vai sair cantarolando o refrão de primeira não tenha dúvida!

A balada pesada The Long Run é a próxima e é um respiro dos bons, diga-se, para a sequencia com My Flesh. Esta, aliás, alterna passagens pesadas e calmas, quase psicodélicas. Fechando o trampo estão as comentadas anteriormente AbsolutelyThe Apple... 

Apesar do lançamento apenas virtual, o disco possui uma capa, sim, senhor (veja ilustração acima). A arte foi feita por Atila Fabbio. Na realidade, When... é a apenas a primeira parte do trabalho e a segunda é prometida para o ano que vem. Se o nível for mantido será outro bom exemplo de que ainda há ótimos suspiros de música autoral de qualidade em nosso país. Thanks, God!

Ficha

Fabiano Negri compôs todas as músicas e letras, coproduziu, cantou e tocou guitarra, teclado e percussão. When nothing is rigth, anything is possible foi gravado no estúdio Minster, do meu amigo de longa data Ric Palma, que também produziu e tocou baixo, guitarra e teclado. A bateria ficou por conta de Cyro Zuzi, enquanto que o piano por Rodrigo Andreiuk.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Clássicos parte 1: Def Leppard - Hysteria comemora 30 anos

HELLES

Toda vez que um álbum completar uma data cheia, 10, 20 e 30 anos, e caso eu o tenha resenhado em algum veículo por onde passei vou reproduzir o texto no SP&BC. Ou caso não exista ainda escrevo especialmente.


O primeiro é o Hysteria, do Def Leppard. O disco completa 30 anos em 3 de agosto e foi um verdadeiro marco na música! Atingiu o primeiro posto na Billboard 200 dos Estados Unidos. O original saiu na edição 29 da revista Valhalla. Pegue uma Helles e divirta-se.

Para quem ainda não possui essa preciosidade, a banda vai relançar a obra em diferente versões especiais, com B-sides e faixas ao vivo, além do áudio do clássico vídeo The Round In Your Face.

DEF LEPPARD
Hysteria
(1987)


O Def Leppard já é figurinha carimbada nesta seção [Classic, da revista Valhalla], portanto, dispensa apresentações. Entre julho de 1984 e meados de 1987 dava para ter lançado pelo menos uns quatro discos. Entretanto, esse foi o período que Hysteria consumiu para ficar pronto. E não foi apenas isso que podemos considerar de números altamente relevantes. O mais impressionante deles é que se o álbum não vendesse, ao menos, cinco milhões de cópias daria prejuízo. Para melhorar – nos dois sentidos – a banda vinha de Pyromania (83, #5) lançado em notas fiscais mais de seis milhões de vezes. Robert “Mutt” Lange (AC/DC), por muito tempo considerado o sexto “lep”, produtor desde High ’N’ Dry (81, #15), estava com muitos trabalhos agendados e assim vários profissionais tentaram fazer o serviço no início do projeto, porém sem êxito. O jeito foi esperar por Mutt, o que no final se mostrou mais uma decisão acertada, dentre tantas outras. Em agosto, finalmente, Hysteria chega ao mercado e com ele o auge dos ingleses. Das 12 faixas, todas dignas de um hard rock altamente melódico e cativante, sete viraram singles de sucesso: “Women”, “Animal”, “Pour Some Sugar On Me”, esta impulsionou a bolacha a estourar, “Love Bites” – aquela em que o Yahoo fez versão em português –, que os levou aos primeiros postos na Inglaterra, fato inédito até então, “Armageddon It”, “Rocket” e a faixa-título. A turnê também foi pomposa, com 227 shows lotados – de agosto de 87 a outubro de 88 – em dezenas de países. Em março de 1999, a RIAA (Recording Industry Association Of America) lhes concede o prêmio “Diamond Award” por ultrapassarem a marca de 10 milhões de discos vendidos – foram 16 no total. Duas outras particularidades marcaram o LP, pois se por um lado foi o primeiro álbum em que Rick Allen (d) gravou após o acidente que lhe custou um dos braços, por outro, foi o último de Steve Clark (g). Joe Elliot (v), Rick Savage (b) e Phill Collen (g) completam o time que assinou esse verdadeiro clássico do rock! (VA)