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terça-feira, 30 de janeiro de 2024

Whitesnake e os 40 anos da chegada ao topo

Ipa Maracujá

O Projeto Valhalla chega para comemorar os 40 anos de lançamento de Slide it in, do Whitesnake. Na verdade, esse disco teve algumas versões diferentes em alguns locais, mas a primeira foi a lançada em 30 de janeiro de 1.984, na Europa, terra natal de David Coverdale & Cia. Assinei esse Classics que saiu na ed. #27. O álbum é tão bom que vai ganhar um Os Clássicos no nosso canal no Youtube do SP&BC. Aguarde!

E continua o grande saldão da Amazon. Tem CD do Iron Maiden com mais de 30% de desconto! Acesse o link e confira e aquele esquema, é por tempo limitado!

A cerveja escolhida foi uma Ipa Maracujá porque já era a que eu estava apreciando - enquanto eu assistia meu time ganhar um clássico - e olha, combina perfeitamente. A força e elegância do estilo atrelada ao hard vigoroso e cheio de hits como esse LP é algo que transcende. Ah, sim, ainda tem resenhas dos títulos lançados à época em que a revista foi lançada, como Cornestone e The Storyteller. Saúde!

WHITESNAKE

Slide It In

(1984)

O Whitesnake é uma banda em que seu líder, o ex-vocalista do Deep Purple David Coverdale, sempre deu as cartas como bem entendeu. Isso significou várias alterações em sua formação ao longo dos anos. Inclusive os antigos companheiros de Purple, o baterista Ian Paice e o tecladista Jon Lord fizeram parte do line-up. Destes, apenas o primeiro não tocou neste play – gravado pelos guitarristas Micky Moody, Mel Galley (ex-Trapeze) e John Sykes (ex-Thin Lizzy), o baixista Neil Murray (ex-Black Sabbath) e o ex-todo mundo e saudoso Cozy Powell. Porém, isso não impediu que álbuns fabulosos fossem registrados durante a carreira e este Slide It In, produzido por Martin Birch, que você conhece de algum disco do Iron Maiden ou Black Sabbath, é, talvez, o produto mais bem acabado da Cobra Branca. Sabe aqueles discos que merecem muito mais que um “simples” 10? Então, está aqui um bom exemplo! E olhe que citar a trinca que abre o trabalho é covardia: a música-título, “Slow An’ Easy” e “Love Ain’t No Stranger”, single que ficou no Top 40 da parada. Ou seja, só clássicos! E neste quesito podemos incluir também “Guilty Of Love”, sem falar em “Spit It Out”. Não há uma só faixa ruim aqui! Esta bolacha trouxe Coverdale & Cia. para substituírem o Def Leppard no “Rock In Rio I” com a honra de ser a primeira banda gringa realmente de rock no festival. Claro que depois os ingleses optaram por estourarem no mercado norte-americano na onda glam, mas isso é assunto para um outro “Classics”. (VA)

CORNESTONE

Once Upon Our Yesterdays

Hellion – Nac.

7.5

O Cornerstone não é, necessariamente, um nome muito popular. Entretanto, o vocalista Dougie White você já conhece do disco Stranger In Us All (95), que marcou a volta à ativa do Rainbow. Sem falar que o cidadão também integrou o time de Yngwie Malmsteen tempos atrás. Feita a apresentação, o Cornestone é o projeto mais novo de White, embora não tão novo assim, já que a estréia data de 2000 e a carreira da banda computa dois álbuns anteriores a este Once Upon Our Yesterdays, Arrival e Human Stain. “Welcome To Forever” e “When The Hammer Falls” abrem o CD muito bem, seguindo à risca a cartilha do hard rock baseado em Rainbow. O problema começa a partir da faixa seguinte, “Passion To Warfare” e vai até a penúltima, a balada “Some Have Dreams”, passando por outras duas, digamos, mais calmas, a faixa-título e “Man Without A Reason”. São músicas que deixam aquela sensação de falta de originalidade e às vezes até enjoa um pouco, o que nos faz torcer para que a bolacha acabe logo. A última, “Scream”, se destaca pelos riffs e eleva o astral novamente, uma pena que seja no fim, ou seja, tarde demais. Trocando em miúdos, se fosse um EP, sem os tapa-buracos, ficaria de bom tamanho e a nota seria maior. (VA)

THE STORYTELLER

Tales Of Holy Quest

Hellion – Nac.

8.5

Gosta de curisidades? Aqui vai uma: esta boa banda de heavy melódico foi fundada em 1995 e somente fazia sons acústicos. Ouvindo Tales Of Holy Quest, que é o terceiro da discografia do The Storyteller, percebe-se o quanto as coisas mudaram para esses suecos. Um álbum maduro, nada enjoativo, pelo contrário, bem empolgante com o vocalista L-G Persson mostrando para todos seus companheiros de posição espalhados mundo afora que criatividade não faz mal a ninguém. Afinal, se você acha que vai encontrar aqueles gritinhos característicos e outros clichês do gênero pode esquecer. E a despeito de ser um disco conceitual, nada daquelas histórias habituais, pois aqui o negócio é o julgamento de dezenas de pessoas acusadas de bruxaria, no século XVII, na terra natal do quarteto, a Suécia. Sim, os refrãos épicos a lá metal tradicional – ou true metal, como queira – estão dispersos ao longo dos nove temas, sem contar a introdução e o epílogo. Não vou destacar nenhuma faixa porque todas estão acima da média. E olha que nem foi mencionado o fantástico trabalho gráfico!  (VA)

sábado, 19 de dezembro de 2020

10, 20, 30... Especial 1.990: O último em evidência do hard rock



Ipa Maracujá

Nem sempre consigo atingir o objetivo pleno deste quadro no blog em que apresentamos uma mesma banda com seus lançamentos em exatos 10 anos de diferença comemorando aniversários cheios. E quando for o caso, uma pincelada sobre o novo disco. Nesse caso teríamos álbuns editados em 2.010, 2.000, enfim, daí por diante. Em 2.020 já tivemos, seguindo essa risca, Ozzy Osbourne, AC/DC - uma pena eu não esperar um pouco mais para comentar sobre o belo Power up -, Judas Priest e Iron Maiden. 

Assim, como alguns nomes importantes dentro do hard/heavy se enquadram na explicação acima, mas possuem trabalhos altamente relevantes, resolvi escolher alguns títulos aleatórios. Percebi na pesquisa inicial que já havia duas publicações na coluna Classics, da Valhalla, assinadas por mim, de bolachas datadas de 1.990. Daí só escolhi um novo, que não deu tempo de fazer anteriormente, para completar, e estava feita a escolha.

Essa pesquisa aconteceu enquanto saboreava uma Ipa Maracujá, que não é exatamente uma Fruit Beer, mas sim uma breja que ganha características frutadas no aroma e sabor por conta dos tipos de insumos usados em sua fabricação. E encontramos várias Ipas com essa adição de frutas no mercado bem interessantes. Uma, inclusive, que até leva o nome de uma das bandas mais queridas do metal.

Vamos ao que interessa. A seguir confira os textos sobre Heartbreak station, do Cinderella, Tattoed millionaire, do Bruce Dickinson, ambos originalmente publicados na Rock Hard/Valhalla #28 e #44, respectivamente, e Flesh & blood, do Poison, este exclusivo do SP&BC. Curiosidade é que este foi o último ano de alta do hard rock, estilo que viveu seu auge nos anos 1.980 e que sofreu com o surgimento da onda grunge. "Ah, mas o Bruce..." Tattoed... é hard, embora não glam, mas é hard, não heavy.



CINDERELLA - Heartbreak Station

Chegou a hora de prestar homenagem a uma das melhores bandas da era hard/galm dos anos 1.980. O conto de fadas do rock deve muito a Jon Bon Jovi, que os viu em um clube na Filadélfia em meados daquela década. Mas obviamente que se o quarteto não fosse realmente bom o suficiente nada teria dado certo. Depois de Night songs (1.986), e Long cold winter (1.988), agora é a vez do country Heartbreak station. Assim como os outros anteriores possuíam uma, digamos, base distinta entre si, este é inspiradíssimo no country, o que fica claro em One for rock and roll. Quando o LP saiu, o primeiro single foi a faixa-título, uma linda balada, porém que denunciava tal inclinação. Até eu levei um – bom – tempo para aceitá-lo, entretanto, não se pode negar a veia rock em The more things change, Love’s got me doin’ time e Love gone bad, por exemplo, sem falar na viagem de Dead man’s road (não deixe de conhecer esta), a divertida Shelter Me. Enfim, vale o álbum todo!  Infelizmente, comercialmente falando, não foi um grande sucesso, talvez por ser diferente, mas turnês gigantescas não faltaram e o nome do grupo se manteve no auge ainda por um período razoável. Atualmente, o conjunto norte-americano está parado, sendo que o guitarrista Jeff LaBar e o baixista Eric Brittingham passaram pelo Naked Beggars enquanto que o líder, guitarrista e vocalista Tom Keifer está em carreira solo com dois ótimos discos lançados [N. do R.: Dados atualizados]. No Brasil, Heartbreak Station não foi lançado em CD, o que dificulta sua aquisição devido ao – salgado – preço do dólar, mas vale cada centavo. (VA)


BRUCE DICKINSON - Tattoed Millionaire

A carreira solo do vocalista do Iron Maiden começou quase que por acidente. A princípio, 1989 seria um ano de férias para os ingleses, porém perguntaram a Bruce Dickinson se ele teria alguma composição para a trilha do filme A Hora do Pesadelo V. Sem pensar muito ele respondeu afirmativamente. Como isso não condizia com a verdade, ele convidou seu antigo amigo guitarrista, Janick Gers (ex-Ian Gillan Band), para a empreitada. Não demorou muito e surgiu Bring your daughter... To the Slaughter. Com o tempo foram nascendo outras até que a dupla se deu conta que já tinha um álbum pronto nas mãos. Ironicamente, a faixa citada acabou entrando em No Prayer For The Dying, aquele que seria o então próximo disco da Donzela. Os dez temas de Tattoed millionaire não se parecem em nada com o Maiden, tendo uma linha mais hard rock e igualmente diferente do que Dickinson faria no restante de seus trabalhos solos. A "sonzeira" já começa logo na abertura com a enérgica Son Of A Gun. A segunda é a faixa-título, um dos hits do LP e a única que ainda é executada até hoje nos shows; foi uma pena ela não ter entrado no ao vivo Scream for me Brazil. Born in ‘58 foi outro hit. Gypsy road possui uma levada mais, digamos, calma e precede outro petardo, Dive! Dive! Dive! Um dos grandes momentos do disco acaba sendo o cover de All the young dudes, de David Bowie. Na seqüência, o encerramento com as interessantes Licking’ the gun, Zulu Lulu e No lies. Em 2.005, este álbum foi relançado em CD duplo, sendo que no segundo constam várias faixas raras, ao vivo, lados B de singles e a versão original de Bring Your Daughter..., que Steve Harris, o chefão do Iron Maiden, na época, proibiu que saísse nesta bolacha porque era uma música excelente para o grupo principal. (VA)




POISON - Flesh & blood

Poderíamos dizer que este é o disco que contém Something to believe in, um enorme hit aqui no Brasil, principalmente. Contudo seria pouco e injusto com uma das grandes obras do hard/glam. Primeiro que o Poison é uma das maiores referências do estilo. Depois que um play que em seu track list exibe Unskinny bop, Life goes on, Ride the wind e a faixa-título, só para escolher algumas, além da citada, já não pode ser tratado com indiferença.

O terceiro álbum do quarteto, lançado em 21 de junho de 1.990, ainda contava com a formação clássica: Bret Michaels, vocal, Bobby Dall, baixo, Riki Rocket, bateria, e C.C. Deville, guitarra. Alcançou o segundo lugar nas paradas e vendeu oito milhões de cópias ao redor do mundo. Um verdadeiro multiplatinado. Rendeu várias turnês com a participação em grandes festivais, como o Monsters of Rock daquele ano. Esse giro de dois anos serviu de base para o primeiro ao vivo dos caras, Swallow this live (1.991).

Após esse auge, um entra e sai e volta de guitarristas aconteceu, inclusive com a passagem de Richie Kotzen, que gravou Native Tongue (1.993). Mas quem comandou as seis cordas no Brasil, no saudoso Hollywood Rock, em 1.995, foi Blues Saracero. Um gigante um pouco adormecido, mas que vale a pena ser redescoberto. Fica a dica!

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Além da música: Iron Maiden no mercado cervejeiro do Brasil

(FOTO: Reprodução)


Empresa paranaense produz a Trooper Brasil Ipa, a primeira fora da Inglaterra



Quando se fala em heavy metal no Brasil uma das bandas que quase instantaneamente vem à nossa mente é o Iron Maiden. Claro que outros nomes clássicos disputam esse lugar no Olimpo, mas a Donzela carrega um algo a mais entre os brasileiros. Não à toa, o Brasil é o país que mais ouve a banda do mascote Eddie em todo o planeta.

E, para quem além do som, curte as cervejas que as bandas lançam com seus nomes estampados nos rótulos, as Troopers já são uma realidade. Criada pela cervejaria Robinsons, da Inglaterra, em parceria com os músicos, e usando como marca o título de uma das faixas mais famosas do grupo britânico, além do Eddie, claro, a breja já faz bastante sucesso há anos.

Esse barulho, naturalmente, chegou ao Brasil de uma maneira que pode deixar o fã, tanto de cerveja quanto de rock, como o leitor do SP&BC, orgulhoso. É que em setembro de 2.019 a curitibana Bodebrown lançou a Trooper Brasil Ipa, a primeira bebida em alusão ao sexteto produzida fora do Reino Unido.


Se engana quem pensa que se trata apenas de licenciamento. "É uma parceria, uma amizade com a banda", conta Victor Oliveira, diretor de marketing da empresa paranaense em uma exclusiva ao blog na época do Festival Brasileiro da Cerveja, em Blumenau (SC), em março.

"Começou na Inglaterra", conta como foi Oliveira, "a Bodebrown participou da produção de uma cerveja" convidada por uma empresa que conta com mais de mil bares naquele país. Essa participação se deu entre Samuel Cavalcanti, o idealizador da cervejaria, e seu irmão, Paulo, que produziram uma English Pale Ale por aqueles lados do oceano.
Essa experiência caiu no gosto dos ingleses chegando até o vocalista Bruce Dickinson. Ele comprou a ideia, já que participa ativamente do processo das Troopers. O primeiro passo estava dado. O músico "pediu para entrarem em contato conosco" explica Oliveira. "Recebemos o convite e depois de alguns meses e encontros com o próprio Bruce acertamos a parceria e a receita da cerveja para a produção aqui no Brasil".

Essas reuniões ocorreram uma vez na França e uma outra na Flórida, esta já em julho do ano passado. Ali foi batido o martelo, após a prova de algumas amostras, chegando a um consenso, ou seja, "uma cerveja com uma pegada brasileira" usando o cacau, "um fruto brasileiro. Surgiu, então a Tooper Brasil Ipa", vibra. Oliveira conta ainda que é "um desejo do próprio Bruce de que cada país tenha uma cerveja do Iron Maiden, da Trooper". 

A escolha da data do lançamento, setembro, casou justamente com as da perna da turnê "Legacy of the beast" do Maiden por estes lados, incluindo o Rock in Rio. Outro evento importante para tanto foi o festival Mondial de La Bière, também no Rio de Janeiro, no mesmo mês.

Para a empresa o mercado reagiu bem ao produto. "Grande parcela de fãs da banda está na América Latina e no Brasil", comemora Oliveira os resultados positivos. "Temos nossos fãs, mas a Trooper abriu um caminho muito maior com os da banda e para quem não conhecia a Bodebrown". 

Não é apenas Trooper

Um dos mais procurados pelo público cervejeiro/roqueiro
A cervejaria foi criada em 2.009 pelo já citado Cavalcanti. Esse tempo todo de estrada ajudou na preferência do Iron Maiden. "Escolheram uma cervejaria que já está há 10 anos no mercado da cervejaria artesanal. Temos muitos prêmios aqui e no exterior" enaltece Oliveira.

E verdade seja dita, um dos stands  mais cheios do Festival Brasileiro da Cerveja, local do bate-papo, foi da empresa. "Participamos praticamente todos os anos e [o stand] sempre foi um dos mais cheios do festival. Percebemos que o público da banda, com camiseta, vem e quer experimentar" aumentando os apreciadores, esclarece. "Claro, a tendência é que o pessoal acesse mais a cervejaria, não só pela Trooper, mas igualmente pelos nossos outros produtos".

A fábrica ganhou quatro medalhas no total no Concurso Brasileiro da Cerveja deste ano realizado na mesma cidade (leia cobertura aqui). Medalha de ouro na categoria Breet Berr e três bonzes sendo duas em categorias belgas e uma sobre Porter.

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

The Undead Manz sem fórmulas


Catarinenses planejam terceiro lançamento ainda para 2.019

Na edição de 2.019 do River Rock Festival (leia a cobertura aqui), em Indaial (SC), no início de setembro, o blog SP&BC trocou uma ideia com The Undead Manz e Gueppardo, ambas após as respectivas apresentações das bandas. A primeira delas, com a catarinense, você lê agora. A outra, com a gaúcha, estará disponível dentro de alguns dias.

Formado em 2.014 em Criciúma, ou pelo menos oficialmente, já que "é uma ideia mais antiga" do vocalista e guitarrista Z, o The Undead Manz, assim como a maioria, passou por algumas trocas de integrantes, contudo cada músico contribuiu para se chegar ao som apresentado atualmente, segundo Z. Completam o line-up Reactor, bateria, A.K., baixo, e a guitarrista Arduinnah, que não estava no momento.

"O nosso som", volta ao assunto o músico, "é uma amalgama de tudo que há dentro da vertente do metal. Temos raízes no heavy metal mais clássico, tradicional" aliado a influências diversas vindas, por exemplo, de "integrante que toca em banda de death metal, eu ja tive banda de black metal", completa. "Nossa música tem vida própria", continua, "procuramos exteriorizar aquilo que sentimos, que é o que toda banda diz. Mas nós exteriorizamos exatamente o que a música pede", seja uma acelarada ou "um groove mais black ou death" e não interessa o rótulo.

Até interessante Z tocar no assunto rótulo, pois realmente é difícil colocar o The Undead Manz dentro de um estilo específico. Para a banda seria "industrial. Queremos fazer um som mais industrial na linha de Rammstein, as bandas alemãs" afirma o vocalista. "Mas não é o que vocês estão ouvindo (risos). Criamos nossa própria identidade e vemos isso como original e estamos nesse patamar sem nos preocupar muito com rotulações", finaliza.

Nesses cinco anos de estrada, já soltaram dois trabalhos, The rise of the Undead, em 2.017, e The Rapture of Undead's bride, em 2.018, ambos igualmente disponíveis nas plataformas musicas. O próximo, um EP, está em plena produção com previsão de lançamento para até o final do ano.

Além disso, o quarteto faz questão de citar sua página no Youtube para que tanto fãs como curiosos vejam o lado mais perfomático da formação, digamos assim. "Temos cinco videoclipes", Z comenta sobre o conteúdo na plataforma digital, "além de um que possivelmente será lançado ainda este ano". Este é o vídeo para a faixa Psycho

Bebem cerveja?

Sim, confirmaram que são apreciadores da bebida mais amada dos roqueiros. SB&BC, então, pediu, já que eles mandam um som que complica para o jornalista - alguns chamam simplesmente de moderno - qual breja seria a ideal para apreciar enquanto se deixa o CD rolar.

"Uma cerveja com muita personalidade", responde A.K., achando que vai ser "meio clichê, mas talvez uma Ipa, ou a Catharina Souer, que são cervejas de alta personalidade". Z cita uma Strong, porém o baixista explica: "a Catharina Sour é a cerveja de mais personalidade no Brasil. Essa ou uma Ipa. Coisa pesada e com personalidade". Falou e disse!

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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Pode tudo?

Double IPA



Em um projeto que merece ser comemorado com uma breja apreciada por quem realmente entende de cerveja, SP&BC, A Boina e o PodCastle lançam hoje o PODTUDO. Trata-se de um podcast em que três amigos, eu, Vagner R. Aguiar, André Bonomini e Daniel Castellani, abordam todos os assuntos sem censura. Sem pauta. Ou melhor, até tem, mas nem sempre é utilizada.

A ideia surgiu do programa Ainda é domingo, da Rádio Página 2, local em que ele é gravado, inclusive, como uma extensão do semanal que vai ao ar pela web todos os domingos, obviamente, às 18 horas, no mesmo endereço que abrigava o SOM PESADO. Além dos três, igualmente integram a equipe do programa Mary e Ricardo Hedler e Fran Castellani.

Para brindar o primeiro episódio, o PODTUDO, hospedado em A Boina, vem com o piloto de brinde por tempo determinado. Quando o número 10 ganhar a luz, o protótipo será excluído.

Ouçam pelos links a seguir, opinem, discordem, concordem, bebam cerveja e celebrem a vida clicando aqui: Piloto (ainda com nome provisório); Episódio 1.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Velhas Virgens, uma trintona ainda contando

(DIVULGAÇÃO) Casa fazia parte da rotina de baladas dos líderes

Banda paulistana conta com seis cervejas no mercado



Paulo de Carvalho (Paulão), voz e gaita, Juliana Kosso, voz, Alexandre "Cavalo" Dias, guitarra, Filipe Cirilo dos Santos, guitarra, Tuca Paiva, baixo, e Simon Brow, bateria. Essa é a atual formação das Velhas Virgens que acabou de lançar o pacote CD e DVD 30 Anos ao vivo no Love Story (Gabaju Rec., Nac.) para, evidentemente, comemorar as três décadas na estrada.

Falar em atual formação, apesar de tantas mudanças no line up, é até injusto com os músicos, pois, exceto o "novo guitarrista Filipe 'Fil' Cirilo, o restante já está junto há mais de 10 anos", explica Alexandre "Cavalo" em entrevista exclusiva ao SP&BC.

"Desde o começo a ideia era gravar no Love Story", conta Cavalo a respeito do local do show. "A gente queria um lugar que remetesse à noite paulistana e o Love fez parte da minha vida e da do Paulão por muitos anos", continua ele dizendo que, naquela época, entravam na casa depois das baladas, saindo somente com o nascer do sol. "Eram tempos boêmios em que o fígado permitia".

Assim, até virar sugestão para os empresários do sexteto não demorou muito. "Quando contamos para os nossos parceiros, Júlio e Carol, da 74 Entretenimentos, eles adoraram a ideia. Entraram em contato com o Love Story, que cedeu a casa gentilmente. Foi um trabalho longo, mas o produto final ficou ótimo! Sem dúvida é o nosso DVD de melhor qualidade técnica", conclui o músico empolgado.

Qualidade que pode ser conferida em streaming, a plataforma usada por 10 entre 10 grupos independentes para a divulgação de seus trabalhos. Cavalo justifica a distribuição "para todos os tipos de streamings, inclusive os gratuitos" porque "funciona muito bem. O alcance das músicas aumenta e eles pagam de acordo com as ouvidas".

"Hoje tudo está na nuvem", disserta o músico sobre esse novo formato. "Você nem precisa armazenar nada para ter acesso a milhões de músicas. Acho isso genial e, ao mesmo, tempo perigoso. Genial porque fica tudo ao alcance e perigoso, pois torna o conhecimento raso, rápido e volátil".

E qual o papel, então, do selo das Velhas, a Gabaju Records? Segundo Cavalo, ele segue com outros produtos. "Fazemos desde camisetas, chinelos e até livros e HQs. E vendemos algumas coisas ainda no físico. Acredito que nosso próximo disco de estúdio saia na forma de singles e depois em vinil e fita cassete. Vamos ter todas as músicas em todas as mídias". 
"Queremos voltar em breve a Pomerode"

Esse próximo álbum é prometido para breve, com a gravação de "novidades ainda este ano. Um música para o novo show e pelo menos uma para o Carnavelhas", projeto de Carnaval das VV.

Abrindo um parênteses, fita cassete, para quem é mais novo e não conhece, é uma pequena caixa com uma fita magnética usada para gravação e reprodução de áudio, bastante popular até início desse século.

E fazendo turnês desde 1.994, qual o balanço desse longo tempo de estrada? "São mais de 20 anos saindo pelo país e tocando em todos os cantos possíveis e, muitas vezes, impossíveis. Foi isso que nos fez ter público em qualquer lugar do país", responde. Ele conclui salientando que o "modo como se consome música está diferente. Tem gente que está se aproveitando disso e outros estão ficando para trás", fazendo o alerta da necessidade de adaptação à nova realidade do mercado.

"O show ao vivo é de onde vem o maior rendimento dos artistas e também está passando por reformulação", cita o guitarrista outra mudança. "Há um novo público com novas exigências", sendo que existe uma grande quantidade de artistas "e um público ávido por novidades. Tem música para todos os gostos só procurar". 

Mas os fãs não estão mais preocupados com os clássicos? "Claro que depois de 30 anos quem vai ao show tem suas preferência" responde em relação as VV. "É obrigação do arista se renovar e se reinventar. Vamos fazer músicas novas e elas entrarão no show novo. E, com o tempo, vemos quais permanecem".

E para sobreviver no meio disso tudo, afinal, as contas vencem todos os meses, os integrantes possuem outros trabalhos, musicais ou não. Por exemplo, Cavalo administra a Gabaju, é roteirista de quadrinhos, escreve livros e faz projetos culturais, além de produzir a banda e outras de que participa; Paulão é redator do SBT; Tuca tem uma cervejaria, a Rusticana e administra o bar; Juliana é professora de canto; Cavalo, Paulão e Tuca promovem o Workchopp, "uma palestra cantante" em que os músicos falam "sobre carreira, cerveja e outros assuntos picantes", além, é claro, de fazerem um som acústico".

O bar se chama  Rockin' Beer e fica em "uma garagem nos confins da Zona Norte de São Paulo". Segundo o guitarrista, "era para ser só o estoque quando a gente também distribuía. Virou um bar logo depois. Vendemos cervejas artesanais brasileiras e promovemos eventos. Raramente tocamos lá. Muito pequeno. Mas reunimos o bloco de Carnaval das Velhas e outras coisas legais. Estamos de mudança para outro endereço no Centro de São Paulo".

Já dentro do quesito - inúmeros - outros projetos musicais, Juliana Kosso canta em uma banda que faz clássicos do rock e leva seu nome; Paulão mantém o Cuelho de Alice hibernando; o Estranhos no Paraíso, de Cavalo, Juliana e o produtor Paulo Anhaia (Paul X, ex-Monster) está na "berlinda", de acordo com o guitarrista, que "ainda toca no Roberto Embriagado com o Mario Bortolotto, onde fazemos covers do Roberto Carlos".
"Há um novo público ávido por novidades"

As Velhas Virgens tocaram perto de Timbó (SC), sede do blog, mais precisamente em Pomerode, em 2.016. "Tocar no sul é muito bom porque você encontra um público que entende de rock e reconhece a linguagem", se recorda o músico. "O show em Pomerode não foi diferente. Gente interessante e interessada! Queremos voltar em breve para lançamento do novo DVD. Aliás, pode nos chamar!". Recado dado, promotores.

Então vamos falar da nova tour. "É um set com as músicas escolhidas pelo público e mais algumas homenagens que estamos fazendo para gente que participou dos nossos discos. Tocamos Marcelo Nova e Camisa de Vênus, Roger e Ultraje, Rita Lee, Titãs, Raimundos, Made in Brazil e uma versão especial de Retalhos de Cetim, do Benito di Paula, com arranjo para blues que está um espetáculo! Vocês precisam conferir esse show novo".

Vale ressaltar que Digão, vocalista e guitarrista dos Raimundos, participa no DVD em Toda puta mora longe e a faixa com Benito di Paula, A última partida de bilhar, é bônus no track list.

Alguém falou de cerveja?


O bate-papo está bom até aqui, no entanto precisamos matar a sede. Sendo assim, a pauta agora é a relação das Velhas Virgens com a bebida mais amada do mundo. "Nosso primeiro rótulo saiu há seis anos e já é 'disco de ouro', com mais de 100 mil garrafas vendidas", disseca o assunto Cavalo comparando ambos os mercados. Na época em que ainda se vendia muitos discos, pré-dowloads, o artista alcançava tal prêmio ao atingir aquela marca.

A primeira breja produzida "foi uma IPA, a chamamos de Indie Man". Por sinal, esta continua como a campeã de vendas. Ele continua dizendo que se tratava de "um sonho antigo ter nossa linha de cervejas". Como dentro da banda havia o responsável pelas receitas, no caso, Tuca, o passo seguinte foi encontrar "o parceiro certo" para produzir. Coube então ao Rodrigo Silveira, da Cervejaria Invicta, de Ribeirão Preto (SP), a função de lançá-las.

"Temos seis rótulos hoje", enumera o portfólio detalhando-o: "uma em homenagem ao Charlie Brown Jr, feita em parceria com o Xande (filho do Chorão), uma American Ale sensacional"; a anteriormente citada "Indie Man; Whitie Dog, Witbier com sabor de limão rosa e semente de coentro; Mr. Brownie, uma Brown Ale com fava de baunilha e aveia; Beijos de Corpo, uma Fruit Beer com amoras pretas; e o lançamento Greenie, uma cerveja de trigo bem lupulada".

Essa mistura de música e cerveja ainda rendeu outros frutos. O projeto Todo dia a cerveja salva a minha vida (2.014) é um álbum e um rótulo feitos na base do crowdfunding, o financiamento coletivo. "Foi o nosso segundo de muito sucesso" conta Cavalo sobre o processo de ajuda dos fãs para editar discos. O primeiro foi o igualmente comemorativo CD/DVD Rockin Beer Tour 25 anos

Para os fãs contribuintes havia alguns prêmios que "as pessoas adoravam como vir e cantar Abre essas pernas com a gente em estúdio e ganhar a versão pessoal da música em CD e vídeo, entre outros". Apesar de "legal", o músico afirma que "esse tipo de projeto dá um trabalho monstruoso. Não pretendemos fazer outro tão cedo".

No caso da cerveja, a banda alterou o rótulo da Whitie Dog para o mesmo da capa do álbum. A breja saiu com uma tiragem de 4 mil garrafas. "Nossos novos rótulos tem um QR code", se empolga ao comentar sobre a modernidade. Com esse código, é possível "ouvir um 'CD' falando de cerveja com músicas escolhidas pela banda inteiramente grátis. O projeto se chama Liberte o Rock da Garrafa".

Sobre preferência, Cavalo diz que a que mais gosta é a "Witbeer, uma cerveja um pouco mais leve e cítrica. E também das escuras e amargas. Das Velhas eu bebo todas com gosto. As receitas do Tuca são muito boas", completa fazendo o merchandising.