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segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

Tuatha de Danann lança o oitavo álbum The nameless cry

FONTE: AI

O Tuatha de Danann lançou seu oitavo álbum de estúdio intitulado The nameless cry, com distribuição pelo tradicional selo brasileiro Heavy Metal Rock. Em seu novo disco os bardos mineiros apresentam uma sonoridade e proposta ainda mais madura e bem elaborada, aproximando-se de seus 30 anos com um dos melhores trabalhos de sua aclamada trajetória.

No canal do grupo no Youtube há um clipe para The nameless. O disco está disponível nas plataformas digitais. Embora na Amazon você consiga adquirir outros títulos, igualmente sensacionais dos caras. Acesse aqui!

O músico e fundador da banda, Bruno Maia, comentou sobre o lançamento do álbum: "Posso dizer que este é o álbum da reinvenção do Tuatha de Danann. A banda não se repetiu e conseguiu manter muitos de seus aspectos e peculiaridades em todas as faixas. The nameless cry, como o próprio título sugere, traz uma atmosfera mais sóbria, amarga, reflexo de um período sombrio que vivemos com uma pandemia que matou milhões no mundo e que foi potencialmente mortal no Brasil. Temos grandes músicas no disco e participações muito especiais também".

O álbum conta com as participações especiais de Hugo Mariutti, Daísa Munhoz, Fabricio Altino, Romulo Salobreña, Julie F. Gonçalves, Edson Guerra, Adriano Sarto e Nathan Viana. A produção é do próprio Bruno Maia no Braia Studios, em Varginha (MG), com mixagem e masterização de Thiago Okamura. A arte da capa foi criada pelo artista Paulo Coruja.


O Tuatha de Danann é uma banda brasileira de Celtic Folk Metal, na estrada desde 1995, que conquistou fãs em todo o mundo e está de volta com a promessa de um novo álbum grandioso. Com sua mistura única de heavy metal e elementos da música tradicional irlandesa, o Tuatha de Danann cria uma experiência musical única e emocionante.

A atual formação da banda conta com Bruno Maia nos vocais, guitarra, violão, flautas, bandolim, banjo e bouzouki, Giovani Gomes no baixo e backing vocals, Edgard Britto nos teclados, Raphael Wagner na guitarra e Rafael Delfino na bateria.

domingo, 11 de abril de 2021

10, 20, 30... Accept em 40 anos: simplesmente heavy metal

 


Bitter

Enfim, chegou a vez da banda alemã Accept figurar no 10, 20, 30..., um dos quadros mais legais do SP&BC. Com o lançamento de Too mean to die, vasculhamos a discografia do quinteto e encontramos Breaker, de 1.981, para nos ajudar a trilhar e entender a evolução dos caras.

Para nos acompanhar, em um dia abafado, diga-se, resolvi escolher uma Bitter, enquanto escrevo, lupulada, mas não tanto forte, apenas 3,9% de teor alcoólico, pois para ouvir as vozes de ambos trabalhos as bem lupuladas combinam perfeitamente!


Breaker

A ideia do 10, 20, 30... é, justamente, fazer um apanhado dos primórdios com a atualidade da carreira de determinada banda pontuando a cada 10 anos, quando há lançamentos, naturalmente.

E quando percebemos que o Accept seria uma postagem possível confessamos um sorriso de orelha a orelha. Afinal, Breaker é, de fato do início da carreira, o terceiro álbum dos alemães e, apesar de ainda estarem lapidando o som para o ápice que foram os três seguintes, Restless and Wild (1.982), Balls to the wall (1.983), e Metal Heart (1.985), este aqui não fica devendo em nada aos mecionados.

Quando adolescente, quem nunca colocou Son of a bitch no volume mais alto só para incomodar, ou "brigar" com o mundo mesmo, que atire a primeira pedra. A exceção da balada Breaking up again, todas as demais faixas apresentam as melodias fáceis e divertidas, riffs poderosos, refrãos grudentos, e um vocal inconfundível digno de Pato Donald, ou seja, tudo como manda a cartilha do bom heavy metal.

Neste LP estavam na formação Udo Dirkschneider, vocal, Wolf Hoffmann, guitarra, Jorg Fischer, guitarra, Peter Baltes, baixo, e Stefan Kaufmann, bateria. Fica a dica.


Too mean to die

O décimo sexto álbum de estúdio do Accept até parece que virou um projeto do guitarrista Hoffmann, pois foi único que permaneceu até hoje na banda. E guardadas as devidas proporções, o mais novo disco dos alemães é uma verdadeira paulada sonora. Tão bom quanto o anterior, The rise of chaos (leia resenha aqui) e, com certeza, estará em várias listas dos melhores do ano de 2.021.

É uma pena não podermos assistir aos shows como fazíamos até pouco tempo atrás, com aglomeração, pois ouvir esse novo trabalho executado em cima de um palco seria, no mínimo, gratificante.

O bom é que os músicos, ainda bem, não pararam de trabalhar e estão produzindo normalmente sons inéditos e lançando os CDs. Afinal, todo mundo precisa trabalhar, não é só o profissional que fica atrás de uma mesa, ou balcão, ou pega no pesado, mas os artistas de modo geral, que dependem de aglomeração, precisam pagar as contas também, então, fica em casa, amiguinho; vá trabalhar, mas sem "rolê". Não vá às festas clandestinas, etc. Quando tudo isso passar, todos vão ganhar!

Para finalizar, os músicos que gravaram este excelente petardo foram, além do já citado Hoffman, Mark Tornillo, nos vocais - ainda me impressiono com uma certa semelhança com Udo, mas competentíssimo - Uwe Lulis, guitarra, Philip Shouse, guitarra - sim, usaram três guitarras dessa vez -, Martin Motnik, baixo, e Christopher Williams, bateria.

sábado, 26 de setembro de 2020

10, 20, 30... Judas Priest: Só 'crássicos'!



Belgian Golden Ale


Este mês de setembro, mais precisamente o dia 3, marcou a comemoração dos 30 anos do mais do que clássico Painkiller, do Judas Priest. Nada mais justo que revisemos a carreira do quinteto inglês para a entrada em nossa coluna 10, 20, 30... e, veja só, encontramos outro classicasso lançado em 1.980: British Steel.

Assim, verificando nos arquivos da saudosa Valhalla, conforme combinado, aqui vou trazer os textos sobre determinada obra como foi publicado à época (por isso, também a diagramação diferente), e encontrei a resenha do Painkiller que não deu tempo ser publicada, antes da revista encerrar as atividades. Ou seja, uma verdadeira relíquia.

Para acompanhar, uma Belgian Golden Ale com dois tipos de maltes, frutas amarelas e bem encorpada para aquele refresco enquanto destruo meu pescoço com o som no talo para poder escrever. Confira!

British Steel (1.980)

Quem teve a oportunidade de se fazer presente no Rock In Rio'01 jamais vai esquecer a multidão cantando em uníssono Breaking the law, faixa que abre o vinil lançado 21 anos antes, quando executada pela banda Halford, em carreira solo naquela noite. O vocalista não cantou uma nota sequer. Digo isso porque eu jamais esquecerei, pois  me arrepia até hoje. Acredito ser o melhor exemplo do que pode se chamar de teste do tempo no que se refere ao ramo das artes.

A banda estava afiadíssima, com sua formação clássica contando com o já citado Rob, Ian Hill, baixo, K.K Downing e Glen Tipton, nas guitarras, e Dave Holland, bateria. São desse álbum,  que alcançou o quarto lugar nas paradas britânicas, igualmente, os não menos hits Metal gods, que dispensa comentários, Living after midnight e United. Mas pode escolher qualquer uma das novo e colocar para rodar sem medo.

Sobre o sucesso da bolacha, além do citado quarto lugar no Reino Unido, abocanharam um disco de ouro nos Estados Unidos, chegando a platina em 1.989, só para ficar nesses mercados. Em 2.017, a revista Rolling Stone o elegeu como o terceiro melhor álbum de metal de todos os tempos.

Ao longo da extensa discografia do quinteto encontramos várias pisadas na bola, sobretudo durante meados os anos 1.980, contudo quando o caras acertam a mão, não tem para ninguém. Por isso continuam por aí, fazendo boa música, haja visto o mais recente, Firepower (2.018).



JUDAS PRIEST
Painkiller
(1990)
É impressionante como certos trabalhos acabam marcando uma geração. Ainda mais quando esta geração é a sua! Se eu fosse jornalista na época e tivesse a tarefa de resenhar Painkiller, lançado em setembro de 1.990, a faria da seguinte forma: “Irretocável, nota 10!” E foi justamente a turnê dessa preciosidade que trouxe esses ingleses pela primeira vez ao Brasil, no Rock In Rio II, em janeiro de 1.991. Como pouco antes de se iniciar as gravações do, então novo álbum, registrado em estúdios na França, Holanda e Inglaterra, o baterista Dave Holland deixou o Judas Priest, Scott Travis (ex-Racer X) assumiu o seu lugar. A produção é assinada por Chris Tsangarides [N. do R.: falecido em 07/01/2.018], só para situar, produtor do Fireworks, do Angra). Logo de cara a faixa-título nasceu como clássica, afinal com a introdução de Travis detonando seu instrumento em uma espécie de “apresentação” aos fãs, mostrou que ninguém iria sentir a falta do antigo membro. E Painkiller mostra um conjunto ligado na modernidade, flertando com o thrash, que dominava a cabeça da rapaziada na época, como o próprio Rob Halford (v) declarou em entrevistas daquele período. A ótima Hell patrol vem na seqüência e a pegada continua a mesma. Sem deixar a peteca cair All guns blazing e a rápida Leather rebel. Bom, na verdade, o que não falta neste LP – sim, ainda era tempo do bom e velho vinil – são temas velozes, bateria com dois bumbos e Halford se esgoelando ao microfone, como em Metal meltdown. Night crawler soa meio estranha a princípio, o que não significa um ponto negativo. Sobre a fantástica Touch of evil, lembro-me até hoje de como essa música tocou em uma rádio rock que existia na região em que moro e que hoje está a serviço dos “putz, putz” da vida. Para fechar, One shot at glory, com refrão-chiclete deixando vontade de voltar a agulha para o começo novamente – ou acionar o play, caso prefira a tecnologia. Depois da turnê, Halford pediu o boné, passou mais de uma década longe da banda e o resto da história todos nós conhecemos. O que importa é que agora o Metal God voltou de onde nunca deveria ter saído. Que o metal esteja conosco! (VA)

sábado, 7 de março de 2020

10, 20, 30... Hoje: Ozzy não combina com aposentadoria

Catharina Sour

E não é que o Madman soltou um disco novo, intitulado Ordinary man. E, além de ser 10 anos após o anterior, o petardo ainda por cima é bom! Sendo assim, aquela vasculhada básica na discografia de Ozzy Osbourne para colocar aqui seus lançamentos com 10, 20, 30 anos de história. Mas isso vem na sequência.

Talvez a Catharina Sour, reconhecido como o primeiro estilo de cerveja genuinamente brasileiro, fosse mais adequado ao som da primeira banda do cantor inglês, o Black Sabbath. Entretanto, ao fazer essa degustação conclui-se que a breja combina com esses lançamentos, principalmente os dois últimos.

Dois singles precederam Ordinary Man, Straight to hell e Under the graveyard. A primeira causou certa polêmica pela sua letra, principalmente pelo trecho "I'll make you defecate". Sinceramente, para quem achou achou estranho, você sabia que estava ouvindo rock?

Voltando ao que interessa, mais uma vez Zakk Wylde, por questões de agenda e oportunidade, não tocou no álbum, ficando a guitarra, e a produção, a cargo de Andrew Watt. Duff McKagn (baixo, Guns'n'Roses) e Chad Smith (bateria, Red Hot Chili Pepers) completam a formação, digamos fixa. Porque há uma pá de convidados. Sente só alguns deles: Slash, Elton John, que aparece em um dueto na bela faixa título, Tom Morello e muitos outros.

Já a produção tem um quê daquele tipo de que eu não sou muito fã - leia o review de Scream - e um certo exagero nas passagens calmas - baladas - como na fase Ozzmosis (1.995), embora em menor grau. Como bônus há a participação do rapper estadunidense Post Malone que deveria ser apagada da história de tão nada a ver. Sério, destoa demais, mas como é no fim mesmo.

Por outro lado a voz de Ozzy continua a mesma. E além das três faixas citadas, também destaco All my life, Goodbye, Scary little green man e Eat me.  Apesar dessa pisada na bola no fim, é um dos grandes lançamentos deste início de ano, com certeza!


Scream

Para a seção do SP&BC "10, 20, 30...", quando envolve um novo álbum a ordem dos discos  que aparecem no blog é invertida. Dessa forma, hora de falar de Scream, lançado há 10 anos, o antecessor de Ordinary man. Curioso, não? O último e o penúltimo aqui...

O décimo primeiro trabalho de estúdio de Ozzy atingiu o quarto lugar na Billboard 200 nos Estados Unidos e o 12º posto nos charts ingleses. Contudo, isso não foi suficiente para que ele não fosse considerado uma decepção comercial, pelo menos em relação aos títulos anteriores.

A partir de 1.995, com Ozzmosis, o vocalista começou a flertar com uma produção mais moderna, influenciado pelo pessoal do new metal. Isso deixou o som um pouco diferente do seu habitual e mais pesado. 

Nada contra, claro, afinal, não se deve ficar gravando sempre o mesmo álbum, naturalmente. Mas apesar de ainda contar com grandes canções, característica peculiar do que leva sua assinatura, ao mesmo tempo as faixas se tornam enjoativas. Do tipo "não consigo ouvir duas vezes seguidas", ou algo assim.

A guitarra ficou a cargo Gus G., mais conhecido pelo seu trabalho no Dream Evil. Rob Nicholson tocou baixo, enquanto que Adam Wakeman, filho de Rick Waleman, do Yes, se encarregou dos teclados e Tommy Clufetos da bateria.

Não é um disco ruim, longe disso, tanto que Let me him you scream alcançou o primeiro lugar na parada, apenas a segunda faixa do Príncipe das Trevas a obter tal feito. Gosto muito do CD, porém não é o meu favorito.




OZZY OSBOURNE
Blizzard of Ozz
(1980)

Agora mais um dos arquivos pessoais. O texto foi originalmente publicado na revista Valhalla #44, capa do Motorhead, na seção "Classics", e é sobre o clássico debut da carreira solo do artista editado há 40 anos. A respeito da treta citada no fim, aparentemente está resolvida.

Lá se vão onze anos da última apresentação do Madman em terras brasileiras (N. do R.: texto de 2.006). Quem estava lá conferiu ao vivo clássicos eternos do metal como I don’t know, Crazy train e Mr. Crowley, entre outros. Aliás, show dele sem essas três não é show de Ozzy Osbourne! E elas fazem parte de um mesmo disco, o Blizzard of Ozz que, finalmente, dá as caras em “Classics”. Este vinil foi o primeiro trampo solo de Ozzy, recém-saído do Black Sabbath. Bem, acredito que todos saibam de cor toda essa história, assim, vamos nos ater apenas ao LP em si. Acompanhavam o vocalista nesta tarefa o baixista Bob Daisley (ex-Rainbow, Black Sabbath e uma infinidade de outros), o baterista Lee Kerslake (ex-Uriah Heep) e o guitarrista Randy Roads (ex-Quiet Riot), morto em um acidente em 1982 e que causa muita emoção no cantor até hoje. Don Airey (ex-uma pancada de gente e atual Deep Purple) foi quem gravou aquele teclado que ficou marcado na introdução de Mr. Crowley, uma homenagem a Aleister Crowley, conhecido como a besta em pessoa. Todas as faixas são extremamente fantásticas! Além das já citadas, ainda temos Goodbye to romance e Suicide Solution – esta causou uma tremenda dor de cabeça quando garotos estadunidenses se mataram enquanto a ouviam nos anos 1.980 – que completam o time das inesquecíveis. No bone movies, Revelation e Steal away não ficam atrás! Infelizmente, em 2.002, a esposa/empresária Sharon Osbourne mandou apagar os baixo e bateria originais e substituir as partes de Daisley e Kerslake pelos instrumentos de Robert Trujillo (atual Metallica) e Mike Bordin (ex-Faith No More), respectivamente, integrantes da banda do marido à época, e relançou o álbum em CD. Sem falar que Daisley é co-autor – ele alega ser o verdadeiro letrista – de todos os temas. Independente do transtorno que eles poderiam estar dando à família, segundo a própria Sharon, nada justifica tal ato. Por essas e outras que não troco minha cópia em Long Play por nada desse mundo! (VA)

sábado, 15 de fevereiro de 2020

AGENDA: Krisiun apresenta seus clássicos em Joinville

Nervosa, a sensação do último Rock in Rio, também está confirmada


O Armageddon Metal Fest de 2.020 já tem data marcada e atrações idem. E a maioria, pelo menos, é adepta dos estilos mais pesados do metal. Ou seja, pode preparar uma Porter para a porradaria! O festival rola no Expoville, em Joinville (SC), em 30 de maio.

O principal nome do line-up é, sem dúvida, o trio gaúcho de death metal Krisiun, sucesso aqui e lá fora. Surgido na década de 1.990 e com verdadeiros clássicos de sua vertente na bagagem como Black force domain (1.995), Conquers of armageddon (2.000), segue divulgando seu último trampo, Scourge of the enthroned (2.018).

 E o evento ainda conta com a Nervosa, que foi muito comentada em virtude de sua apresentação no último Rock in Rio, no ano passado, Nervochaos, que já tive a oportunidade de entrevistar há alguns anos, Mutilator, Taurus, Hillbilly Rawhide, Miasthenia e muito mais.

domingo, 19 de janeiro de 2020

GERAL: Parte 2

Double Ipa


Chegamos, então, à segunda parte de uma geral nos lançamentos, não necessariamente de 2.019, que ainda não haviam passado pelo SP&BC. Três álbuns nacionais que, apesar de estilos diferentes, levam o desafio de serem apreciados acompanhando o mesmo estilo de cerveja. Nesse caso, uma Double Ipa faz todo sentido com mais amargor e malte que uma Ipa tradicional.


Devachan - Regeneração
O nome me soou um pouco estranho no começo, admito, pois significa algo como paraíso em sânscrito, um dialeto antigo do norte da Índia, ou morada dos deuses para os tibetanos. Pensei em se tratar de algo de temática religiosa, então. O nome do álbum, Regeneração, ratificou ainda mais. Já a capa não me remeteu a tanto e após o play percebi que estava enganado.

Trata-se de um metal progressivo extremamente técnico, de mensagens fortes e bastante significativas ("Não fique por aí culpando todo mundo daquilo que você não é capaz", por exemplo). Aliás, essa maturidade sonora, provavelmente, se deve a um certo detalhe no line-up da banda de Boituva (SP), já que trata-se de uma família literalmente falando. 

Vejamos, Daniel Dias é o pai baixista e autor da maioria das músicas - escritas no auge dos anos 1.980, também por isso, provavelmente, são em português -, Gabriel é um dos filhos, vocalista e Leandro é o outro filho, guitarrista. Completam a formação Michel Veríssimo, teclado, e Bruno Caresia, bateria. Eu não mexeria em nada, pois o som é excelente!



Maestrick - Espresso della vita - Solare
Discaço! Sim, senhor, esse trabalho demorou para estar em SP&BC, mas antes tarde do que nunca, já diria o ditado. Afinal ele saiu em 2.018 e se trata do segundo álbum do Maestrick, de São José do Rio Preto, interior de São Paulo. O debut saiu em 2.011 intitulado Unpuzzle.

Poderíamos dizer que se trata de um som voltado ao prog metal, tamanha variedade artística encontrada ao longo das 12 faixas de Espresso della vita - Solare, contudo, acredito ser uma injustiça porque percebemos que o trio bebe em diversas fontes como pop, rock e metal.

Fabio Caldeira, vocal e piano, Renato "Montanha" Somera, baixo e vocal, e Heitor Matos bateria, respondem pelo Maestrick, que não conta com um guitarrista fixo, o que poderia soar estranho para uma banda de metal. Porém aqui vira detalhe. O disco igualmente foi lançado no exterior, assim o Brasil segue bem representado lá fora.



Psychotic Eyes - Olhos Vermelhos
Já conhecia uma banda com som hard rock e vocal baseado no gutural, o Tiger Cult. Agora uma banda gravar death metal acústico ainda não havia visto. Mais ou menos isso encontramos nesse EP do Psychotic Eyes, outro nome paulista da vez, Olhos vermelhos. Como eles dizem, um progressive death metal.

Lançado apenas digitalmente, o trabalho apresenta uma música nova, a faixa-título e única em português, uma nova versão para The hand of fate, do primeiro CD autointitulado (2.007), Life e Dying grief, ambas de I only smile behind the mask (2.011). Procura por originalidade? Escolha este sem medo!

domingo, 1 de dezembro de 2019

GERAL: Discos lançados em 2019 parte 1


Pilsen


A partir desta publicação e durante algumas, sem saber exatamente quantas, o blog SP&BC vai trazer alguns dos álbuns editados neste ano em breves palavras. Não é uma lista dos melhores do ano, apenas aqueles que por algum motivo acabaram não gerando resenha na devida época. E, também, já deu para perceber que quando não gostamos nem comentamos.

A cerveja escolhida foi uma Pilsen pelo fato de que uma certa importada alemã passou pela geladeira da redação e acabou influenciando no momento do trabalho. Ou seja, uma Pilsen bem encorpada e nada a ver com a Larger de que estamos acostumados, hein, por favor.

Stress - Devastação
Quarto álbum independente dos pioneiros paraenses. Para quem não sabe - ainda - essa banda de Belém foi a primeira a gravar um LP de heavy metal no Brasil no início do anos 1.980. O independente Devastação é excelente! Pronto, já nem precisaria falar mais nada. No entanto, como bom jornalista, vale dizer que, apesar da dificuldade em destacar uma ou outra faixa, arriscamos dizer que Motorocker, a lenda vai virar clássica no meio, isso se não alcançar o status de hino dos motociclistas. Ao todo são 11 faixas e entre elas, regravações de Coração de metal, Heavy metal é a lei e Brasil heavy metal, que aparece também em uma versão sinfônica no final. O álbum igualmente marca a estreia do guitarrista Emersom Lopes ao lado dos fundadores Roosevelt Bala (baixo e voz) e André Chamom (bateria).



Hellish War - Wine of Gods
Vindo do interior de São Paulo, mais precisamente de Campinas, o quarteto apresenta aquele heavy metal tradicional que é sua marca registrada neste novo petardo. E não é nenhum demérito, não, ao contrário, pois é feito com competência. Wine of Gods, o quarto da discografia, é um daqueles  trampos que nos faz acreditar que o metal jamais padecerá frente a qualquer modinha passageira por esses lados. Não à toa, Warbringer conta com a participação especial de Chris Bothendahl, líder do Graver Digger. Além da versão física, o CD também está disponível nas plataformas digitais, assim como os outros títulos nesta página. Confira uma entrevista com o grupo aqui.


Uganga - Servus
Minas Gerais sempre foi o berço de grandes nomes da nossa cena pesada, vide Sepultura e Sarcófago, só para ficar em dois dos mais famosos e influentes. E, justamente, pelo último passou o vocalista Manu Joker. Entretanto, o som do Uganga, já há duas décadas e meia na estrada cantando em português, não tem nada a ver com a formação lembrada (leia uma entrevista com músico aqui para saber mais). Servus, financiado pelo Wacken Fundation, é um trabalho digno de registro. Dizer que é o melhor trabalho dos cinco de estúdio é complicado, pois todos apresentam uma qualidade acima da média. Isso quer dizer que mais uma vez os mineiros não decepcionaram e entregaram um ótimo disco! Altamente recomendado.


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domingo, 27 de outubro de 2019

Gueppardo: Diretamente dos anos 1.980

Som da banda está, também, disponível nas plataformas digitais, naturalmente


Novo trabalho será lançado na segunda quinzena de novembro pela Classic Metal



A segunda entrevista realizada no River Rock Festival, em Indaial, em setembro chega agora ao blog SP&BC: Gueppardo. Nascido em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, o quarteto veio até o Vale do Itajaí, na ocasião, apresentar seu som calcado no hard'n'heavy dos vindouros anos 1.980.

Com esse nome - felino que se parece com o leopardo - e aliado à curiosidade sobre o acréscimo de uma letra "P" na grafia dos gaúchos, é inevitável imaginar a influência de um certo gupo britânico. "Na grafia não", responde o vocalista Mauricio Osório, "o som o Def Leppard é oitentista, das bandas de hard'n'heavy, mas [na grafia] não chega a ter uma relação direta, não", conclui sobre a escrita.
Influências de Ratt, Motley Crue etc.

Já o baixista Rafael Yadek Domingues explica que as letras repetidas em sequencia vieram dos dois fundadores da banda, o guitarrista Pery Rodriguez, o único que não estava no bate-papo, e seu irmão e ex-integrante Peter. "Eles colocaram os dois pês como uma assinatura deles. Muita gente pergunta sobre o lance do Def Leppard", estabelece a coincidência. Completa a formação o baterista Leo Sarmento.

"O Gueppardo está na cena desde 2.007", apresenta Osório. E nesses 12 anos de estrada os gaúchos já lançaram o EP independente Instinto animal, em 2.009, e o debut Fronteira final, em 2.015. Algumas músicas de Instinto... serão "relançadas no nosso proximo CD, Execução sumária, que sai agora em outubro", explica [N. do R.: A previsão de lançamento é dia 20 de novembro via Classic Metal Records]. O quarteto passou por um período inativo pouco depois da estreia fonográfica até primeiro full length começar a ganhar vida.

Algo que parece normal é a troca de integrantes em qualquer grupo. Difícil quem nunca passou por pelo menos uma. E aqui isso não é uma excessão. "Normal em qualquer grupo de metal" concorda o vocalista. "Eu estou há três anos, entrei em maio de 2.016, fazendo a turnê do Fronteira final". Portanto o novo lançamento será, também, sua estreia em estúdio. O único membro da formação original é Rodriguez, por sinal, o principal compositor.

"Vamos a todos os lugares do Brasil", alerta Osório sobre disponibilidade, "estivemos recentemente em São Paulo, Curitiba, Florianópolis tocamos ontem [sexta, 06/09/2019], vários festivais aqui em Santa Catarina, Rio Grande do Sul na semana que vem", destaca a agenda. Lembrando que entrevista rolou no início de setembro.

E não pensem que os caras são virgens quando o assunto é tocar na gringa. "Tivemos três passagens pela Argentina", comemora Domingues. "A cena deles é muito legal, firme e gostam do fato de cantarmos em português. Valorizam isso! São a favor de cantarmos [na nossa língua natal] porque a maioria [das bandas de lá] canta em castelhano, o idioma deles" destaca para finalizar com aquela declaração manjada: "Onde quiserem nos levar nós iremos, sem frescura".

Ainda sobre as letras em nossa língua mãe, Osório cita que "uma característica diferente das bandas de hard ou de heavy metal - nos definimos mais hard/heavy - é que o nosso som é em portugues. Temos uma música em inglês e duas em espanhol, bem por conta desse intercâmbio com nosssos amigos da Argentina e o Pery que é 'meio brasileiro, meio argentino', então essa influencia do castelhano está muito forte na banda. Gostamos bastante das bandas de lá", setencia.

Vamos sugerir uma cerveja para a galera?


Partindo para o acompanhamento tradicional do SP&BC, Osório sugere que como o "pessoal diz que o nosso som é cru, então, de repente uma Puro Malte acho que seria o mais correto. Mas em termos de variações, uma Ipa, uma Weiss", enumera para agradar a todos. 

"Gosto muito das Red", continua o vocalista, porém "aprecio as Puro Malte. É gosto de cerveja com certeza!". Ok; alguém mais? "Eu gosto mais da Ipa", se alegra Domingues, "então recomendo uma Ipa, que vai bem!"

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domingo, 11 de agosto de 2019

AGENDA: River Rock traz os gringos do Legion of the Damned

Stout


No mês que vem rola o maior festival do Vale do Itajaí e um dos maiores de Santa Catarina. Entre os dias 6 e 8 de setembro rola em Indaial, vizinha de Blumenau, a 16ª edição do River Rock Festival. E com um nome internacionalmente conhecido: o grupo holandês de thrash metal Legion of the Damned, cujo som é inspirado em temas como horror e ocultismo.

No entanto, infelizmente, uma baixa será sentida. Os Ratos de Porão estavam escaldos, mas devido à internação de João Gordo em decorrência de uma pneumonia grave, sua participação, bem como todo o restante dos compromissos da banda até o final do ano, foram cancelados.

Além dos holandeses e dos também confirmados paulistas do King Bird, outro grande nome do River 2.019, a line-up conta com Justabeli (SP), Sinaya (SP), Anthares (SP), Cosmic Rover (SP), Kiko Shred Band (SP), Legacy of Kain (PR), High Butcher (PR), Lacrimae Tenebris (PR), Serpent Rise (RS), Gueppardo (RS), Carcinose (RS), Arandu Arakuaa (DF), AAV (SC), Pogo Zero Zero (SC), Cerebral Cannibal (SC), Anal Vomitation (SC), Deny Bonfante Project (SC), Apócrifos (SC) , Starshok (SC), Tengu (SC), Obscurity Vision (SC), Tosse Harmônica (SC), Homem lixo (SC), Vermouth (SC), The Undead Manz (SC), Overblack (SC), 100dogmas (SC), Balboas Punch (SC), Dark New Farm (SC), Raging War (SC), No One Spoke (SC) e mais duas bandas covers, Tributo Death - Cosmic SOUL (SC) e Tributo Pantera - Cowboys from Rio (SC).

Agora, se ainda não comprou seu ingresso, precisa se apressar, pois as vendas se encerram no próximo dia 25. Eles custam R$ 150 para as três datas do evento. Depois, só juntar a barraca, se preparar para acampar e curtir os shows.

Serviço

Pontos de venda em Indaial e nas cidades próximas, além de Curitiba, no Paraná. Os ingressos adquiridos em qualquer ponto oficial são isentos de taxas e custam R$ 150, mais um quilo de alimento a ser entregue na portaria, até o dia 25/08/2019.

Abertura dos portões: 13 Horas. Shows: 17 Horas. O local será o mesmo do ano passado, ou seja, a Rota km 66, Centro Eventos, na Rod. BR 470, Km 65, Rua Cascavel, 606 Bairro Encano do Norte, Indaial, Santa Catarina. 

Contatos: (47) 98458-1573.

sábado, 2 de junho de 2018

O poder de fogo do Judas Priest



English Pale Ale


Demorou, mas enfim o SP&BC vai comentar sobre o mais novo trabalho da lenda do heavy metal mundial Judas Priest, o já saudado Firepower. Para compensar tanto atraso, vamos abordar, também, os discos lançados há 10, 30 e 40 anos do quinteto inglês.

E lá se vão quatro anos desde o, então, último CD, o estranho Redeemer of Souls. Sim, não consegui me empolgar com ele, tanto que não me lembro de nenhuma faixa. E não faço questão. Mas esse décimo oitavo álbum de estúdio do Priest é uma obra digna da boa discografia da banda, descontando as escorregadas.

Por isso a escolha para harmonizar com essa verdadeira pedrada é uma English Pale Ale, uma cerveja tradicional, com boa presença de malte, para um nome de igual envergadura. Pode até parecer uma escolha óbvia, mas acredito ser, realmente, a que melhor se encaixa.

Firepower contém 14 músicas distribuídas em quase uma hora daquele heavy metal que caracterizou os longos 44 anos de estrada do JP. E é justamente isso que cativou. Sem falar na capa, estranha, porém ao mesmo tempo interessante É fato que, atualmente, os fãs andam preguiçosos e esperam sempre mais do mesmo. Haja visto a renovação quase inexistente na cena mundial - assunto complexo, diga-se, mas basta ler as tantas entrevista no blog.

Contudo, o uma banda que beira as bodas de ouro pode proporcionar? Querer que lancem discos completamente diferentes, criando novas tendencias etc é uma utopia. Basta, dessa forma, que não cometam deslizes como alguns exemplos de anos anteriores. E olha que mesmo assim há gente que pisa na bola. Outo fator, convenhamos: não é mais tão vantajoso lançar álbuns hoje em dia.

Formação


Somente o vocalista Rob Halford e o baixista Ian Hill ainda estão desde a formação original, sendo que o primeiro passou doze anos longe do Judas Priest, ente 1.991 e 2.003. Gravaram o novo disco, ao lado dos citados, os guitarristas Glenn Tipton, que já deu lugar a Andy Snap - você já cansou de ler sobre isso, com certeza - e Richie Faulkner e o baterista Scott Travis. Não vai ser o melhor lançamento de 2.018, mas vale o investimento. Cheers!


Stained Class


O quarto álbum de estúdio dos ingleses ganhou a luz do dia em 10 de fevereiro de 1.978. Segundo a revista Rolling Stone é o 43º melhor álbum de metal de todos os tempos. Só isso. E, embora listas serem sempre controversas, não deve ficar longe disso, afinal falamos de um disco com faixas como Exciter, Better by you, better than me, a faixa-título e a balada Beyound the realms of death.

Um ótimo LP que ainda contava em sua formação com o baterista Lee Binks, além dos quatro, digamos, membros mais que clássicos (forcei?) Rob Halford, Ian Hill, e os guitarristas Glenn Tipton e K.K. Downing. Excelente! 

Claro que ainda há, em 1.978, o registro de Killing Machine apenas na Inglaterra, porém chegou nos Estados Unidos e outros países somente no ano seguinte e com outro título, Hell bent for leather, o blog achou melhor considerá-lo somente para 2.019. Questão de critérios.


Ram it down


Em 17 de maio de 1.988, O Judas lançava Ram it down, o décimo primeiro de estúdio do quinteto. Disco de ouro, o que significa 500 mil cópias vendidas. Resultou na turnê mais longa dos anos 1.980 com 102 shows.

O álbum precisava ser, de fato, matador, pois seu antecessor é o controverso pop Turbo, de dois antes. Igualmente significa o último do batera Dave Holland, que tempos depois se envolveu em problemas com a justiça.

É uma bolacha que devolveu a banda no caminho correto, ou seja, fazendo o que sabe melhor: heavy metal. Para conferir, caso ainda não conheça.


Nostradamus


As bandas, de um modo geral, precisam se reinventar, trazer novas propostas e não ficar sempre fazendo o mesmo disco. Ponto. Já está lá em cima. No entanto, alguns casos são perfeitamente perdoáveis, afinal, Ramones e Motorhead sempre fizeram o mesmo disco e não há reclamações. Gostaria de incluir, com sua permissão, nesse grupo o Judas Priest.

Todas as vezes que o Padre britânico tentou fazer algo "diferente" não conseguiu o mesmo êxito. E mesmo este Nostradamus, não sendo de todo modo ruim, ao mesmo tempo não podemos dizer que está entre os imperdíveis da discografia dos caras.

Trata-se de um álbum duplo, conceitual, que conta a história do vidente e alquimista francês Nostradamus (sério?), muito conhecido pelas suas previsões. Don Airey, atualmente no Deep Purple, tocou teclado no trabalho. Para entender.

terça-feira, 1 de maio de 2018

Higher: do jazz ao heavy metal

O heavy não seguirá se novas bandas não tiverem espaço

Banda paulista prepara o sucessor do debut com calma



O quinteto de heavy metal de Campinas, interior de São Paulo, Higher nasceu depois que os fundadores Cezar  Girardi, vocal, e Gustavo Scaranelo, guitarra, músicos profissionais e com experiência no jazz e na música instrumental, iniciaram a Second Heaven, em 1.995. A paixão da dupla pelo metal, naquela época, não foi suficiente para manter as atividades e após dois anos o projeto virou fumaça.

Passaram a se  dedicar aos estudos acadêmicos, o que os levou para outros estilos. Contudo, o heavy metal falou mais alto e os dois voltaram a trabalhar juntos em uma nova banda, Higher. Em 2.014 saiu a estreia homônima que foi muito bem recebida pelo mercado. Afinal, um disco que abre com uma faixa como Lie mostra que a formação não está para brincadeiras.

O blog SP&BC foi bater um papo com Gustavo Scarnelo para saber das novidades e a previsão do tão esperado novo álbum e conseguiu algumas revelações. Principalmente que o guitarrista é um bom conhecedor de cervejas. Veja o que ele sugere, nesta página, para harmonizar com algumas bandas.
Cezar Girardi e Gustavo Scaranelo são dois músicos profissionais bastante experientes e
respeitados no cenário da música brasileira, especialmente nos campos do jazz e da música
instrumental. Entretanto, nutrem outra característica em comum: a paixão pelo heavy metal.
Em 1995 fundaram a Second Heaven, banda que não deixou registros e foi desativada dois
anos depois. A dupla passou então a se dedicar aos estudos acadêmicos de música, o que
acabou por levá-los para outros segmentos onde fizeram carreira. Mas a paixão pelo metal
manteve-se pulsante durante todo esse tempo. Depois de uma conversa, decidiram reunir-se
para tocar e compor heavy metal novamente. O resultado? Uma nova banda: Higher!
A Higher traz enraizada algumas características singulares: é uma banda formada única e
exclusivamente pela paixão dos músicos pelo heavy metal, ou seja, o trabalho é livre de
qualquer pretensão comercial ou mercadológica que eventualmente pudesse interferir no
aspecto artístico; essa própria experiência em outros estilos naturalmente conferiu-lhes uma
musicalidade deveras original, repleta de identidade, como nunca se ouviu antes!
Cezar Girardi e Gustavo Scaranelo são dois músicos profissionais bastante experientes e
respeitados no cenário da música brasileira, especialmente nos campos do jazz e da música
instrumental. Entretanto, nutrem outra característica em comum: a paixão pelo heavy metal.
Em 1995 fundaram a Second Heaven, banda que não deixou registros e foi desativada dois
anos depois. A dupla passou então a se dedicar aos estudos acadêmicos de música, o que
acabou por levá-los para outros segmentos onde fizeram carreira. Mas a paixão pelo metal
manteve-se pulsante durante todo esse tempo. Depois de uma conversa, decidiram reunir-se
para tocar e compor heavy metal novamente. O resultado? Uma nova banda: Higher!
A Higher traz enraizada algumas características singulares: é uma banda formada única e
exclusivamente pela paixão dos músicos pelo heavy metal, ou seja, o trabalho é livre de
qualquer pretensão comercial ou mercadológica que eventualmente pudesse interferir no
aspecto artístico; essa própria experiência em outros estilos naturalmente conferiu-lhes uma
musicalidade deveras original, repleta de identidade, como nunca se ouviu antes!
Cezar Girardi e Gustavo Scaranelo são dois músicos profissionais bastante experientes e
respeitados no cenário da música brasileira, especialmente nos campos do jazz e da música
instrumental. Entretanto, nutrem outra característica em comum: a paixão pelo heavy metal.
Em 1995 fundaram a Second Heaven, banda que não deixou registros e foi desativada dois
anos depois. A dupla passou então a se dedicar aos estudos acadêmicos de música, o que
acabou por levá-los para outros segmentos onde fizeram carreira. Mas a paixão pelo metal
manteve-se pulsante durante todo esse tempo. Depois de uma conversa, decidiram reunir-se
para tocar e compor heavy metal novamente. O resultado? Uma nova banda: Higher!
A Higher traz enraizada algumas características singulares: é uma banda formada única e
exclusivamente pela paixão dos músicos pelo heavy metal, ou seja, o trabalho é livre de
qualquer pretensão comercial ou mercadológica que eventualmente pudesse interferir no
aspecto artístico; essa própria experiência em outros estilos naturalmente conferiu-lhes uma
musicalidade deveras original, repleta de identidade, como nunca se ouviu antes!


Por favor, Gustavo, pode nos apresentar o Higher, quando foi formado, membros e a troca de integrantes?
Gustavo Scaranelo – O Higher foi formado a partir do meu reencontro com o Cezar. Tivemos uma conversa sobre a possibilidade de registrar, através de gravações, o material que havia sido produzido num projeto que tivemos há mais de 20 anos. Quando iniciamos as gravações percebemos que havia algo novo ali e resolvemos rebatizar e reformular o trabalho todo. Novas composições surgiram para concluí-lo e assim nasceu o Higher. Após a pré-produção, chamamos o baterista Pedro Rezende e o baixista Andrés Zúñiga para gravar o disco. E, na sequência, o guitarrista Felipe Hervoso, para levarmos os resultados para os palcos. Algum tempo depois o baixista Will Costa veio substituir o Andrés e o Felipe foi substituído pelo Rodrigo Ribeiro. Foram bons momentos ao lado dos membros que iniciaram o projeto e temos tido bons momentos também ao lado dos novos integrantes.

O novo álbum já está pronto? Tem data de lançamento, título?
Gustavo - O álbum ainda não está pronto. Nunca tivemos muita pressa para compor. Selecionamos cuidadosamente o material que vai fazer parte do disco novo. Muita coisa é descartada. Acreditamos que o resultado precisa ser o melhor possível, não se volta atrás no lançamento de um disco, portanto não faremos sem o devido cuidado. O título já existe e divulgaremos em breve, mas ainda não temos data para lançamento.

Como foi a escolha do produtor Tiago Bianchi (Shaman, Noturnall) na estreia?
Gustavo – Na verdade o primeiro disco foi produzido por mim e teve a coprodução do Cezar, o Thiago entrou na fase das gravações, portanto foi quem mixou o trabalho. Ficamos satisfeitos com o resultado. O segundo disco será produzido, gravado e mixado por mim. Estou bastante ansioso com o início das gravações!

Cada vez mais menos pessoas ouvem CD

Qual a diferença entre esses dois trabalhos? Há mudança no direcionamento 
musical ou é o mesmo heavy metal do debut?
Gustavo – É difícil dizer quando se está tão perto assim da produção, acredito que existam algumas diferenças e já temos algumas opiniões de pessoas próximas, que ouviram algumas das novas composições, já arranjadas. Mas gostaria muito de ouvir a opinião dos fãs quando o trabalho estiver rodando por aí. Sempre me surpreendo positivamente com o que leio sobre o primeiro disco do Higher.

O primeiro disco foi muito elogiado. A recepção a ele foi a esperada tanto de crítica quanto de público?
Gustavo – Acredito que quando se lança um trabalho tão verdadeiro e honesto não se espera nada, somente a satisfação de tê-lo compartilhado. É claro que existe uma expectativa, mas nada foi feito em função dela. Tudo foi colocado e selecionado com a intenção de termos um disco que, nós mesmos, voltaríamos a ouvir várias vezes. A recepção da mídia e do público me deixou muito emocionado, desde os comentários estritamente musicais, até os relatos de como nossas letras influenciaram atitudes de nossos fãs! Essa é a melhor parte de tudo para mim!     
Qual a expectativa para esse novo lançamento, em quais formatos ele virá e qual o planejamento de divulgação?

Gustavo – Acredito que ainda não abriremos mão da distribuição física do disco, mas o que temos observado é que cada vez menos pessoas possuem meios para ouvir CD em casa ou no carro, o que nos fez pensar em disponibilizá-lo, em um primeiro momento, apenas na versão digital, mas nada está definido, estamos focados nas composições e por ora é o que precisamos fazer. A estratégia de divulgação está sendo discutida junto à nossa assessoria de imprensa, o Som do Darma, e logo teremos mais clareza dos meios que utilizaremos para isso.       

Pretendem lançar o CD no exterior?
Gustavo - Bom, certamente o disco estará disponível digitalmente para compra e streaming, isso acredito que basta para que a divulgação do trabalho atinja o cenário estrangeiro para termos o nosso disco ouvido e comentado em outros países. Quanto à distribuição física, isso depende de vários outros fatores, e ainda não temos essas respostas.

O processo de composição agora foi diferente, já que, teoricamente, tiveram menos tempo para preparar as músicas?
Gustavo - Na verdade não tivemos menos tempo, e estamos usando todo o tempo que precisarmos para concluir o trabalho com a mesma convicção que concluímos o primeiro álbum. O processo de composição continua o mesmo, as músicas nascem de canções e depois ganham toda a roupagem que precisam para ir para o disco. Nesse novo trabalho teve uma composição que nasceu como balada, mas se tornou uma das músicas mais pesadas do novo álbum depois que recebeu o arranjo (risos). As coisas se transformam quando colocamos nossas ideias para conversar.

Vai ser um lançamento independente?
Gustavo – Sim. Ainda não buscamos parcerias e não acredito que o faremos até o lançamento. Apesar de estarmos abertos às parcerias, não iremos despender o tempo destinado à composição e produção do trabalho com isso. Depois de pronto, tudo pode mudar.

Existe uma expectativa para que algumas faixas tenham uma maior aceitação?
Gustavo - Não. Não acredito que estejamos à busca de mais aceitação, queremos agradar quem estiver disposto a ouvir e se identificar com o nosso trabalho. Até porque a aceitação, até o momento, é maior do que imaginávamos, e isso é ótimo!

Trabalharam algum cover?
Gustavo - Não temos a intenção de gravar nenhum cover neste disco. Acredito que quando uma banda firma seu estilo e sua identidade então passa a existir algum sentido em fazer a releitura do trabalho de alguém através de um cover, mas não antes. Por ora, o Higher quer mostrar o seu trabalho, sua criação!

Vamos unir duas paixões dos roqueiros: música e cerveja. Vocês gostam de cerveja artesanal? Qual o estilo preferido?

Gustavo -  Gosto muito, mas não saberia dizer o estilo preferido, posso citar aqui duas das minhas favoritas: Tripel Karmeliet e Westmalle Dubbel.

É cedo ainda, mas já imaginou um rótulo de cerveja do Higher? Qual estilo seria?
Gustavo - Já sim! O meu irmão, também guitarrista, costuma fabricar algumas cervejas e eu sou fã dos resultados dele. Acredito que no futuro teremos alguma parceria para chegarmos em um consenso quanto ao estilo, mas eu diria que o Higher combina melhor com um estilo forte, amargor acentuado e encorpada.

Algum recado para os fãs?
Gustavo – Sim! Continuem a dar atenção ao metal autoral nacional! Muita coisa boa nasce desta terra e não podemos acreditar que o gênero irá seguir a diante se novas bandas não tiverem espaço. Obrigado pelo carinho e pela atenção com o nosso trabalho! Digo o mesmo à vocês da imprensa, sem os quais muitos dos nossos fãs ainda não teriam chego até nós.