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domingo, 1 de dezembro de 2019

GERAL: Discos lançados em 2019 parte 1


Pilsen


A partir desta publicação e durante algumas, sem saber exatamente quantas, o blog SP&BC vai trazer alguns dos álbuns editados neste ano em breves palavras. Não é uma lista dos melhores do ano, apenas aqueles que por algum motivo acabaram não gerando resenha na devida época. E, também, já deu para perceber que quando não gostamos nem comentamos.

A cerveja escolhida foi uma Pilsen pelo fato de que uma certa importada alemã passou pela geladeira da redação e acabou influenciando no momento do trabalho. Ou seja, uma Pilsen bem encorpada e nada a ver com a Larger de que estamos acostumados, hein, por favor.

Stress - Devastação
Quarto álbum independente dos pioneiros paraenses. Para quem não sabe - ainda - essa banda de Belém foi a primeira a gravar um LP de heavy metal no Brasil no início do anos 1.980. O independente Devastação é excelente! Pronto, já nem precisaria falar mais nada. No entanto, como bom jornalista, vale dizer que, apesar da dificuldade em destacar uma ou outra faixa, arriscamos dizer que Motorocker, a lenda vai virar clássica no meio, isso se não alcançar o status de hino dos motociclistas. Ao todo são 11 faixas e entre elas, regravações de Coração de metal, Heavy metal é a lei e Brasil heavy metal, que aparece também em uma versão sinfônica no final. O álbum igualmente marca a estreia do guitarrista Emersom Lopes ao lado dos fundadores Roosevelt Bala (baixo e voz) e André Chamom (bateria).



Hellish War - Wine of Gods
Vindo do interior de São Paulo, mais precisamente de Campinas, o quarteto apresenta aquele heavy metal tradicional que é sua marca registrada neste novo petardo. E não é nenhum demérito, não, ao contrário, pois é feito com competência. Wine of Gods, o quarto da discografia, é um daqueles  trampos que nos faz acreditar que o metal jamais padecerá frente a qualquer modinha passageira por esses lados. Não à toa, Warbringer conta com a participação especial de Chris Bothendahl, líder do Graver Digger. Além da versão física, o CD também está disponível nas plataformas digitais, assim como os outros títulos nesta página. Confira uma entrevista com o grupo aqui.


Uganga - Servus
Minas Gerais sempre foi o berço de grandes nomes da nossa cena pesada, vide Sepultura e Sarcófago, só para ficar em dois dos mais famosos e influentes. E, justamente, pelo último passou o vocalista Manu Joker. Entretanto, o som do Uganga, já há duas décadas e meia na estrada cantando em português, não tem nada a ver com a formação lembrada (leia uma entrevista com músico aqui para saber mais). Servus, financiado pelo Wacken Fundation, é um trabalho digno de registro. Dizer que é o melhor trabalho dos cinco de estúdio é complicado, pois todos apresentam uma qualidade acima da média. Isso quer dizer que mais uma vez os mineiros não decepcionaram e entregaram um ótimo disco! Altamente recomendado.


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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

RIVER ROCK: Se o rock morreu esqueceram de avisar Indaial


Andreas comandando as ações

Pilsen



Sim, senhor, Pilsen para curtir três dias, de 7 a 9 de setembro, com todas as vertentes do rock ditando o feriadão catarinense na 15ª edição do River Rock Festival, em Indaial, no Vale do Itajaí. A escolha se deve por ser a única opção de chope no evento e não só isso, mas também porque é a melhor opção para nos refrescarmos depois de tanto balançarmos cabeças e troncos. Claro que estavam disponíveis cervejas e outras bebidas.

E nós, SP&BC e o Lendas do Rock, marcamos presença no Fest. Fizemos duas entrevistas que, em breve, serão disponibilizadas. Estas rolaram com Imagos Mortis e Cartel da Cevada. Devido a outros compromissos, pudemos conferir apenas a segunda data, o sábado, dia 8, infelizmente.
Acampamento com uma vista linda

Chegamos ao evento, que este ano ocorreu no Rota KM 66, próximo à BR 470, por volta das 16 horas e tivemos um pouco de dor de cabeça para a retirada das credenciais. No entanto, com o problema resolvido, partimos para o trabalho. O clima estava agradável, sol, frio apenas à noite, ou seja, perfeito para acampar, tomar cerveja e curtir rock'n'roll.

Havia stands vendendo CDs, camisetas, acessórios em geral, e, claro, não podia faltar a alimentação do pessoal. Inclusive um "vomitório" (!) no banheiro. O palco foi montado em um barracão com capacidade para 500 pessoas, mas com enormes portões abertos em que era possível que todos no River, se fosse o caso, acompanhassem os shows.

Armum
Público, aliás, que era o mais heterogêneo possível. Punks moicanos, pessoas saindo diretamente da Sunset Strip dos anos 1.980, headbangers de todos os estilos, crianças - muitas, para felicidade da continuidade do gênero musical - e noivos. Você leu certo, no palco aconteceu um casamento com direito a baile de debutantes.

A primeira banda que assistimos foi o Affront (RJ) com um death/black que agitou os presentes. Em seguida, o trio Armum mostrou com quantas notas se faz uma boa "podreira"; técnica e feeling a toda prova. Na sequencia, com o cair do sol, a banda que é a cara do blog: Cartel da Cevada. Os gaúchos fazem rock'n'roll falando de cerveja e outros assuntos divertidos peculiares ao estilo. Mais SP&BC impossível!

Uma das atrações mais aguardadas da noite, o Imago Mortis trouxe músicas de seus quatro álbuns editados. Este foi o primeiro show da turnê do novo disco, LSD, lançado recentemente. Um trabalho conceitual que, pelas faixas apresentadas no set, mostra-se um dos grandes petardos de 2.018. Mas que faltou Prayers in the wind, do projeto Hamlet, faltou. 
Imago Mortis mostrando trabalhos conceituais

Não conseguimos ver muito dos hermanos do Reytoro, pois foi neste momento em que rolaram as duas entrevistas citadas acima. Não obstante, o pouco que vimos foi suficiente para aprovar sua inclusão no line up. Em seguida, casamento, debutantes e um recital metal com direito a uma bela versão para The evil that men do, do Iron Maiden.

Finalmente seria o momento do grande headliner do River Rock. Os shows estavam todos seguindo à risca os horários, porém o Sepultura atrasou em uma hora a subida ao palco. Polícia, dos Titãs ecoou pelo festival antes da Intro que trouxe o quarteto que gravou Machine Messiah (leia a resenha do CD aqui). Abriram com as novas I am the enemy e Phantom self. As mais velhas tiveram sua vez, como a faixa-título Kairos, de 2.011, e a clássica Territory.
Único da formação original do Sepultura

A próxima me trouxe uma verdadeira nostalgia. Jamais imaginei que ouviria alguma vez na vida o Sepultura executar na minha frente - e olha que vi muitos shows dos caras - Innerself. Sem palavras! Entretanto, essa e Ratamahata, já no encore, ganharam versões mais cadenciadas e diferentes. Após Innerself, a banda deu seu "boa noite" contando que estavam na estrada há quase dois anos, o que explica o aparente cansaço dos músicos. Andreas anunciou que por comemorarem 20 anos da entrada de Derrick Green no grupo tocariam algumas da estreia do vocalista, Against (1.998).

Mais alguns hits e Arise encerrou a primeira parte do set, antes do bis, que contou com quatro músicas. Encerraram com Roots e aí, apesar de ainda ter mais três bandas a se apresentarem, devido ao avançar da madrugada, preferirmos voltar para casa. Até porque este texto ficaria ainda maior. Parabéns aos organizadores e que continuem trazendo eventos como esse a todos os roqueiros de Santa Catarina.