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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Agenda: Tim "Ripper" Owens de volta à Pomerode

(Divulgação) Vulcano (G, Hellish War) integra a banda de Owens novamente

Blond Ale



O Rock In Rio acabou e para quem reclamou das poucas opções de metal, uma alternativa é conferir Tim “Ripper” Owens, vocalista com passagens por grandes nomes do estilo como o Judas Priest, Iced Earth e Yngwie Malmsteen, que está de volta ao Brasil para uma série de shows. E Pomerode, aqui do lado do SP&BC, confere a apresentação no dia 6 de outubro.

A turnê faz parte da Demolition & Jugulator Celebrate Tour 2017, em que o repertório foca nos dois discos lançados com a banda inglesa quando substituía Rob Halford, conforme entrega a denominação do espetáculo. Essa é a segunda parte da tour, complementar aos shows que o cantor fez na América do Sul em maio desse ano.

A banda que acompanha Owens por aqui é exclusivamente formada por músicos brasileiros. Outra boa notícia é que a abertura fica por conta do Dominus Praelii, quinteto formado em Londrina (PR), em 1.999.



A Wox, de Pomerode, recebe o artista pelo segundo ano seguido. No set list de 2.016, algumas versões acústicas, faixas do projeto Beyound Fear, Iced Earth, Dio e, lógico, Judas Priest. Vale destacar que na oportunidade foram executados os clássicos cantados por Halford.

Pegue uma Blond Ale, porque você vai precisar se refrescar, e anote as datas:

29/09 – Tribos’s Bar em Maringá/PR
30/09 – Gillan’s Inn em São Paulo/SP
03/10 – Joker’s Bar em Curitiba/PR
04/10 – Embaixada Do Rock em São Leopoldo/RS
05/10 – Skatto Bar em Santa Maria/RS
06/10 – Wox Club em Pomerode/SC
07/10 – Botequim em Belém/PA
08/10 – Fanzine Rock Bar em São Luís/MA

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Artigo: Rock in Rio é festival de música!

(Reprodução) Só por trazer The Who essa edição tem nosso respeito 

PILSEN


Desde que foi criado, em meados dos anos 1.980, o Rock in Rio é um festival de música, ponto. Simples assim. Não é porque a palavra "rock" aparece na denominação que encontramos somente esse gênero musical em seu line-up.

Pelo menos é o que argumentam Roberto Medina - o criador - e seus funcionários. Já ouço isso desde que comecei a me interessar pelo ritmo que move o SP&BC, alguns anos antes da edição de 1.991.

Certo ou errado, fato é que rock pode ser traduzido, livremente, além de rocha, como agitar, sacudir, enfim, não necessariamente se refere à música. Em toda minha vida vi o sr. Medina dizer que RIR é uma marca. E soa bem, porque não usar?

Em tempo, não estou defendendo ninguém, apenas acredito que temos que ter nossas mentes sempre abertas e não ficarmos fechados e acusando esse ou aquele disso ou daquilo.

Não devemos nos esquecer, por exemplo, de que o evento de 1.985, o primeiro, trouxe muita coisa que em nada tem a ver com rock. Mesmo assim,contribuiu, e muito, para o desenvolvimento do som pesado no Brasil. A partir dele que guardamos em nossa memória tantos outros festivais, como Hollywood Rock, Live'n'Louder, Monsters of Rock e outros.

Todos citados acima acabaram, ou acontecem ocasionalmente, por questão de baixo retorno. Nos famigerados rodeios e afins já se apresentaram alguns grupos de rock importantes. Eu mesmo assisti ao Chuck Berry em um deles e foi muito legal.

Ou seja, ambos, o próprio público e a organização são culpados por não ter nenhuma noite dedicada ao metal, visto que em outras ocasiões ocorreram até três datas dedicadas ao estilo. 

A desculpa é de que não conseguiram nenhum headliner de "peso" (perdoem-me, não resisti ao trocadilho) por questões de agenda etc. Li isso ontem no G1. Ok, mas será que não poderiam colocar os nomes do metal em uma noite encabeçada pelo Guns'n'Roses? Na segunda edição, Axl, Slash e seus amigos fecharam uma data em que tocaram Megadeth, Sepultura, Judas Priest e Quensryche.

O Aerosmith encerrou um dia no último Monsters of Rock em que estavam escaldas várias bandas de hard/glam. Portanto, faltou, sim, boa vontade em trazer um nome pelo menos do metal (heavy, thrash).

Tem mais. No Brasil, quem é garantia de vender sozinho 200 mil ingressos? São sempre os mesmos, por isso se repetem. Depois de Nirvana, System of a Down, essa turma, qual a grande sensação? Não surgiu nenhuma grande banda para ocupar esse lugar.

Basta olhar as entrevistas que estão aqui no SP&BC, ninguém se interessa pelas novidades. Das nacionais é ainda pior, pois não vai ocorrer outro Sepultura, Angra ou Krisium tão cedo. Que dirá um revolucionário como o Sarcófago.

Ficar somente reclamando não levará a cena a lugar algum. Se não mostrarmos de fato que fazemos diferença e garantimos o retorno do investimento, isso vai continuar acontecendo.

Para mim, o RIR começa hoje e eu pretendo assistir a Def Leppard, Aerosmith, Alice Cooper, The Who, Bon Jovi, The Offspring, Sepultura e talvez algum outro. Todos nomes roqueiros. Acompanharei pela TV, infelizmente, mas ao lado da minha Pilsen. Adoraria estar lá hoje, dia 21 para ver o Leopardo Surdo.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Masterplan fazendo Helloween

(Reprodução)

MUNICH HELLES

Não há como negar que ao selecionar PumpKings (AFM Rec., Nacional), para ouvir e posteriormente publicar sua resenha no SP&BC eu já imaginei a harmonização com alguma breja alemã, de trigo, talvez, para aproveitar o clima happy do Helloween, a base desse track list.

Optei pela Munich Helles por ser um dos estilos mais consumidos pelos lados do atual campeão mundial de futebol e, claro, por ser mais encorpada e com forte evidência do malte. Bingo!

Cerveja aberta, som rolando, vamos para o trabalho propriamente dito. PumpKings é o sexto álbum de estúdio da banda liderada pelo ex-Helloween Roland Grapow que apresenta um repertório com novas versões das composições do guitarrista para seu antigo grupo, como sugere o epíteto.

Não vamos comparar este do Masterplan com o que David Coverdale fez com o Whitesnake, ao regravar músicas dos seus tempos de Deep Purple com resultado aquém da crítica, afinal aqui o negócio é um pouco diferente, apesar de serem todas de autoria, ou coautoria, de Roland, não são exatamente clássicos da abóbora germânica.

Grapow ficou no quinteto alemão entre 1.989 e 2.001 compondo diversas faixas, algumas fortes, outras nem tanto - nem por isso ruins, diga-se. É bem isso que encontramos aqui. E não há nada de muito diferente nas canções, basicamente são apenas executadas por outros músicos.

Exceto Better than raw (1.998), em que ele não assinada nenhuma, todos os outros lançamentos daquele período foram lembrados: The chance, Someone's crying e Mankind, do Pink bubbles go ape (1.991); Step out of hell e Music, do Chameleon (1.993); Mr. Ego, Still we go Take me home, do Master of the rings (1.994); a faixa-título do The time of the oath (1.996); e finalmente Escalation 666 e a faixa-título do The Dark Ride.

Não soa oportunista, até porque a moda dos discos de covers passou há tempos e essa ideia já vem desde, pelo menos, 2.015. É uma boa diversão e uma maneira de esses temas entrarem no set list sem aquela de "ah, essa é do Helloween". E a capa é sensacional!

O time


Completam a formação ao lado de Grapow, o baterista Martin "Marthus" Skaroupka (ex-Cradle of Filth), o vocalista Rick Altzi, o tecladista Axel Mackenrott e o baixista Jari Kainulainen (ex-StratovariusSymfoniaDevil's Train).

Ainda em setembro, o SP&BC promete resenhas dos novos álbuns do Iced Earth e Accept, que, lembrando, toca em Florianópolis, em novembro (veja aqui). E curta a página do SP&BC no Facebook para ficar sabendo das atualizações do blog.

domingo, 3 de setembro de 2017

River Rock em Indaial agita feriadão

PILSEN



Quem ainda procura pelo que fazer neste feriado o SP&BC tem a dica. Rola em Indaial (SC), de 8 a 10 de setembro, o River Rock Festival. Aproximadamente 30 bandas se apresentam nesses três dias. A escolha da Pilsen para acompanhar é justamente porque é o que terá para a venda. O encerramento fica por conta da Casa das Máquinas, enquanto que a banda de black metal norueguesa Ragnarok toca no sábado. Os gringos ainda cumprem outras duas datas no Brasil, 6 em Recife (PE) e 10 em São Paulo.

A line up conta com os seguintes nomes na sexta, a partir das 19 horas, pela ordem de entrada:  Division Hell, Flesh Grinder, Rhestus, Ragnarok, Horror Chamber, Die e Marys secret box. No sábado os shows começam às 10 horas: Azorrague, Syntz, Kate Crush, Asfixia Social, Metal Gods Tribute Judas Priest, Rythual, Juggernaut, Zoombie Cookbook, Capitain Cornelius, Colera, Disthraught, Khrophus, Vulcano, A Sorrowful Dream, Sodamned e Dirty Pigs.

No derradeiro dia, desde às 9 da manhã se apresentam: Divulsor One Man Band, Fearless Womann, Homicide, Rest in Chaos, Howfar e Casa das Máquinas. Os ingressos custam antecipadamente R$ 130 para todos os dias. Na hora o valor será de R$ 180. Outras informações acessem o site do festival (link no primeiro parágrafo).

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Clássicos: Aerosmith dos anos 1970 aos 2000

Comemorando relembrando a discografia

DARK AMERICAN LAGER



No dia 31 de agosto, Permanet Vacation, obra-prima do Aerosmith, completa 30 anos. Como já expliquei ao inaugurar essa linha de homenagens no SP&BC (leia aqui), vamos falar um pouco sobre esse álbum. Porém resolvi mudar algumas regras, afinal, o blog é meu mesmo...

Decidi que, ao comemorar a idade cheia de um disco - 10, 20 ou 30 anos -, vou dar uma vasculhada em sua discografia e comentar outros na mesma situação. Sim, vou começar dando uma olhada no que os estadunidenses editaram não somente em 1.987, mas igualmente em 1.977 e 1.997.

E para harmonizar com tanta música boa, escolhi uma Dark American Lager, devido aos seus maltes escuros com característica aromática, pois acredito que precisamos de refresco para essa maratona e nada melhor do que um estilo vindo do mesmo país do quinteto.

Draw in the line



Um dos melhores trabalhos do Aerosmith, sem dúvida! E começa lá em cima com a faixa-título, sem nenhum dó dos fãs. No bom sentido, claro. Os oito temas da sequência não deixam por menos e mostram que o hard rock apresentado por Tom Hamilton, baixo, Joey Kramer, bateria, Joe Perry, guitarra, Steven Tyler, vocal, e Brad Whitford, guitarra, não estava para brincadeiras.

Lançado em dezembro de 1.977, Draw in the line é quinto álbum de estúdio do grupo e recebeu a certificação de platina dupla pela RIAA (Recording Industry Association of America, uma associação das gravadoras dos EUA). Um verdadeiro clássico!

Permanent Vacation



Este é o motivo da lembrança. Na primeira metade dos anos 1980, o Aerosmith passou por algumas turbulências, como problemas com drogas, que acabaram culminando na saída dos guitarristas originais e no LP Rock in a hard place (um disco com bons momentos), em 1.982.

A formação clássica voltou e soltou o pouco inspirado Done with mirros (1.985). Foi o suficiente para se ajustarem e lançarem Permanet... em agosto de 1.987. O que se pode dizer de um álbum com músicas como Rag doll, Dude (Looks like a lady) e a balada Angel, que foi traduzida pelo Yahoo e virou, inclusive, tema de novela?

Somente no país natal, o trabalho vendeu mais de cinco milhões de cópias, chegando à platina quíntupla. Apesar do sucesso do início de carreira, essa fase pode ser considerada a melhor musicalmente falando.

Nine Lives


Esse tocou muito. Ou você não conhece Falling in love (Is hard on the knees), Hole in my soul ou Pink, verdadeiros hits radiofônicos? Embora não tenha a mesma qualidade musical dos aqui citados, não se pode dizer que o décimo segundo álbum do Aerosmith é ruim, muito longe disso.

O disco é bom, no entanto já não tem aquele hard rock potente de outrora. Se bem que o que veio depois é ainda mais ligth, digamos assim. Com seus mais de três milhões de cópias vendidas ao redor do mundo, chegou ao topo da parada Billboard em 1.997.

A faixa Taste of India é bem parecida com Majesty, do Gamma Ray, editada no mesmo ano. Não sei se um plagiou o outro, se rendeu algo, mas o fato é se parecem bastante. O que não tira o brilho dos serviços prestados ao rock pelo Aerosmith, que se apresenta no Rock in Rio, em setembro.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Velhas Virgens, uma trintona ainda contando

(DIVULGAÇÃO) Casa fazia parte da rotina de baladas dos líderes

Banda paulistana conta com seis cervejas no mercado



Paulo de Carvalho (Paulão), voz e gaita, Juliana Kosso, voz, Alexandre "Cavalo" Dias, guitarra, Filipe Cirilo dos Santos, guitarra, Tuca Paiva, baixo, e Simon Brow, bateria. Essa é a atual formação das Velhas Virgens que acabou de lançar o pacote CD e DVD 30 Anos ao vivo no Love Story (Gabaju Rec., Nac.) para, evidentemente, comemorar as três décadas na estrada.

Falar em atual formação, apesar de tantas mudanças no line up, é até injusto com os músicos, pois, exceto o "novo guitarrista Filipe 'Fil' Cirilo, o restante já está junto há mais de 10 anos", explica Alexandre "Cavalo" em entrevista exclusiva ao SP&BC.

"Desde o começo a ideia era gravar no Love Story", conta Cavalo a respeito do local do show. "A gente queria um lugar que remetesse à noite paulistana e o Love fez parte da minha vida e da do Paulão por muitos anos", continua ele dizendo que, naquela época, entravam na casa depois das baladas, saindo somente com o nascer do sol. "Eram tempos boêmios em que o fígado permitia".

Assim, até virar sugestão para os empresários do sexteto não demorou muito. "Quando contamos para os nossos parceiros, Júlio e Carol, da 74 Entretenimentos, eles adoraram a ideia. Entraram em contato com o Love Story, que cedeu a casa gentilmente. Foi um trabalho longo, mas o produto final ficou ótimo! Sem dúvida é o nosso DVD de melhor qualidade técnica", conclui o músico empolgado.

Qualidade que pode ser conferida em streaming, a plataforma usada por 10 entre 10 grupos independentes para a divulgação de seus trabalhos. Cavalo justifica a distribuição "para todos os tipos de streamings, inclusive os gratuitos" porque "funciona muito bem. O alcance das músicas aumenta e eles pagam de acordo com as ouvidas".

"Hoje tudo está na nuvem", disserta o músico sobre esse novo formato. "Você nem precisa armazenar nada para ter acesso a milhões de músicas. Acho isso genial e, ao mesmo, tempo perigoso. Genial porque fica tudo ao alcance e perigoso, pois torna o conhecimento raso, rápido e volátil".

E qual o papel, então, do selo das Velhas, a Gabaju Records? Segundo Cavalo, ele segue com outros produtos. "Fazemos desde camisetas, chinelos e até livros e HQs. E vendemos algumas coisas ainda no físico. Acredito que nosso próximo disco de estúdio saia na forma de singles e depois em vinil e fita cassete. Vamos ter todas as músicas em todas as mídias". 
"Queremos voltar em breve a Pomerode"

Esse próximo álbum é prometido para breve, com a gravação de "novidades ainda este ano. Um música para o novo show e pelo menos uma para o Carnavelhas", projeto de Carnaval das VV.

Abrindo um parênteses, fita cassete, para quem é mais novo e não conhece, é uma pequena caixa com uma fita magnética usada para gravação e reprodução de áudio, bastante popular até início desse século.

E fazendo turnês desde 1.994, qual o balanço desse longo tempo de estrada? "São mais de 20 anos saindo pelo país e tocando em todos os cantos possíveis e, muitas vezes, impossíveis. Foi isso que nos fez ter público em qualquer lugar do país", responde. Ele conclui salientando que o "modo como se consome música está diferente. Tem gente que está se aproveitando disso e outros estão ficando para trás", fazendo o alerta da necessidade de adaptação à nova realidade do mercado.

"O show ao vivo é de onde vem o maior rendimento dos artistas e também está passando por reformulação", cita o guitarrista outra mudança. "Há um novo público com novas exigências", sendo que existe uma grande quantidade de artistas "e um público ávido por novidades. Tem música para todos os gostos só procurar". 

Mas os fãs não estão mais preocupados com os clássicos? "Claro que depois de 30 anos quem vai ao show tem suas preferência" responde em relação as VV. "É obrigação do arista se renovar e se reinventar. Vamos fazer músicas novas e elas entrarão no show novo. E, com o tempo, vemos quais permanecem".

E para sobreviver no meio disso tudo, afinal, as contas vencem todos os meses, os integrantes possuem outros trabalhos, musicais ou não. Por exemplo, Cavalo administra a Gabaju, é roteirista de quadrinhos, escreve livros e faz projetos culturais, além de produzir a banda e outras de que participa; Paulão é redator do SBT; Tuca tem uma cervejaria, a Rusticana e administra o bar; Juliana é professora de canto; Cavalo, Paulão e Tuca promovem o Workchopp, "uma palestra cantante" em que os músicos falam "sobre carreira, cerveja e outros assuntos picantes", além, é claro, de fazerem um som acústico".

O bar se chama  Rockin' Beer e fica em "uma garagem nos confins da Zona Norte de São Paulo". Segundo o guitarrista, "era para ser só o estoque quando a gente também distribuía. Virou um bar logo depois. Vendemos cervejas artesanais brasileiras e promovemos eventos. Raramente tocamos lá. Muito pequeno. Mas reunimos o bloco de Carnaval das Velhas e outras coisas legais. Estamos de mudança para outro endereço no Centro de São Paulo".

Já dentro do quesito - inúmeros - outros projetos musicais, Juliana Kosso canta em uma banda que faz clássicos do rock e leva seu nome; Paulão mantém o Cuelho de Alice hibernando; o Estranhos no Paraíso, de Cavalo, Juliana e o produtor Paulo Anhaia (Paul X, ex-Monster) está na "berlinda", de acordo com o guitarrista, que "ainda toca no Roberto Embriagado com o Mario Bortolotto, onde fazemos covers do Roberto Carlos".
"Há um novo público ávido por novidades"

As Velhas Virgens tocaram perto de Timbó (SC), sede do blog, mais precisamente em Pomerode, em 2.016. "Tocar no sul é muito bom porque você encontra um público que entende de rock e reconhece a linguagem", se recorda o músico. "O show em Pomerode não foi diferente. Gente interessante e interessada! Queremos voltar em breve para lançamento do novo DVD. Aliás, pode nos chamar!". Recado dado, promotores.

Então vamos falar da nova tour. "É um set com as músicas escolhidas pelo público e mais algumas homenagens que estamos fazendo para gente que participou dos nossos discos. Tocamos Marcelo Nova e Camisa de Vênus, Roger e Ultraje, Rita Lee, Titãs, Raimundos, Made in Brazil e uma versão especial de Retalhos de Cetim, do Benito di Paula, com arranjo para blues que está um espetáculo! Vocês precisam conferir esse show novo".

Vale ressaltar que Digão, vocalista e guitarrista dos Raimundos, participa no DVD em Toda puta mora longe e a faixa com Benito di Paula, A última partida de bilhar, é bônus no track list.

Alguém falou de cerveja?


O bate-papo está bom até aqui, no entanto precisamos matar a sede. Sendo assim, a pauta agora é a relação das Velhas Virgens com a bebida mais amada do mundo. "Nosso primeiro rótulo saiu há seis anos e já é 'disco de ouro', com mais de 100 mil garrafas vendidas", disseca o assunto Cavalo comparando ambos os mercados. Na época em que ainda se vendia muitos discos, pré-dowloads, o artista alcançava tal prêmio ao atingir aquela marca.

A primeira breja produzida "foi uma IPA, a chamamos de Indie Man". Por sinal, esta continua como a campeã de vendas. Ele continua dizendo que se tratava de "um sonho antigo ter nossa linha de cervejas". Como dentro da banda havia o responsável pelas receitas, no caso, Tuca, o passo seguinte foi encontrar "o parceiro certo" para produzir. Coube então ao Rodrigo Silveira, da Cervejaria Invicta, de Ribeirão Preto (SP), a função de lançá-las.

"Temos seis rótulos hoje", enumera o portfólio detalhando-o: "uma em homenagem ao Charlie Brown Jr, feita em parceria com o Xande (filho do Chorão), uma American Ale sensacional"; a anteriormente citada "Indie Man; Whitie Dog, Witbier com sabor de limão rosa e semente de coentro; Mr. Brownie, uma Brown Ale com fava de baunilha e aveia; Beijos de Corpo, uma Fruit Beer com amoras pretas; e o lançamento Greenie, uma cerveja de trigo bem lupulada".

Essa mistura de música e cerveja ainda rendeu outros frutos. O projeto Todo dia a cerveja salva a minha vida (2.014) é um álbum e um rótulo feitos na base do crowdfunding, o financiamento coletivo. "Foi o nosso segundo de muito sucesso" conta Cavalo sobre o processo de ajuda dos fãs para editar discos. O primeiro foi o igualmente comemorativo CD/DVD Rockin Beer Tour 25 anos

Para os fãs contribuintes havia alguns prêmios que "as pessoas adoravam como vir e cantar Abre essas pernas com a gente em estúdio e ganhar a versão pessoal da música em CD e vídeo, entre outros". Apesar de "legal", o músico afirma que "esse tipo de projeto dá um trabalho monstruoso. Não pretendemos fazer outro tão cedo".

No caso da cerveja, a banda alterou o rótulo da Whitie Dog para o mesmo da capa do álbum. A breja saiu com uma tiragem de 4 mil garrafas. "Nossos novos rótulos tem um QR code", se empolga ao comentar sobre a modernidade. Com esse código, é possível "ouvir um 'CD' falando de cerveja com músicas escolhidas pela banda inteiramente grátis. O projeto se chama Liberte o Rock da Garrafa".

Sobre preferência, Cavalo diz que a que mais gosta é a "Witbeer, uma cerveja um pouco mais leve e cítrica. E também das escuras e amargas. Das Velhas eu bebo todas com gosto. As receitas do Tuca são muito boas", completa fazendo o merchandising.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Ataques paranormais de Alice Cooper

(Reprodução)

AMERICAN PALE ALE


O som do estadunidense Alice Cooper harmoniza melhor com uma cerveja do estilo criado nas terras do Tio Sam. Não que ele produza canções estereotipadas ou coisas do tipo, nada disso. Estamos falando de um artista já com quase 70 anos de idade e com uma discografia de aproximadamente 30 títulos - 27, mais precisamente - e que, tirando algumas escorregadas nos anos 1980, sempre primou pela qualidade.

E uma APA faz todo o sentido, afinal por ser mais amarga e alcoólica nos deixa ainda mais atentos a perceber todas as variáveis de Paranormal (Shinigami Rec./Ear MusicNac.), novo álbum da Tia Alice - como carinhosamente é chamado pelos fãs - lançado no final de julho. É o primeiro desde 2.011 quando lançou Welcome 2 my nightmare.

O hard rock pesado que dominou suas composições entre o fim da década de 1980 e começo da de 2000 é coisa do passado. Este está mais para The eyes of Alice Cooper (2.003) com algumas influências do rock feito nos seus discos do anos 1970. As dramáticas letras são sobre diversos níveis de desencontros da mente humana.

Segundo o portal Info Escola.com, paranoias "consiste em uma psicose caracterizada pelo desenvolvimento de um pensamento delirante crônico, lúcido e sistemático, provido de uma lógica interna própria, sem apresentar alucinações".

No disco são 12 músicas de rock'n'roll.  Simples, assim. E não precisa mais que isso para atingir resultados ótimos como o do primeiro single Paranoiac Personality, a única daqui executada no festival Wacken, na Alemanha, transmitido para o mundo todo pela Internet. O que não quer dizer que essa seja a melhor, pois todas carregam o padrão AC de qualidade.

Outra característica mantida neste trabalho são as participações de outros nomes da música. Na faixa-título, por exemplo, quem dá as caras é Roger Glover, baixista do Deep Purple. Em Fallen in love, o guitarrista do ZZ Top, Billy Gibbons, comanda as seis cordas. Larry Mullen, do U2, gravou a maior parte das baterias do CD. Além, claro, da banda que o acompanha ao vivo, como o trio de guitarras Ryan Roxie, Nita Strauss e Tommy Henriksen, o baterista Glen Sobel e o baixista Chuck Garric.

Fechando o assunto convidados, o melhor ficou para as duas últimas do track list, Genuine american girlYou and all of your friends, registradas pelo Alice Cooper Group: Michael Bruce (guitarra), Denis Danaway (baixo) e Neal Smith (bateria) - Glen Buxton faleceu em 1997.

Como bônus, seis clássicos registrados em Columbus, Ohio, Estados Unidos, em 2.016. No singles, há o registro de I'm Eighteen, gravada em Dallas. Se vai se tornar um clássico o tempo dirá. No entanto, aposto que Paranormal figurará entre os principais epítetos da extensa discografia de Alice Cooper. Que continue assim!