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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Artigo: Rock in Rio é festival de música!

(Reprodução) Só por trazer The Who essa edição tem nosso respeito 

PILSEN


Desde que foi criado, em meados dos anos 1.980, o Rock in Rio é um festival de música, ponto. Simples assim. Não é porque a palavra "rock" aparece na denominação que encontramos somente esse gênero musical em seu line-up.

Pelo menos é o que argumentam Roberto Medina - o criador - e seus funcionários. Já ouço isso desde que comecei a me interessar pelo ritmo que move o SP&BC, alguns anos antes da edição de 1.991.

Certo ou errado, fato é que rock pode ser traduzido, livremente, além de rocha, como agitar, sacudir, enfim, não necessariamente se refere à música. Em toda minha vida vi o sr. Medina dizer que RIR é uma marca. E soa bem, porque não usar?

Em tempo, não estou defendendo ninguém, apenas acredito que temos que ter nossas mentes sempre abertas e não ficarmos fechados e acusando esse ou aquele disso ou daquilo.

Não devemos nos esquecer, por exemplo, de que o evento de 1.985, o primeiro, trouxe muita coisa que em nada tem a ver com rock. Mesmo assim,contribuiu, e muito, para o desenvolvimento do som pesado no Brasil. A partir dele que guardamos em nossa memória tantos outros festivais, como Hollywood Rock, Live'n'Louder, Monsters of Rock e outros.

Todos citados acima acabaram, ou acontecem ocasionalmente, por questão de baixo retorno. Nos famigerados rodeios e afins já se apresentaram alguns grupos de rock importantes. Eu mesmo assisti ao Chuck Berry em um deles e foi muito legal.

Ou seja, ambos, o próprio público e a organização são culpados por não ter nenhuma noite dedicada ao metal, visto que em outras ocasiões ocorreram até três datas dedicadas ao estilo. 

A desculpa é de que não conseguiram nenhum headliner de "peso" (perdoem-me, não resisti ao trocadilho) por questões de agenda etc. Li isso ontem no G1. Ok, mas será que não poderiam colocar os nomes do metal em uma noite encabeçada pelo Guns'n'Roses? Na segunda edição, Axl, Slash e seus amigos fecharam uma data em que tocaram Megadeth, Sepultura, Judas Priest e Quensryche.

O Aerosmith encerrou um dia no último Monsters of Rock em que estavam escaldas várias bandas de hard/glam. Portanto, faltou, sim, boa vontade em trazer um nome pelo menos do metal (heavy, thrash).

Tem mais. No Brasil, quem é garantia de vender sozinho 200 mil ingressos? São sempre os mesmos, por isso se repetem. Depois de Nirvana, System of a Down, essa turma, qual a grande sensação? Não surgiu nenhuma grande banda para ocupar esse lugar.

Basta olhar as entrevistas que estão aqui no SP&BC, ninguém se interessa pelas novidades. Das nacionais é ainda pior, pois não vai ocorrer outro Sepultura, Angra ou Krisium tão cedo. Que dirá um revolucionário como o Sarcófago.

Ficar somente reclamando não levará a cena a lugar algum. Se não mostrarmos de fato que fazemos diferença e garantimos o retorno do investimento, isso vai continuar acontecendo.

Para mim, o RIR começa hoje e eu pretendo assistir a Def Leppard, Aerosmith, Alice Cooper, The Who, Bon Jovi, The Offspring, Sepultura e talvez algum outro. Todos nomes roqueiros. Acompanharei pela TV, infelizmente, mas ao lado da minha Pilsen. Adoraria estar lá hoje, dia 21 para ver o Leopardo Surdo.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Clássicos: Aerosmith dos anos 1970 aos 2000

Comemorando relembrando a discografia

DARK AMERICAN LAGER



No dia 31 de agosto, Permanet Vacation, obra-prima do Aerosmith, completa 30 anos. Como já expliquei ao inaugurar essa linha de homenagens no SP&BC (leia aqui), vamos falar um pouco sobre esse álbum. Porém resolvi mudar algumas regras, afinal, o blog é meu mesmo...

Decidi que, ao comemorar a idade cheia de um disco - 10, 20 ou 30 anos -, vou dar uma vasculhada em sua discografia e comentar outros na mesma situação. Sim, vou começar dando uma olhada no que os estadunidenses editaram não somente em 1.987, mas igualmente em 1.977 e 1.997.

E para harmonizar com tanta música boa, escolhi uma Dark American Lager, devido aos seus maltes escuros com característica aromática, pois acredito que precisamos de refresco para essa maratona e nada melhor do que um estilo vindo do mesmo país do quinteto.

Draw in the line



Um dos melhores trabalhos do Aerosmith, sem dúvida! E começa lá em cima com a faixa-título, sem nenhum dó dos fãs. No bom sentido, claro. Os oito temas da sequência não deixam por menos e mostram que o hard rock apresentado por Tom Hamilton, baixo, Joey Kramer, bateria, Joe Perry, guitarra, Steven Tyler, vocal, e Brad Whitford, guitarra, não estava para brincadeiras.

Lançado em dezembro de 1.977, Draw in the line é quinto álbum de estúdio do grupo e recebeu a certificação de platina dupla pela RIAA (Recording Industry Association of America, uma associação das gravadoras dos EUA). Um verdadeiro clássico!

Permanent Vacation



Este é o motivo da lembrança. Na primeira metade dos anos 1980, o Aerosmith passou por algumas turbulências, como problemas com drogas, que acabaram culminando na saída dos guitarristas originais e no LP Rock in a hard place (um disco com bons momentos), em 1.982.

A formação clássica voltou e soltou o pouco inspirado Done with mirros (1.985). Foi o suficiente para se ajustarem e lançarem Permanet... em agosto de 1.987. O que se pode dizer de um álbum com músicas como Rag doll, Dude (Looks like a lady) e a balada Angel, que foi traduzida pelo Yahoo e virou, inclusive, tema de novela?

Somente no país natal, o trabalho vendeu mais de cinco milhões de cópias, chegando à platina quíntupla. Apesar do sucesso do início de carreira, essa fase pode ser considerada a melhor musicalmente falando.

Nine Lives


Esse tocou muito. Ou você não conhece Falling in love (Is hard on the knees), Hole in my soul ou Pink, verdadeiros hits radiofônicos? Embora não tenha a mesma qualidade musical dos aqui citados, não se pode dizer que o décimo segundo álbum do Aerosmith é ruim, muito longe disso.

O disco é bom, no entanto já não tem aquele hard rock potente de outrora. Se bem que o que veio depois é ainda mais ligth, digamos assim. Com seus mais de três milhões de cópias vendidas ao redor do mundo, chegou ao topo da parada Billboard em 1.997.

A faixa Taste of India é bem parecida com Majesty, do Gamma Ray, editada no mesmo ano. Não sei se um plagiou o outro, se rendeu algo, mas o fato é se parecem bastante. O que não tira o brilho dos serviços prestados ao rock pelo Aerosmith, que se apresenta no Rock in Rio, em setembro.