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domingo, 28 de janeiro de 2024

SHOWS AC/DC de volta ao Rock in Rio


A banda de hard rock AC/DC voltará a se apresentar no Rock in Rio depois de quatro décadas. Pelo menos é o que garante Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo. Ao todo seráo quatro shows no Brasil em setembro, duas no estádio do Morumbis, em São Paulo, e outras duas no festival carioca.
 
Vamos aproveitar e completar a coleção do AC/DC? Na Amazon tem vários álbuns e diversos livros sobre o quinteto que são simplesmente imperdíveis! Então clique aqui e faça a sua festa!
 
Além da primeira edição do RIR, em 1.985, AC/DC veio ao Brasil em outras três oportunidades. A segunda ocorreu como parte da turnê Ballbreaker, em outubro de 1.996 com apresentações em São Paulo, no Pacaembu - em que eu estive presente - e Curitiba. Já a terceira foi em novembro de 2.009, em data única, para promover Black Ice”, na capital paulista.

Essa informação, se confirmada, já de cara terá uma baixa: os shows não devem contar com o baixista Cliff Williams. Aposentado desde 2.016, O músico retornou apenas para as gravações de Power Up (2.020) e do festival Power Trip, no ano passado. Será?

domingo, 31 de maio de 2020

10, 20, 30.. Iron Maiden: Décadas de relevância

Foto caseira da minha discoteca


Strong Ale


O que é mais legal de se fazer nesse quado em SP&BC é verificar a evolução das bandas durante os anos e em um intervalo de tempo específico, no caso a cada 10 anos. Alguns nomes possuem um ou outro álbum em suas discografias nessas condições - não precisa ser um clássico, apenas ser lançado conforme a regra - enquanto que outras editaram um número, digamos, legal para tanto.

Difícil mesmo é como conseguiu o Iron Maiden nos anos cheios, terminados em zero. Afinal, temos trabalhos que datam em 1.980 (homônimo), 1.990 (No prayer for the dying), 2.000 (Brave new world), 2.010 (The final frontier) e só não temos neste 2.020, possivelmente, por conta da pandemia do novo corona vírus.

De qualquer modo, conseguimos com esse retrato passar por praticamente todas as fases dos ingleses e ainda constatar que músicas mesmo com 40 anos de idade não soam datadas. Para escrever essas linhas resolvi abrir uma Strong Ale, cerveja com um amargor equilibrado e um teor alcoólico de 8%. Para o debut não encaixou muito bem, mas para o restante foi a cereja do bolo. Venceu a maioria.

Falando na estreia, resgatei um texto que assinei para a "Classics", #28, nos idos de 2.005, da revista Valhalla, quando era colaborador. Por isso, também, a paginação diferente, como nas outras vezes em que isso aconteceu. Oportunamente é bom salientar que esse praticamente um mês de falta de um texto novo no blog se deve aquela tradicional correria dos afazeres de contador. Posto isso, enfim, vamos voltar um pouco no tempo. Cheers!



IRON MAIDEN
IRON MAIDEN
(1980)
Como pode uma banda conseguir emplacar tanto sucesso como a Donzela de Ferro consegue? E por tanto tempo? E mesmo com os últimos lançamentos não estando no mesmo nível de qualidade de sua chamada “época clássica”? Isso é tema de Conclusão de Curso de nível universitário! Afinal, antes até de terem gravado um mísero LP já recheavam seus shows com várias faixas assinadas pela própria banda. E estamos falando do longínquo ano de 1980. A fraca produção explica a qualidade de som do registro, entretanto em termos de criatividade este marco zero de uma nova fase para o heavy metal em geral é 10. Ou vai dizer que você não se arrepiou com Iron Maiden naquela noite de janeiro de 2.004 no Pacaembu, caso tenha ido ao show, claro, 24 anos após o disco ser editado? Que o single Running Free os levou a participar do programa britânico da BBC Top Of The Pops, que Derek Riggs, autor deste desenho que já existia em seu portfólio (pasta com trabalhos que servem para apresentar desenhistas, artistas, publicitários etc.) mesmo antes de virar a capa do play, assinou todas as capas até o fim da década e outras “curiosidades” todos estão carecas de saber. Que na época do CD, Iron Maiden foi relançado com alguns bônus, sendo que na bolacha extra havia Sanctuary e Burning Ambition, que não entraram no track list do álbum, e depois ganhou um novo relançamento com faixa multimídia também não é novidade, pois já foi comentado na #22. Ah, sim, esta ilustração possui uma cor diferente da versão em vinil. Enfim, fazer “Classics” do Maiden é tarefa complicada, porém não deixa de ser prazeroso e estimulante no sentido de tentar descobrir qual a chave do sucesso. (VA)






No prayer for the dying


Praticamente todas as bandas tem aquele chamado disco de transição. Pois bem, estamos diante de um caso desses. Aqui marca mais uma mudança na formação: Adrian Smith (guitarra) por estar descontente dos rumos musicais de volta as raízes de que a Donzela estava tomando - talvez por isso a "transição" -, cedeu seu lugar a Janick Gers (ex-Ian Gillan Band), que acabara de fazer o álbum solo de Bruce Dickinson.

Fato é que o quinteto desde o começo sempre flertou com prog metal, haja vista Strange world, da estreia, e com uma ou outra música longa, mas talvez os fãs não estivessem preparados para isso ainda. e este trabalho tem de tudo, menos heavy metal. É bem rock and roll com aquelas passagens progressivas bem características das composições do chefão Steve Harris (baixo).

No prayer... começa em alto astral com a dupla Tailgunner e Holy smoke. Apesar de ser o LP com os temas mais curtos de seus registros, inicia-se na faixa título e segue até o final  essa mistura de guitarras com sintetizadores, não tão usados aqui, é verdade, heavy e prog. Uma banda que parecia sem um rumo definido após dois petardos, Somewhere in time (1.986) e Seventh son of a seventh son (1.988), bem sucedidos com os mesmos sintetizadores.

De qualquer forma, o grande sucesso deste lançamento, que comemora 30 anos, é a assinada por Dickinson Bring your daughter... To the slaughter. Ironicamente, a melhor do álbum a princípio sairia no citado trabalho solo do vocalista, Tatooed Millionaire (1.989). Porém quando o autor a mostrou a Harris, este fez questão de que ela fosse regravada para o Maiden porque ela era a cara do grupo. O single foi primeiro lugar nas paradas britânicas, coisa rara para a banda, e causou treta com grupos religiosos.

Em resumo é um play regular com bons momentos, como toda transição. A partir dele cada vez mais a Donzela de Ferro trilhou os caminhos do prog metal, e as músicas ficaram cada vez mais maiores. Além disso, foi a última bolacha produzida por Martin Birch (Black Sabbath, AC/DC e outros pesos pesados), com eles desde Killers (1.981). Completam a formação nesta gravação Dave Murray, guitarrista presente em todas as formações, e Nicko McBrain, baterista dos caras desde 1.983.


Brave new world

O contexto histórico todos conhecem, então não vamos perder tempo com ele. Contudo, vale dizer, a passagem do cantor Blaze Bayley rendeu um trabalho bom e bem dark, The X factor (1.995), e outro mediano, Virtual XI (1.998) que deixavam clara a proposta do então quinteto. A saída de Bayley e as voltas de Dickinson e Smith, transformaram a banda em um sexteto.

Para a produção de um novo álbum foram aproveitadas três composições dos tempos do antigo vocalista: The nomad, Dream of mirros e The mercenary. As duas primeiras tem bem a levada da formação anterior. Já Blood brtohers começou até ser composta nessa época, sem ser finalizada, pelo menos é o que alega o líder e principal compositor Steve Harris. Procurando no YouTube é possível encontrar um vídeo em que Bayley canta um trechinho dessa.


Carregado pelo hit The wicker man, lembrando o Iron porradão, Brave..., que comemorou 20 anos nessa semana, conseguiu agradar a maior parte da crítica e dos fãs, sendo certificado Disco de Ouro em vários países. É o primeiro a contar com a produção de Kevin Shirley e o último de estúdio a ter a capa desenhada por Derek Riggs. Sinal dos tempos.

A turnê rendeu um ao vivo gravado no Rock in Rio, em 2.001, em um show sensacional! Eu estava lá, conferindo-os in loco pela segunda vez, a primeira com Dickinson nos vocais. Igualmente saiu um DVD da apresentação e a partir deste tornou-se comum a regra de um de estúdio e um blu-ray para atender aos desejos dos fãs.

É um bom CD, com o lado prog ainda mais aflorado, embora eu não tenha dúvidas de que se não ocorresse a mudança na formação ele seria idêntico, salvo as linhas vocais, naturalmente. Concorda? Hora de abrir outra breja para o último trampo.


The final frontier


Que capa é essa? Ou melhor, que disco é esse? Estranho no mínimo. Lá se vão 10 anos desde que The final frontier chegou às prateleiras e, apesar de premiado, não é o mais lembrado, digamos assim. Foi o primeiro que eu não comprei e esta é minha banda de cabeceira.

Sobre os feitos do CD, ele é o quarto álbum a alcançar o #1 nas paradas inglesas, os outros foram The number of the beas (1.982), Seventh... e Fear of the dark (1.992); o single da faixa título, a melhorzinha, diga-se, foi quarto lugar nos Estados Unidos, o que o Maiden conseguiu de maior posição na Billboard 200; por El dorado o grupo levou o Grammy em Melhor Performance de Metal; no Brasil ganhou disco de platina. E daí?

Para mim é um disco preguiçoso, pouco inspirado, com músicas que não terminam e com um trabalho gráfico aquém do produzido outrora. Melvyn Grant assinou a capa. Por sinal, são dele os Eddies mais "diferentes", como em Virtual XI e Fear..., por exemplo.

Enfim, vale conhecer, afinal, sua opinião pode ser outra, mas eu não salvo nenhuma.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Agenda: Tim "Ripper" Owens de volta à Pomerode

(Divulgação) Vulcano (G, Hellish War) integra a banda de Owens novamente

Blond Ale



O Rock In Rio acabou e para quem reclamou das poucas opções de metal, uma alternativa é conferir Tim “Ripper” Owens, vocalista com passagens por grandes nomes do estilo como o Judas Priest, Iced Earth e Yngwie Malmsteen, que está de volta ao Brasil para uma série de shows. E Pomerode, aqui do lado do SP&BC, confere a apresentação no dia 6 de outubro.

A turnê faz parte da Demolition & Jugulator Celebrate Tour 2017, em que o repertório foca nos dois discos lançados com a banda inglesa quando substituía Rob Halford, conforme entrega a denominação do espetáculo. Essa é a segunda parte da tour, complementar aos shows que o cantor fez na América do Sul em maio desse ano.

A banda que acompanha Owens por aqui é exclusivamente formada por músicos brasileiros. Outra boa notícia é que a abertura fica por conta do Dominus Praelii, quinteto formado em Londrina (PR), em 1.999.



A Wox, de Pomerode, recebe o artista pelo segundo ano seguido. No set list de 2.016, algumas versões acústicas, faixas do projeto Beyound Fear, Iced Earth, Dio e, lógico, Judas Priest. Vale destacar que na oportunidade foram executados os clássicos cantados por Halford.

Pegue uma Blond Ale, porque você vai precisar se refrescar, e anote as datas:

29/09 – Tribos’s Bar em Maringá/PR
30/09 – Gillan’s Inn em São Paulo/SP
03/10 – Joker’s Bar em Curitiba/PR
04/10 – Embaixada Do Rock em São Leopoldo/RS
05/10 – Skatto Bar em Santa Maria/RS
06/10 – Wox Club em Pomerode/SC
07/10 – Botequim em Belém/PA
08/10 – Fanzine Rock Bar em São Luís/MA

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Artigo: Rock in Rio é festival de música!

(Reprodução) Só por trazer The Who essa edição tem nosso respeito 

PILSEN


Desde que foi criado, em meados dos anos 1.980, o Rock in Rio é um festival de música, ponto. Simples assim. Não é porque a palavra "rock" aparece na denominação que encontramos somente esse gênero musical em seu line-up.

Pelo menos é o que argumentam Roberto Medina - o criador - e seus funcionários. Já ouço isso desde que comecei a me interessar pelo ritmo que move o SP&BC, alguns anos antes da edição de 1.991.

Certo ou errado, fato é que rock pode ser traduzido, livremente, além de rocha, como agitar, sacudir, enfim, não necessariamente se refere à música. Em toda minha vida vi o sr. Medina dizer que RIR é uma marca. E soa bem, porque não usar?

Em tempo, não estou defendendo ninguém, apenas acredito que temos que ter nossas mentes sempre abertas e não ficarmos fechados e acusando esse ou aquele disso ou daquilo.

Não devemos nos esquecer, por exemplo, de que o evento de 1.985, o primeiro, trouxe muita coisa que em nada tem a ver com rock. Mesmo assim,contribuiu, e muito, para o desenvolvimento do som pesado no Brasil. A partir dele que guardamos em nossa memória tantos outros festivais, como Hollywood Rock, Live'n'Louder, Monsters of Rock e outros.

Todos citados acima acabaram, ou acontecem ocasionalmente, por questão de baixo retorno. Nos famigerados rodeios e afins já se apresentaram alguns grupos de rock importantes. Eu mesmo assisti ao Chuck Berry em um deles e foi muito legal.

Ou seja, ambos, o próprio público e a organização são culpados por não ter nenhuma noite dedicada ao metal, visto que em outras ocasiões ocorreram até três datas dedicadas ao estilo. 

A desculpa é de que não conseguiram nenhum headliner de "peso" (perdoem-me, não resisti ao trocadilho) por questões de agenda etc. Li isso ontem no G1. Ok, mas será que não poderiam colocar os nomes do metal em uma noite encabeçada pelo Guns'n'Roses? Na segunda edição, Axl, Slash e seus amigos fecharam uma data em que tocaram Megadeth, Sepultura, Judas Priest e Quensryche.

O Aerosmith encerrou um dia no último Monsters of Rock em que estavam escaldas várias bandas de hard/glam. Portanto, faltou, sim, boa vontade em trazer um nome pelo menos do metal (heavy, thrash).

Tem mais. No Brasil, quem é garantia de vender sozinho 200 mil ingressos? São sempre os mesmos, por isso se repetem. Depois de Nirvana, System of a Down, essa turma, qual a grande sensação? Não surgiu nenhuma grande banda para ocupar esse lugar.

Basta olhar as entrevistas que estão aqui no SP&BC, ninguém se interessa pelas novidades. Das nacionais é ainda pior, pois não vai ocorrer outro Sepultura, Angra ou Krisium tão cedo. Que dirá um revolucionário como o Sarcófago.

Ficar somente reclamando não levará a cena a lugar algum. Se não mostrarmos de fato que fazemos diferença e garantimos o retorno do investimento, isso vai continuar acontecendo.

Para mim, o RIR começa hoje e eu pretendo assistir a Def Leppard, Aerosmith, Alice Cooper, The Who, Bon Jovi, The Offspring, Sepultura e talvez algum outro. Todos nomes roqueiros. Acompanharei pela TV, infelizmente, mas ao lado da minha Pilsen. Adoraria estar lá hoje, dia 21 para ver o Leopardo Surdo.