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sábado, 14 de setembro de 2019

River Rock e a festa de todas as tribos

The Undead Manz: a modernidade
Ipa


Indaial, a 167 km de Florianópolis, no Vale do Itajaí, pela décima sexta vez foi a capital do rock catarinense por três dias, entre 6 e 8 de setembro, durante o River Rock Festival. Cerca de 30 bandas, das mais variadas vertentes, se revezaram no palco fazendo a alegria de mais de 500 fãs de todas as partes do estado e, também, de outras localidades. Veja a lista completa de se apresentou aqui, na Agenda do blog.

Deny Bonfante: sem exagero
Antes de continuar, vamos explicar por que a Ipa foi a escolhida para acompanhar tal evento. Primeiramente porque era um dos estilos de chope disponíveis no bar. O outro era o Pilsen. Depois por ser uma cerveja tipo clássica, vamos dizer assim. E finalmente, o SP&BC  fez duas entrevistas, com The Undead Manz e Gueppardo, e foi unânime a sugestão do estilo para curtir o som de ambas as bandas por eles mesmos. Os bate-papos você confere em postagens futuras.

Além de bebidas, naturalmente havia uma boa oferta gastronômica. E logo pensando na estrutura, o espaço para o camping era imenso, chuveiros com água quente, limpeza dos banheiros, brinquedo para as crianças e as lojas dos merchans em meio a um paisagem convidativa.
Vai uma lembrança?

Infelizmente consegui apenas estar presente por um breve período no sábado devido a outros compromissos profissionais, entre eles o Pomerode Bierfest - leia aqui. Contudo, já na chuvosa sexta, o Ratos de Porão, que a princípio havia cancelado em virtude do problema de saúde de João Gordo, repensou a decisão e tocou como trio fazendo uma excelente apresentação, segundo os presentes. Chuva ou sol, não importa, o RR rola de qualquer jeito, dizia a organização a respeito do tempo do primeiro dia.

Cheguei ao local, o Rota 66 km Centro de Eventos, somente por volta das 15 horas do segundo dia e assisti a apenas a três shows. Pouco, porém o suficiente para atestar que o festival, não à toa, foi um estrondoso sucesso, novamente. Organização, companheirismo, horários, tudo funcionou por ali.
No stress


A primeira que vi foi o The Undead Manz, de Criciúma, no sul de Santa Catarina. O som é... Bem, é um pouco difícil rotulá-los, podendo notar heavy, industrial e gótico, por exemplo, em suas músicas e visual. O vocalista Z, para não dar muitos spoilers da entrevista, disse que a ideia é justamente essa, misturar tudo. Aconselho a dar uma vasculhada pelas redes sociais da banda e conferir os vídeos no YouTube para tirar sua conclusão. Executaram músicas dos dois discos já editados, The rapture of undead's bride e The rise of the undead.

Em seguida, foi a vez dos gaúchos do Gueppardo subirem ao palco e fazerem com que todo o recinto voltasse no tempo até os anos 1.980. Farofa total! De modo geral, bebem na mesma fonte das bandas da Sunset Strip, contudo, como as letras são em português, acabam nos remetendo à galera daquela época que cantava em nossa língua nativa, como o Salário Mínimo. O set list teve faixas do debut Fronteira Final, uma cantada em espanhol e algumas novas que integrarão o novo álbum a ser lançado ainda em 2.019.
Gueppardo: anos 1.980 total

A última que assisti foi a banda solo do guitarrista Deny Bonfante, do Perpertual Dreams, fazendo um misto de rock instrumental e canções vocalizadas. E para quem ainda não conhece vale dizer que não soa nada forçado ou que tudo esteja à disposição para que a guitarra brilhe. Pelo contrário, todos trabalham para a música. Os caras divulgavam o último disco Stronger than darkness, lançado em maio. É mais uma prova de que o lema do RR, a "festa de todas as tribos", é cumprido à risca.

Tive que deixar o festival com o coração apertado, pois adoraria ter conferido os paulistas do King Bird e também os holandeses do Legion of the Damned, entre outros. Paciência. Quero registrar mais uma vez que o RR é o sucesso que é por conta das pessoas sérias que estão por trás de tudo. Só tenho que parabenizar e esperar que continue assim. Apoio não vai faltar. Para 2.020 a data está reservada, inclusive com um dia a mais no calendário. Long Live to River Rock!!

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Bierfest veio para ficar

Evento contou com 16 cervejarias

III Pomerode Bierfest, ocorreu em Pomerode, claro, vizinha da capital da cerveja Blumenau, de 5 a 8 de setembro. Estiveram presentes 16 cervejarias do Vale do Itajaí, a grande maioria, e de diversas cidades de Santa Catarina, inclusive do Oeste. 

Muito bom para conhecer novos rótulos e sabores disponíveis em doses de 100, 200 e 300 ml nos mais variados estilos. Ipa, Black Ipa, Weiss, Stout, Red Ale, America Pale Ale, enfim, apesar de não apresentar nenhuma novidade, foi a oportunidade para degustar e conhecer receitas de outros mestres cervejeiros.

No palco se revesaram bandas fazendo covers. Agora é aguardar até o feriadão da Independência do ano que vem para a próxima edição.

domingo, 11 de agosto de 2019

AGENDA: River Rock traz os gringos do Legion of the Damned

Stout


No mês que vem rola o maior festival do Vale do Itajaí e um dos maiores de Santa Catarina. Entre os dias 6 e 8 de setembro rola em Indaial, vizinha de Blumenau, a 16ª edição do River Rock Festival. E com um nome internacionalmente conhecido: o grupo holandês de thrash metal Legion of the Damned, cujo som é inspirado em temas como horror e ocultismo.

No entanto, infelizmente, uma baixa será sentida. Os Ratos de Porão estavam escaldos, mas devido à internação de João Gordo em decorrência de uma pneumonia grave, sua participação, bem como todo o restante dos compromissos da banda até o final do ano, foram cancelados.

Além dos holandeses e dos também confirmados paulistas do King Bird, outro grande nome do River 2.019, a line-up conta com Justabeli (SP), Sinaya (SP), Anthares (SP), Cosmic Rover (SP), Kiko Shred Band (SP), Legacy of Kain (PR), High Butcher (PR), Lacrimae Tenebris (PR), Serpent Rise (RS), Gueppardo (RS), Carcinose (RS), Arandu Arakuaa (DF), AAV (SC), Pogo Zero Zero (SC), Cerebral Cannibal (SC), Anal Vomitation (SC), Deny Bonfante Project (SC), Apócrifos (SC) , Starshok (SC), Tengu (SC), Obscurity Vision (SC), Tosse Harmônica (SC), Homem lixo (SC), Vermouth (SC), The Undead Manz (SC), Overblack (SC), 100dogmas (SC), Balboas Punch (SC), Dark New Farm (SC), Raging War (SC), No One Spoke (SC) e mais duas bandas covers, Tributo Death - Cosmic SOUL (SC) e Tributo Pantera - Cowboys from Rio (SC).

Agora, se ainda não comprou seu ingresso, precisa se apressar, pois as vendas se encerram no próximo dia 25. Eles custam R$ 150 para as três datas do evento. Depois, só juntar a barraca, se preparar para acampar e curtir os shows.

Serviço

Pontos de venda em Indaial e nas cidades próximas, além de Curitiba, no Paraná. Os ingressos adquiridos em qualquer ponto oficial são isentos de taxas e custam R$ 150, mais um quilo de alimento a ser entregue na portaria, até o dia 25/08/2019.

Abertura dos portões: 13 Horas. Shows: 17 Horas. O local será o mesmo do ano passado, ou seja, a Rota km 66, Centro Eventos, na Rod. BR 470, Km 65, Rua Cascavel, 606 Bairro Encano do Norte, Indaial, Santa Catarina. 

Contatos: (47) 98458-1573.

domingo, 21 de julho de 2019

A velha boa forma intacta do Whitesnake



Koyt


Não tem jeito, provavelmente a melhor cerveja para acompanhar o bom e velho hard rock é uma que refresca, afinal, quando o disco é bom é tanto agito que mesmo com o frio, como agora, dá um calor... Para quem não conhece, esse estilo nasceu na Holanda no século XIV, é leve, alto amargor e relativamente baixo percentual de álcool, pouco mais de 5%, além de agradar em cheio quem gosta de uma Weiss, devido às suas doses de trigo.

Ok, já entreguei que gostei de Flesh & blood, novo do Whitesnake - lógico, caso contrário não estaria no SP&BC. Curioso foi ver na época do lançamento, em maio, algumas pessoas não curtirem que a banda continua, mais especificamente seu vocalista e líder, David Coverdale, com quase 70 anos, abordando os temas em que "ficam correndo atras das garotas".

Oras, em qual disco do sexteto o tema não foi recorrente? Qual outro nome do rock insere tantas vezes a palavra "love" em suas letras e títulos quanto os britânicos? Eu, pelo menos, não consigo me lembrar de outro. Sendo assim, já imaginou Coverdale e seus comparsas "vomitando" textos sobre o aquecimento global? Não dá, não é?

Shut up & kiss me, com seu excelente clipe que vai na vibe do citado no parágrafo anterior e primeiro single, Trouble is your middle name, Gonna be alright, enfim, melhor deixar qualquer faixa do álbum rolar no talo - cuidado com os vizinhos. Apesar de não trazer nada de novo - Whitesnake precisa disso? - é um dos melhores do ano!


Slip of the tongue

Sim, a Cobra Branca entrou no túnel do SP&BC com seu álbuns lançados há 10, 20, 30, 40 anos. Acabamos de falar do mais recente trabalho dos caras e agora vamos revisitar o LP editado em novembro de 1.989, Slip of the Tongue, o oitavo de estúdio.

É aquele que tem em suas fileiras o guitarrista Steve Vai. Só por isso já é um capítulo a parte na história do Whitesnake. Adrian Vandenberg, na outra guitarra, Rudy Sarzo, baixo, Tommy Aldridge, bateria, e Don Airey, teclado, completam a formação estrelada.

Não é um dos meu favoritos, mas é inegável sua qualidade através de sucessos como Now you're gone e a regravação de Fool for your loving. Até mesmo Coverdale o considera um dos mais fracos de sua discografia.

De qualquer modo, vale a conferida para quem não conhece e deixa rolar que é rock dos bons!


Love Hunter

Este sim é um dos meus favoritos! Tanto que nos meus tempos de Rock Hard/Valhalla fiz uma resenha para a "Classics", que você deve imaginar do que se trata. E o que segue é exatamente o que saiu na edição #41 (capa do Venom). Acabou a cerveja? Abra outra e divirta-se:

Sabe quando bate aquela vontade de fazer uma coisa de qualquer forma? Então, é mais ou menos assim que rola algumas resenhas para a “Classics”. Dessa vez, me deu uma vontade enorme de ir até os meus LPs, que não estão empoeirados, e vasculhar. Assim que vi Love Hunter não tive dúvidas, afinal esta maravilhosa capa ficou na minha cabeça por muito tempo a fim de comprar uma camiseta com esta ilustração. Fiquei alguns minutos apreciando-a e pensando naquela diminuição para o CD, o que empobrece os trabalhos nesse sentido. Colocando a agulha para funcionar foi inevitável começar a cantar juntamente com David Coverdale a primeira faixa da bolacha: Long Way From Home. Calma aí, este disco não é do meu tempo, não, pois saiu em outubro de 1979 e eu sou bem mais novo que isso! Em todo caso, com um pouco de interesse pelo assunto, posso passar a vocês que o líder da banda havia lançado dois discos solos, Whitesnake (77) e Nortwinds (78), após a dissolução momentânea do Deep Purple, sendo que o último já contava com Micky Moody e Bernie Marsden (ex-Paice, Ashton & Lord) nas guitarras e Neil Murray no baixo, que mais tarde viria a integrar o Black Sabbath, entre outros. O debut, Trouble (78) – antes saiu o EP Snakebite – já trazia ao time outro ex-Purple, Jon Lord (k). Completa a formação o baterista David “Duck” Dowle. Um pouco de história passada a limpo, hora de conferirmos outras pérolas do rock’n’roll aqui contidas. Nesta época, o Whitesnake fazia uma espécie de hard blues bem rock’n’roll, ou simplesmente, rock. Ops, hora de virar o vinil... Nossa, e eu nem comentei sobre as outras do lado “A”: o hit Walking In The Shadow Of The Blues, Help Me Thro’ The Day, Medicine Man e You’N’Me. Ok, vamos então ao lado “B” que está totalmente no talo do meu antigo 3x1. Mean Business arregaça. A faixa-título é outra marcante principalmente por conta do slide de Moody e o suspiro/gemido característico do vocalista e ainda temos Outlaw, Rock’N’Roll Women e We Wish You Well. Ah, sim, a produção foi de Martin Bich (Black Sabbath, Deep Purple, Iron Maiden). Há quem diga que fase clássica dos ingleses começou com o trabalho seguinte Ready An’ Willing (80), mas Love Hunter é digno de todos os méritos e como diria meu amigo Marcio Baraldi: “É du carvalho!”

domingo, 16 de junho de 2019

Armageddon em imagens

André Matos: lembrança inesquecível (FOTOS: Kallyna Halana Gomes)

IPA


Tuatha De Danann
Infelizmente o blog SP&BC não conferiu de perto o II Armageddon Metal Fest, no dia primeiro de junho, em Joinville (SC), por motivos particulares. 

Mesmo assim, não poderíamos deixar passar batido esse evento da magnitude de abrir uma IPA e bater cabeça com uma felicidade incrível.

Dessa forma, segue alguns momentos daquele dia com a cobertura através de fotos feitas brilhantemente por Kallyna Halana Gomes.
Blackmass

Ratos De Porão
A apresentação do Shaman marcou o penúltimo show do cantor, tecladista, compositor e maestro André Matos. O músico faleceu uma semana depois, no dia 8, em São Paulo, vítima de um infarte. 

Rotting Christ
Motorocker

domingo, 9 de junho de 2019

Inscrições abertas para o 'Minha banda é um sucesso'


Weiss


Sim, amigo, abra uma Weiss para comemorar a abertura das inscrições para a 3ª edição do Minha Banda é Sucesso. As bandas de rock de todo o estado de Santa Catarina tem prazo até o dia 30 de junho no site culturatimbo.com.br ao custo de R$ 50. O concurso é promovido pela Prefeitura Municipal de Timbó através da Fundação de Cultura e Turismo (FCT) e é voltado exclusivamente para os conjuntos catarinenses autorais que explorem o rock em suas mais variadas formas.

O concurso premia as três primeiras colocadas com R$ 2.400 e troféus, além da gravação de um clipe sem roteiro e uma música na cidade de Timbó para a campeã. “O concurso abre as portas para as bandas autorais de todo o estado, fortalecendo o cenário musical e revelando grandes talentos, a exemplo das edições anteriores”, destacou o presidente da FCT, Jorge Ferreira.

O evento ocorre em quatro etapas sendo a final no dia 22 de fevereiro de 2.020 durante o Cultura Rock. O regulamento completo da competição e a ficha de inscrição estão disponíveis no site citado acima. Boa sorte!

sábado, 8 de junho de 2019

LUTO: A música perde André Matos

(IMAGEM: Facebook Shaman)

Músico morreu neste sábado, dia 8, aos 47 anos



Li a notícia há algumas horas, mas não quis acreditar. Achei ser outra fake. Apesar da fonte confiável. Não era. Há pouco encontrei essa ilustração no perfil de uma rede social do Shaman, atual projeto do vocalista, tecladista e compositor André Matos. Sem dúvida um dos melhores do nosso país. Ainda não foi divulgada a causa de sua morte, neste sábado.

Do mesmo perfil seguiu esse comunicado assinado pelos membros da banda: "O destino nos uniu, nos separou, nos reuniu e agora pregou mais essa com a gente. É com profunda dor em nossos corações que nos despedimos do André mais uma vez, desta vez de forma definitiva. Além da ferida que jamais cicatrizará, e mesmo sabendo que passamos momentos gloriosos junto ao nosso companheiro e amigo, restará pra sempre o melhor dele em nossos corações".

Matos começou cedo, aos 15 anos, com seus amigos do Viper, no já longínquo anos 1.980. Dois excelentes discos depois saiu, foi estudar música clássica e voltou à cena com o Angra. Mais sucesso ainda. Já na década de 2.000 o Angra se dividiu. Três ex-integrantes, incluindo o frontman, formaram o Shamam. Esse último contou com uma trilha em novela da Globo. Não que precisassem. Após seu fim, Matos partiu para uma carreira solo.

Além desses nomes, André tocou e gravou com grandes personalidades do metal mundial, como por exemplo Timo Tolki, ex-Stratovarius, entre muitos outros. Nesta década, o músico retornou com todos esses projetos, fazendo turnês de reunião e a alegria dos fãs. Faltou apenas com o Angra.
André em ação em show em Presidente Prudente (SP)

Jornalismo


Nunca tive a felicidade de entrevistar André Matos. O máximo que consegui foi resenhar alguns CDs para Valhalla, cobrir alguns shows,  e tentar fazer algumas fotos com uma câmera amadora, como a - horrível - que está ao lado. Coisas de jornalista em início de carreira.

Pelo menos perdi as contas de quantas vezes conferi sua performance ao vivo. Viper, Angra e Shaman. E por fim, devido a compromissos particulares não pude estar no que foi seu penúltimo show, bem aqui perto, em Joinville (SC), no Armageddon Metal Fest. O último foi em São Paulo, no último domingo. Vai fazer falta, mestre! R.I.P.