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segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

NOVIDADES Voodoo Shyne volta ao peso em novo single

Voodoo Shyne está de volta. Desde o final do ano passado, o vocalista/baixista tem lançado músicas em separado que, podem vir a se um novo álbum, como já aconteceu anteriormente. Outsider é o terceiro single dessa fase que já contou com Never Too Old To Fall In Love e a diferentona Play Your Part (veja aqui).

Deu a louca na Amazon! Um saldão em todo o site, mas principalmente em CD e vinil. É o Saldão do Cliente 2.024 e claro que você não vai perder né? Clique aqui e escolha sua oferta. Porém é por tempo limitado, então corra! 

Outsider é uma composição de Voodoo Shyne com participação de Estevan Sinkovitz (Marrero) na guitarra e Daniel Person (Hellish War) na bateria. A faixa foi lançada em formato audiovisual e o vídeo pode ser visto no canal oficial do Youtube do músico.

De acordo com Voodoo, a música é "uma bela porrada, crua e pesada, com influências de stoner rock e groove metal". "O som tem um riff cíclico em compasso 5/4 e parece com algo entre Sabbath e Danzig", finaliza o músico paulista.

terça-feira, 26 de abril de 2022

Lenda da NWOBH detona em Pomerode

FOTOS: Vagner R. Aguiar - Hellish War

New England IPA

O feriado de Tiradentes caiu em uma quinta-feira e essa folga prolongada propiciou mais uma passagem, a quinta, do Steve Grimmett's Grim Reaper pelo Brasil em três datas a partir de 21 de abril em Sorocaba, Pomerode (SC) e São Paulo, respectivamente. Naturalmente, eu não podia beber, pois estava dirigindo. No entanto, a escolha da New England Ipa é para escrever essas linhas. 

Claro que o SP&BC esteve em Pomerode para conferir o mini festival, já que as paulistas Brave e Hellish War se fizeram presentes no giro. O Grim Reaper foi formado por músicos de ambas as bandas, além de Steve, para apresentar os sucessos dos três primeiros álbuns da lenda da NWOBH.

FOTO: Makila Crowley - Steve Grimmett

Antes de falar um pouco dos shows, é preciso salientar a força de vontade, gana, sangue nos olhos, enfim, do pessoal envolvido nessa tour. Afinal, essa turma enfrentou uma viagem de pouco mais de 700 quilômetros entre Sorocaba, no interior de São Paulo, até Pomerode e depois mais uma distância semelhante até a capital paulista. Tudo isso em três dias! Só por isso já mereciam um prêmio! Ou seja, a vizinha de Blumenau foi privilegiada por estar inclusa na rota. Portanto, a casa deveria ter mais gente.

De qualquer forma, a Wox, que dispensa comentários, até tinha um público legal, apesar de ter capacidade para mais. Não foi empecilho para as três atrações da noite chuvosa. Sim, a sexta-feira não poupou os bangers do Vale do Itajaí. Saí de Blumenau para o meu primeiro show após a liberação das restrições em virtude da pandemia do novo coronavírus depois do Blaze Bayley, no mesmo local. Coincidência.

Brave

O primeiro a subir ao palco foi o Brave. O power metal dos caras funcionou muito bem. Apresentaram um set recheado de músicas de seu último trabalho The oracle, inclusive a faixa título, a minha favorita. Também contaram com a participação de Steve Grimmett na faixa Power in battle, do álbum Kill the bastard. Muito bom!

Em seguida, vieram os campineiros do Hellish War, do qual sou suspeito para falar, pois os acompanho praticamente desde o início, já que são meus conterrâneos. E eu gosto muito daquele clima metal anos 1.980 que a banda produz. Temas do mais recente CD, Wine of Gods dividiram o set com os clássicos, como Metal forever, sempre infalível!

Depois foi a vez do momento mais esperado, Steve Grimmett's Grim Reaper, com o avançar da madrugada. O show foi sem palavras. Com a voz ainda na melhor forma, digamos assim, Steve mostrou porque o Grim Reaper virou cult. O set contou com faixas dos três LPs clássicos: See you in hell (1.984), Fear no evil (1.985) e Rock you to hell (1.987).

Hellish War

Quem foi não vai esquecer, jamais. Quem perdeu, há de se lamentar. E não podemos deixar oportunidades como essa passar batida, pois elas precisam continuar acontecendo em nossa região. Por sinal, eles acontecem justamente em Pomerode, o que nos faz dar os parabéns para a gerência da Wox.

No canal do blog no YouTube há uma pequena entrevista com Grimmett e passagens com Brave e Hellish War. Inclusive, no bate-papo a explicação da escolha da cerveja. Só as imagens estão um pouco escuras porque o equipamento apresentou problema, mas está lá, na base do it yourself. Vai lá, se inscreva no canal, curta e comente a vontade!

domingo, 1 de dezembro de 2019

GERAL: Discos lançados em 2019 parte 1


Pilsen


A partir desta publicação e durante algumas, sem saber exatamente quantas, o blog SP&BC vai trazer alguns dos álbuns editados neste ano em breves palavras. Não é uma lista dos melhores do ano, apenas aqueles que por algum motivo acabaram não gerando resenha na devida época. E, também, já deu para perceber que quando não gostamos nem comentamos.

A cerveja escolhida foi uma Pilsen pelo fato de que uma certa importada alemã passou pela geladeira da redação e acabou influenciando no momento do trabalho. Ou seja, uma Pilsen bem encorpada e nada a ver com a Larger de que estamos acostumados, hein, por favor.

Stress - Devastação
Quarto álbum independente dos pioneiros paraenses. Para quem não sabe - ainda - essa banda de Belém foi a primeira a gravar um LP de heavy metal no Brasil no início do anos 1.980. O independente Devastação é excelente! Pronto, já nem precisaria falar mais nada. No entanto, como bom jornalista, vale dizer que, apesar da dificuldade em destacar uma ou outra faixa, arriscamos dizer que Motorocker, a lenda vai virar clássica no meio, isso se não alcançar o status de hino dos motociclistas. Ao todo são 11 faixas e entre elas, regravações de Coração de metal, Heavy metal é a lei e Brasil heavy metal, que aparece também em uma versão sinfônica no final. O álbum igualmente marca a estreia do guitarrista Emersom Lopes ao lado dos fundadores Roosevelt Bala (baixo e voz) e André Chamom (bateria).



Hellish War - Wine of Gods
Vindo do interior de São Paulo, mais precisamente de Campinas, o quarteto apresenta aquele heavy metal tradicional que é sua marca registrada neste novo petardo. E não é nenhum demérito, não, ao contrário, pois é feito com competência. Wine of Gods, o quarto da discografia, é um daqueles  trampos que nos faz acreditar que o metal jamais padecerá frente a qualquer modinha passageira por esses lados. Não à toa, Warbringer conta com a participação especial de Chris Bothendahl, líder do Graver Digger. Além da versão física, o CD também está disponível nas plataformas digitais, assim como os outros títulos nesta página. Confira uma entrevista com o grupo aqui.


Uganga - Servus
Minas Gerais sempre foi o berço de grandes nomes da nossa cena pesada, vide Sepultura e Sarcófago, só para ficar em dois dos mais famosos e influentes. E, justamente, pelo último passou o vocalista Manu Joker. Entretanto, o som do Uganga, já há duas décadas e meia na estrada cantando em português, não tem nada a ver com a formação lembrada (leia uma entrevista com músico aqui para saber mais). Servus, financiado pelo Wacken Fundation, é um trabalho digno de registro. Dizer que é o melhor trabalho dos cinco de estúdio é complicado, pois todos apresentam uma qualidade acima da média. Isso quer dizer que mais uma vez os mineiros não decepcionaram e entregaram um ótimo disco! Altamente recomendado.


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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Hellish War mantendo a fé no tradicional

(Divulgação)

Novo álbum está planejado para 2.018



Campinas, interior de São Paulo, é uma cidade com um milhão de habitantes. Além de toda a sua importância economicamente falando, podemos destacar essa metrópole igualmente pela forte presença em se tratando de rock. Bandas e grandes shows - Quiet Riot em meados dos anos 1.990 incluído. Ou pelo menos era.

E dentre as formações campineiras é impossível não lembrarmos do grupo de heavy metal tradicional Hellish War, formado no longínquo 1.995. A discografia começa com Defender of metal (2.001), passando por Heroes of tomorrow (2.008), Live in Germany (2.010) e culmina com o último registro Keep it hellish, editado em 2.013.

"Campinas teve uma cena muito forte nos anos 90 e acredito que até 2008 mais ou menos, ainda éramos relevantes", comenta o baixista JR sobre a realidade atual da cidade em entrevista exclusiva ao SP&BC. Para ele o problema é aquele conhecido por todos, os covers. "A não ser que sejam bandas que atraiam as mulheres, daí sempre terá casa cheia (risos). Campinas não tem uma cena nos dias atuais. Não está se renovando, são sempre as mesmas pessoas nos mesmos lugares", define.

No momento, o quinteto - completam o time, ao lado de JR, Vulcano, Daniel Job (ambos nas guitarras), Daniel Person (bateria) e Bil Martins (vocalista) - pode até parecer sumido, entretanto está prestes a relançar o debut com um bônus interessante, que é a regravação da faixa-título por Martins, que fez sua estreia no mais recente CD.

"A filha do Person nasceu na semana passada com muita saúde(N. do R.: entrevista realizada dia 10/11), cita o baixista um outro motivo. "Estamos deixando que ele curta e aproveite este momento tão importante na vida de sua família. Mas o Vulcano fez a tour com Tim Owens recentemente e estamos preparando algumas coisas nos bastidores, então de certa forma não estamos totalmente parados".

Não estão parados também porque já planejam compor e gravar um novo álbum de inéditas no próximo ano. "A tendência é manter o bom e velho metal tradicional", adianta JR para  depois despistar dizendo que "nunca se sabe".

JR: "Cerveja é o néctar dos deuses"
Aliás, sobre essas apresentações ao lado do ex-vocal do Judas Priest, entre outros, Vulcano mesmo contou como foi: "Fiz 16 shows este ano com o Ripper. Foi uma experiência incrível! Sempre apareciam alguns fãs do Hellish War nos shows e eles me pediam que nós tocássemos em suas cidades. Isso me deixa muito contente, porque dá perceber a extensão de onde nosso som chega, já que em alguns locais nós nunca tocamos. Tanto no Brasil como nos países da América Latina. É gratificante perceber a relevância que temos no metal nacional".

Esse giro pelo país passou por Pomerode (SC) pela segunda vez, já que em 2.016 Vulcano também tocou com Ripper na cidade vizinha - só para lembrar, Timbó é a sede do SP&BC. Apesar disso, o HW nunca tocou no estado.

Depois de mais de 20 anos de estrada, JR concorda que a cena de um modo geral mudou muito, afinal eles ainda presenciaram "um pouco do lance de ter uma gravadora olhando pela gente, investindo em divulgação, gravação, etc". No entanto, não acredita que "as pessoas perderam o interesse", mas sim que hoje a oferta é "maior do que a demanda".

Para um grupo tupiniquim que não só excursionou pelo exterior, como gravou um play ao vivo na gringolândia, como enxerga a diferença entre os fãs daqui do Brasil e do exterior? Para JR, os públicos são parecidos, porém "a diferença é a estrutura incorporada a um evento underground", em que qualidade é o que importa. Outro ponto é a mentalidade do europeu que é diferente, pois há apresentações em uma "segunda-feira com casa lotada", por exemplo.

Outra característica do HW é ser uma banda estabilizada. Person e JR não gravaram Defender... mas já estão na line-up há anos, sendo que o primeiro entrou na turnê de divulgação do mesmo álbum. Enquanto que Martins, residente em Santos (SP), entrou em 2.012.

"Sempre nos demos muito bem", explica o baixista dizendo que a receita do sucesso nesse sentido é saber respeitar o espaço do outro. E o fato de um integrante morar em outra cidade não atrapalha. "Apesar da distância, sempre estamos em contato".

Contudo, ainda não é possível viver somente do Hellish War. "O que conseguimos é fazer com que a banda se mantenha por ela mesma, mas individualmente cada um tem sua profissão e fonte de renda".

Vamos provar uma?


Antes de abrirmos aquela breja, JR agradece aos fãs e deixa um pedido a quem ainda não os conhecem: "Espero que nos deem uma chance e ouçam nosso som. Metal Still Burns!".

Bem, mas primeiramente precisamos perguntar se gostam da bebida mais amada pelos roqueiros. "Sim, adoro", exclama JR. "Cerveja é o néctar dos deuses (risos)". Sobre estilos, ele diz que curte "bastante Weiss. Aliás, este estilo é uma unanimidade entre nós do Hellish War".

Dessa maneira, então fica fácil imaginar qual seria o estilo de um futuro rótulo do HW, caso aconteça. "Já imaginamos", entrega. "Com certeza seria uma Weizen Bier!"