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domingo, 9 de junho de 2019

Inscrições abertas para o 'Minha banda é um sucesso'


Weiss


Sim, amigo, abra uma Weiss para comemorar a abertura das inscrições para a 3ª edição do Minha Banda é Sucesso. As bandas de rock de todo o estado de Santa Catarina tem prazo até o dia 30 de junho no site culturatimbo.com.br ao custo de R$ 50. O concurso é promovido pela Prefeitura Municipal de Timbó através da Fundação de Cultura e Turismo (FCT) e é voltado exclusivamente para os conjuntos catarinenses autorais que explorem o rock em suas mais variadas formas.

O concurso premia as três primeiras colocadas com R$ 2.400 e troféus, além da gravação de um clipe sem roteiro e uma música na cidade de Timbó para a campeã. “O concurso abre as portas para as bandas autorais de todo o estado, fortalecendo o cenário musical e revelando grandes talentos, a exemplo das edições anteriores”, destacou o presidente da FCT, Jorge Ferreira.

O evento ocorre em quatro etapas sendo a final no dia 22 de fevereiro de 2.020 durante o Cultura Rock. O regulamento completo da competição e a ficha de inscrição estão disponíveis no site citado acima. Boa sorte!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

A Noite em que a "cultura rock” catarinense brilhou



No último sábado, dia 23 de fevereiro, aconteceu em Timbó a décima edição do Cultura Rock, evento que tem o objetivo de valorizar a expressão da “cultura rock” de nossa região. Além dos shows que compunham a final da segunda edição do Minha Banda é Sucesso, rolaram exposição de artes e venda de produtos. Realizado pela Fundação Cultural de Timbó, o concurso visa incentivar e premiar bandas autorais do Estado de Santa Catarina. Seis bandas de diversas localidades dividiram o palco do Pavilhão de Eventos Henry Paul nessa etapa derradeira.
A primeira a se apresentar foi a Brigadeiro Espacial, de Ibirama, que trouxe muito estilo com as músicas Ocaso, Maresia e Águas de Marte, na melhor vibe de Rock Alternativo. A segunda, de Blumenau, Lohan executou as faixas Porque eu te quero, Raiva e Dor, mostrando como se faz um Rock Indie de qualidade. A terceira, Bicho Homem, veio de Mafra e trouxe o mais puro Punk Rock com as faixas Lobo e Cordeiro, Alice e levantando a plateia com Amém.
Depois foi a vez da Latolia, de Florianópolis, apresentar seu som, também no estilo Rock Indie. Porém o diferencial é que as letras eram em inglês, o que foi bastante surpreendente. Executaram Without a trace, It’s show the way e Just for you. A quinta banda a se apresentar foi a Square Brothers, de Balneário Camboriú. No melhor estilo Blues, com direito a saxofone, gaita de boca e boinas, os caras trouxeram as faixas Get away boogie, I quit e a dançante My Jazzy wayE finalmente, a sexta banda, também de Blumenau, Pororoca trouxe variados estilos na sua apresentação com as faixas De sonhos, Pé de goiabeira e Clarear.
O primeiro lugar foi da banda Bicho Homem, de Mafra, e faturou o prêmio de R$ 700, além de troféu e a filmagem de um videoclipe. O segundo ficou com a Pororoca, de Blumenau, e os meninos da Square Brothers, de Balneário Camboriú, ficaram com o terceiro. A banda vencedora, Bicho Homem, já está confirmada como uma das atrações do II Festival das Cervejarias de Timbó, que acontece de 5 a 7 de abril.
Para finalizar, a banda Dazaranha subiu ao palco exatamente à meia noite para o delírio das mais de quatro mil pessoas que passaram por lá. Com seu jeito “manezinho”, embalou o público com clássicos como Afinar as rezas, Tamo junto, Se tu diz, Deixa a tartaruga nadar. Mas o pavilhão veio a baixo mesmo quando tocaram Salão de festa a vapor. Em um momento bastante emocionante eles dedicaram a faixa Cubo a Matheus Pacher, fã da banda e criador do projeto Vila Cultural falecido aos 22 anos vítima de câncer em dezembro de 2018.
Ao final do show, com direito a samba de raiz e um belo acústico, tocaram a esperada faixa Vagabundo Confesso levando o público ao delírio e, de quebra, repetiram Salão de festas a vapor para finalizar com chave de ouro esse evento que exaltou o cenário rock catarinense como nenhum outro.

TEXTO: Programa Lendas do Rock - Paulo Rossi, Maysa Angeli, Vagner Aguiar
FOTOS: Programa Lendas do Rock

domingo, 8 de abril de 2018

Timbó beer city

Leo Maier Trio desfilando seu blues. Detalhe abaixo do palco

Cidade do Vale da Cerveja catarinense promove festival apenas com rótulos locais


Uma cidade com cerca de 40 mil habitantes distribuídos em 130,3 quilômetros quadrados sede de quatro microcervejarias é, bem provavelmente, a com o maior índice de produtor de cerveja por metro quadrado, ou por habitante, do país.

Blumenau, por volta de 30 quilômetros de distância, e com 300 mil habitantes possui, se não estou enganado, seis industrias da bebida mais amada do país e que é uma das fontes que movem o SP&BC.

Tanto assim que nesse primeiro fim de semana de abril ocorreu na Pérola do Vale, como é conhecido o município, o Festival das Cervejarias de Timbó. Blauer Berg, Borck, Hersing e Berghain se uniram a food trucks e bandas de rock/blues para proporcionar um sábado e domingo diferentes para a família.

Pena que nenhuma produza uma voltada ao bom e velho rock and roll, estampando em seus rótulos alguma banda ou título de música, como as entrevistas concedidas neste endereço por outras marcas.

Mas aí que pega. Na minha humilde opinião esse festival caberia no Pavilhão Henry Paul, um local maior que a Praça Central, onde foi realizado, lugar onde os principais eventos da cidade são realizados. Ele estava ocupado na data, mas será que não seria interessante uma mudança de agenda?

De qualquer forma, foi muito interessante observar todos reunidos curtindo um som, bebendo uma boa breja, seja IPA, Pilsen, Golden Ale ou qualquer outra disponibilizada pelas empresas, saboreando a diversidade de lanches, churros, enfim, o que foi proporcionado. Claro que eu também aproveitei.

Tomara que não fique nesse primeiro, que vire permanente e que todos os anos tenhamos novas edições sempre crescendo. Como, por exemplo, a segunda já se mudar para o Henry Paul. Para quem escolheu trocar São Paulo por Santa Catarina fica, cada vez mais evidente, a certeza de que fez a escolha certa. Cheers!!

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Luthiness vence o Minha Banda é Sucesso

(FOTO: FB/Luthiness) A banda vencedora

Pilsen


Antes de qualquer coisa, é bom dizer que a escolha de uma Pilsen para acompanhar a final do festival de grupos autorais Minha Banda é Sucesso, de Timbó (SC) é, simplesmente, porque era o que eu tinha em casa. Sim, peguei meu growler cheio de cope e fui conferir rock da melhor qualidade. O evento fez parte da nona edição do Cultura Rock e contou com o encerramento do Máfia S/A, que já lançou um full length e um EP em 10 anos de carreira.

Não vou comentar sobre as as seis bandas que se apresentaram para um bom público no Pavilhão de Eventos Henry Paul na noite do último sábado, dia 24, porque, infelizmente, não vi todas as concorrentes. Como era uma disputa, seria injusto de minha parte não dar o mesmo espaço a todas.

(FB/Cultura Rock) Kate Crush
No entanto, tive o prazer de presenciar a vencedora: Luthiness, de Rio do Sul. Aliás, por favor, alguém pode me dizer o que essa cidade coloca na água? Afinal, já conheci algumas boas bandas daquela cena e não consigo me lembrar de uma outra cidade no país com até 70 mil habitantes, que eu conheça, com tantos bons nomes. Nessa final eram duas!

A premiação se deu da seguinte forma: o Luthiness levou para casa R$ 700 (todos os prêmios tiveram descontados os encargos), e o direito de gravar um clipe sem roteiro e uma música da banda na cidade sede do concurso; Regina Serafim, conterrânea da primeira, pelo vice abocanhou R$ 600, e Kate Crush, de Blumenau/Indaial, com o terceiro posto faturou  R$ 500. Também participaram da última etapa Rocket Engine, de Blumenau, Metanoia, de Indaial, e Tanger Tap, de Aurora.

E quem ficou com água na boca, o Minha Banda é Sucesso do ano que vem está confirmado. “Para as bandas não classificadas", disse Jorge Ferreira, Secretário da Fundação Cultural de Timbó, organizadora do evento, "fica o convite para inscreverem novamente seus trabalhos para o Cultura Rock 2.019. As eliminatórias estão previstas para acontecer entre agosto e setembro deste ano”. As inscrições estão disponíveis a partir de abril na página da Fundação.

Fica a dica para que mais cidades sigam o exemplo de Timbó e proporcionem para a sua região eventos como esse. Parabenizando, igualmente a prefeitura e a secretaria de cultura timboense e a figura do incansável Walda Westphal, que sempre trabalha em favor do rock autoral. O estilo de vida/música mais amado do mundo agradece!

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Hellish War mantendo a fé no tradicional

(Divulgação)

Novo álbum está planejado para 2.018



Campinas, interior de São Paulo, é uma cidade com um milhão de habitantes. Além de toda a sua importância economicamente falando, podemos destacar essa metrópole igualmente pela forte presença em se tratando de rock. Bandas e grandes shows - Quiet Riot em meados dos anos 1.990 incluído. Ou pelo menos era.

E dentre as formações campineiras é impossível não lembrarmos do grupo de heavy metal tradicional Hellish War, formado no longínquo 1.995. A discografia começa com Defender of metal (2.001), passando por Heroes of tomorrow (2.008), Live in Germany (2.010) e culmina com o último registro Keep it hellish, editado em 2.013.

"Campinas teve uma cena muito forte nos anos 90 e acredito que até 2008 mais ou menos, ainda éramos relevantes", comenta o baixista JR sobre a realidade atual da cidade em entrevista exclusiva ao SP&BC. Para ele o problema é aquele conhecido por todos, os covers. "A não ser que sejam bandas que atraiam as mulheres, daí sempre terá casa cheia (risos). Campinas não tem uma cena nos dias atuais. Não está se renovando, são sempre as mesmas pessoas nos mesmos lugares", define.

No momento, o quinteto - completam o time, ao lado de JR, Vulcano, Daniel Job (ambos nas guitarras), Daniel Person (bateria) e Bil Martins (vocalista) - pode até parecer sumido, entretanto está prestes a relançar o debut com um bônus interessante, que é a regravação da faixa-título por Martins, que fez sua estreia no mais recente CD.

"A filha do Person nasceu na semana passada com muita saúde(N. do R.: entrevista realizada dia 10/11), cita o baixista um outro motivo. "Estamos deixando que ele curta e aproveite este momento tão importante na vida de sua família. Mas o Vulcano fez a tour com Tim Owens recentemente e estamos preparando algumas coisas nos bastidores, então de certa forma não estamos totalmente parados".

Não estão parados também porque já planejam compor e gravar um novo álbum de inéditas no próximo ano. "A tendência é manter o bom e velho metal tradicional", adianta JR para  depois despistar dizendo que "nunca se sabe".

JR: "Cerveja é o néctar dos deuses"
Aliás, sobre essas apresentações ao lado do ex-vocal do Judas Priest, entre outros, Vulcano mesmo contou como foi: "Fiz 16 shows este ano com o Ripper. Foi uma experiência incrível! Sempre apareciam alguns fãs do Hellish War nos shows e eles me pediam que nós tocássemos em suas cidades. Isso me deixa muito contente, porque dá perceber a extensão de onde nosso som chega, já que em alguns locais nós nunca tocamos. Tanto no Brasil como nos países da América Latina. É gratificante perceber a relevância que temos no metal nacional".

Esse giro pelo país passou por Pomerode (SC) pela segunda vez, já que em 2.016 Vulcano também tocou com Ripper na cidade vizinha - só para lembrar, Timbó é a sede do SP&BC. Apesar disso, o HW nunca tocou no estado.

Depois de mais de 20 anos de estrada, JR concorda que a cena de um modo geral mudou muito, afinal eles ainda presenciaram "um pouco do lance de ter uma gravadora olhando pela gente, investindo em divulgação, gravação, etc". No entanto, não acredita que "as pessoas perderam o interesse", mas sim que hoje a oferta é "maior do que a demanda".

Para um grupo tupiniquim que não só excursionou pelo exterior, como gravou um play ao vivo na gringolândia, como enxerga a diferença entre os fãs daqui do Brasil e do exterior? Para JR, os públicos são parecidos, porém "a diferença é a estrutura incorporada a um evento underground", em que qualidade é o que importa. Outro ponto é a mentalidade do europeu que é diferente, pois há apresentações em uma "segunda-feira com casa lotada", por exemplo.

Outra característica do HW é ser uma banda estabilizada. Person e JR não gravaram Defender... mas já estão na line-up há anos, sendo que o primeiro entrou na turnê de divulgação do mesmo álbum. Enquanto que Martins, residente em Santos (SP), entrou em 2.012.

"Sempre nos demos muito bem", explica o baixista dizendo que a receita do sucesso nesse sentido é saber respeitar o espaço do outro. E o fato de um integrante morar em outra cidade não atrapalha. "Apesar da distância, sempre estamos em contato".

Contudo, ainda não é possível viver somente do Hellish War. "O que conseguimos é fazer com que a banda se mantenha por ela mesma, mas individualmente cada um tem sua profissão e fonte de renda".

Vamos provar uma?


Antes de abrirmos aquela breja, JR agradece aos fãs e deixa um pedido a quem ainda não os conhecem: "Espero que nos deem uma chance e ouçam nosso som. Metal Still Burns!".

Bem, mas primeiramente precisamos perguntar se gostam da bebida mais amada pelos roqueiros. "Sim, adoro", exclama JR. "Cerveja é o néctar dos deuses (risos)". Sobre estilos, ele diz que curte "bastante Weiss. Aliás, este estilo é uma unanimidade entre nós do Hellish War".

Dessa maneira, então fica fácil imaginar qual seria o estilo de um futuro rótulo do HW, caso aconteça. "Já imaginamos", entrega. "Com certeza seria uma Weizen Bier!"

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Agenda: Titãs e Raimundos em Timbó

(Divulgação: titas.net)

Helles


Outro dia já foi comentado no SP&BC que Timbó é uma cidade privilegiada em se tratando de rock. E com anúncio de que os Titãs se apresentam na cidade dia 22 de dezembro com entrada franca em evento promovido pela prefeitura não há como negar.

O show faz parte do "Natal mais encantado", programa em que o governo municipal celebra o Natal e que, no ano passado, por exemplo, teve Jota Quest. Pela cidade já passaram Angra, CPM 22 e este mês ainda terá Raimundos, dia 24, na Biereck.

A região também é forte na cena, afinal a vizinha Pomerode, a cerca de 20 quilômetros, já sediou os gringos Tim "Ripper" Owens (ex-Judas Priest), Blaze Bayley (ex-Iron Maiden), Michael Vescera (ex-Yngwie Malmsteen) e, já há quase 10 anos, Jeff Scott Soto e o grande Eric Martin, vocalista do Mr. Big, entre outros nomes importantes.

Esses exemplos são de duas cidades com população de cerca de 42 mil e 30 mil pessoas, respectivamente. Por outro lado, em Indaial, um pouco maior, conta com o festival River Rock, sempre com vários nomes importantes. E não citamos Blumenau, o verdadeiro polo da Médio Vale do Itajaí, o que torna essas realizações grandes feitos. 

Os Titãs seguem divulgando Nheengatu ao vivo e contam somente com Branco Mello (vocal e baixo), Sérgio Brito (vocal e teclado) e Tony Belloto (guitarra), da formação original. Beto Lee (guitarra) e Mário Fabre (bateria), completam o time atualmente.

Já os Raimundos, que influenciaram o estilo escolhido para curtir esses shows, lançaram em março o DVD Acústico e contam com Digão (vocal e guitarra), Cainsso (baixo), Marquim (guitarra) e Caio (bateria).

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Agenda: Timbó promove festival de rock autoral

Bandas concorrem à gravação de clipe

Ipa


A cidade catarinense de Timbó é diferenciada no quesito cultura. Ainda mais em se tratando de rock. Os interessados têm até 20 de novembro para inscreverem três composições próprias no concurso Minha Banda é Sucesso, realizado pela prefeitura através da Fundação Cultural. E, obviamente, a comemoração precisa ser em alto estilo, que tal uma Ipa?

O evento ocorre em quatro fases entre outubro último e fevereiro de 2018. A seleção é dia 30 de novembro, enquanto que as eliminatórias acontecem em 14, 21 e 28 de janeiro, no Museu da Música, em Timbó (Rua Edmund Bell, Bairro Dona Clara). Já a final rola em 24 de fevereiro no Pavilhão de Eventos Henry Paul, às 19h, dentro do 8º Cultura Rock.

Podem participar quaisquer grupos de Santa Catarina sem restrição de estilos, desde que seja rock, claro, com no mínimo três integrantes e estes não podem estar em mais de uma composição da banda inscrita. Serão selecionadas até dezoito grupos divididos em até seis nomes por eliminatória, determinados por sorteio e organizadas por estilo.

A ficha de inscrição está no site da Secretaria de Cultura junto com outras informações e regulamento. O valor da inscrição é R$ 50 reais.

A premiação, além da presença confirmada no 9º Cultura Rock, em 2019, é a seguinte:
- 1º Lugar: R$ 700,00 (menos encargos) + Troféu + Clipe sem roteiro e gravação de uma música da banda na cidade de Timbó;
- 2º Lugar: R$ 600,00 (menos encargos) + Troféu;
- 3º Lugar: R$ 500,00 (menos encargos) + Troféu.