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terça-feira, 17 de março de 2020

Festival reúne o melhor entre música, gastronomia e cerveja

(FOTO: Daniel Zimmermann/Divulgação)


Presença do público foi 12% menor em relação ao ano passado


Blumenau (SC) sediou a 12ª edição do Festival Brasileiro da Cerveja entre os dias 11 e 14 de março, nos setores 1 e 2 do Parque Vila Germânica. No mesmo local, porém nos setores 3 e 4, de 11 a 13, rolou a Feira Brasileira da Cerveja. E, claro, antes, de 7 a 10, antes aconteceu o Concurso Brasileiro da Cerveja. 

Enfim, uma semana em que mercado cervejeiro nacional e internacional voltou seus olhos para a terceira maior cidade catarinense. SP&BC marcou presença, naturalmente, na sexta-feira e no sábado, e conta como foi.

Iniciando pelo Concurso, um dos maiores do mundo, 3.284 amostras da bebida distribuídas em 146 estilos diferentes foram avaliadas por mais de 100 jurados do Brasil e do exterior. No total participaram 634 cervejarias que dividiram as 203 medalhas entregues. Considerando um mapa, 11 estados tiveram marcas premiadas no evento. O top 3 ficou assim: Rio Grande Sul com 54 medalhas, Santa Catarina com 45 e São Paulo arrematou 44 pódios. Este evento era fechado.

Vamos degustar?

Já sei qual chopeira usar

Chegando, então, ao que interessa ao grande público, a degustação. Cheguei ao local na sexta às 18 horas e fui conferir as novidades da feira, afinal, não tem breja de qualidade sem uma certa estrutura. Assim, 76 expositores de marcas de países como Alemanha, Espanha, França, Canadá, República Tcheca além do Brasil apresentaram seus produtos. Falando em República Tcheca, fui conhecer um pouco de sua rica história no ramo em um stand. Por lá provei uma diretamente de Pilzen. Sim, a cidade que inspirou o nome do estilo mais conhecido no planeta.

Passei por outros stands de diversos fornecedores como sistema, autosserviço de chope em bar e de torneiras. Esta em formato de guitarra (foto), por motivos óbvios foi a que mais me chamou a atenção. O corpo é o do instrumento mesmo, com cordas verídicas. A personalização é uma tendência.

Hora de conferir a cereja do bolo. Para tanto, a pauta do blog para este ano era bem específica, ou seja, abordar as empresas que tem conceitos diretamente ligados ao rock, apesar de que o produto artesanal tem essa pegada roqueira, independente da proposta da marca. Para minha surpresa apenas três delas se encaixavam no foco. Dessa forma, usei a primeira noite, portanto, para reavaliação e novo rumo no texto.

Faltou empatia

Ajustes feitos, no sábado entrevistamos responsáveis pelas três empresas e elas ficaram tão boas que virarão matérias independentes. Portanto, durante as próximas semanas podem aguardar bate-papos com Bodebrow, falando do sucesso da bebida do Iron Maidein, Red Core e Nefasta.

Apesar de o primeiro dia contar com um amento de público de 14% em relação a mesma data em 2.019, a festa do geral representou uma queda de 12% em relação ao ano passado, com 27,7 mil pessoas. Para o presidente da realizadora do evento, a Associação Blumenauense de Turismo, Eventos e Cultura (Ablutec), Develon da Rocha, a pandemia do corona vírus foi determinante para esse resultado, que foi caindo com o passar dos dias. 

"Conforme o volume de casos foi aumentando, essa diferença foi reduzindo até que chegássemos a esse resultado. Tivemos dezenas de ônibus cancelados", comentou ele através da assessoria de imprensa do festival.

Mascotes marcaram presença

De todo modo, mais de mil rótulos de 100 expositores estavam a disposição dos apreciadores. Sem falar nas mais de 60 opções gastronômicas de 12 estabelecimentos. Nem todos participantes do concurso estiveram do festival, mas vários ganhadores de medalhas marcaram presença.

Em tempos de reforma tributária...

Pausa para nos situar sobre o mercado cervejeiro. Para André Gomes, secretário executivo da Abracerva, Associação Brasileira de Cerveja Artesanal, em exclusiva ao SP&BC, o mercado segue em ascensão com implantação de novas fábricas. "Fechamos o ano [N. R.: 2.019] com 1.209 cervejarias", conforme dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Esse número é 36% comparado com 2.018.

Segundo Gomes, a aprovação da tributação Simples para as empresas "facilitou e estimulou a criação de novas microcervejarias. Além das menores, ajudou também aos brew pubs", este um bar que produz sua própria bebida. Porém, agora uma das lutas da associação é contra a ST, a Substituição Tributária. "Ela encarece demais nosso produto e penaliza a pequena indústria", explicou. "Vamos acompanhar a reforma tributária de perto", conclui.
Mais uma vez provando que rock vem de berço

Rolou música?

Pois é, vamos falar um pouco de atrações musicais. Vinte nomes de estilos diferentes passaram pelos dois palcos. Vi somente alguns, três na verdade, sendo os que tocavam rock, claro. Na sexta acompanhei a dupla Sonido Club que apresentou um set list interessante. Com várias dos Beatles, explicaram que já participaram três vezes do festival que acontece anualmente em Liverpool, a Beatleweek. A que mais agitou o público foi o cover do Rage Agiant the Machine, Killing in the name of, e quando tocaram Legião, obviamente, me retirei.

Para a segunda noite tivemos o Star Beetles, cover argentino do... Ah, você sabe. Os músicos são bons, competentes, mas muito chatos e arrogantes. Uma pena. O público gostou, naturalmente, pois as músicas são boas!

Finalizando, o melhor do cast musical: os gaúchos do Tequila Baby. Aproveitando, o SP&BC é apoiador incondicional do trabalho autoral, e a receptividade que a banda teve, entre as melhores das que vi, comprova isso. Vamos privilegiar quem faz a sua música, que tal? Com um set list que lembrou seus 25 anos na estrada do punk, destaco o petardo Melhor do que você pensa.

Fim de festa, hora então de dizer que, como sempre, o festival estava impecável, bem organizado, enfim, quem foi pode se divertir à vontade. E que venha março de 2.021 para o próximo. Estaremos lá!

quarta-feira, 20 de março de 2019

Blumenau city beer

Público lotou as dependências da Vila Germânica


Festival ratifica o porquê de Blumenau ser a capital da cerveja


Terminou neste sábado, dia 16, o 11º Festival Brasileiro da Cerveja, no Parque Vila Germânica, em Blumenau, a capital nacional da bebida mais amada pelos brasileiros (de acordo com a lei sancionada pelo então presidente Michel Temer em 2.017). E, como sempre, não faltaram novidades, diversão, música e gastronomia, claro.

Tudo começou um pouco antes com o Concurso Brasileiro de Cervejas entre os dias 9 e 11. Mais de 3.100 rótulos distribuídos entre 156 estilos diferentes produzidos por 505 cervejarias disputaram as medalhas de bronze, prata e ouro, ou seja, de melhores do país.

A premiação ocorreu no dia 12 e foi transmitida via redes sociais sendo assunto, evidentemente, dentro da cultura cervejeira ao longo do período da festa. Um detalhe é que apesar de ser de nível nacional, o corpo de jurados foi formado, também, por juízes vindos de outros países, como Alemanha, Bélgica, África do Sul, República Tcheca e outros.
Rock ditou o ritmo em sua maioria

Aberta ao público a partir de quarta, dia 13, o festival já destacava o que cada stand arrematou de medalhas. Contudo, não apenas as premiadas eram procuradas, pois há muito mais a conhecer em se tratando de brejas do que se imagina. 

Eram 800 rótulos de 116 cervejarias disponíveis de todos os cantos do país em versões de 100, 200 ou 300 ml. Estivemos em dois dias, o maior número possível de rótulos, então provamos um bom número deles.

Abrindo um a parêntese para falarmos um pouco de outro evento que ocorreu paralelamente ao festival, a Feira Brasileira da Cerveja, voltada para os profissionais do setor. Entre os expositores, nacionais e internacionais, pudemos perceber instituições de ensino, fornecedores de máquinas e equipamentos, insumos e mídia especializada.

Voltando para a parte dos "bens de consumo", uma das cervejarias servia suas bebidas em um copo com uma válvula em sua parte inferior, igualmente conhecido como fundo, que permitia que o líquido o enchesse por baixo. O resultado era uma breja muito mais saborosa e cremosa.

Sobre novidades e as não tão comuns. Começando com uma Stout envelhecida no fundo do mar, sem CO2 (gás carbônico) e que não precisa ser servida gelada. Seu aspecto se assemelha a um vinho seco. Bastante forte, agradou em cheio seus apreciadores.

E para lembrar do Sant Patrick's Day, festa anual que celebra a morte do padroeiro da Irlanda São Patrício, comemorado no dia 17 de março em que bebemos "cervejas verdes", encontramos uma Belgian Weiss com adicional de menta. Aliás, neste mesmo stand havia uma Imperial Stout com pimenta, disponível nas versões leve e hot, ou seja, com gotas, lógico, de pimenta.

Pudemos observar empresas que se preocupam em ser autossustentáveis. Duas chamaram a atenção nesse sentido. Uma delas com o slogan cervejaria rural produz todos as adicionais que integram seu produtos, menos malte, inspirados em personalidades como David Bowie, Einstein e Che Guevara. Já a segunda produz rigorosamente toda sua matéria-prima.

Sentimos falta de fábricas com uma maior interação entre rock e cerveja. Em outros anos várias empresas estavam nessa linha e na versão 2.019 pouco, ou quase nada, se viu. Deve ser a crise. Entretanto, conseguimos encontrar uma Black Metal IPA sensacional. Curioso que ao escrevermos este texto ouvindo Panzer - a nacional, evidentemente - parece que conseguimos nos lembrar de seus aroma e gosto. 

Música


Essa relação rock/cerveja combina tanto que quase todas as bandas tocaram o estilo. Várias formações passaram pelos palcos dos setores 1 e 2 sempre com qualidade e bom repertório. Na sexta-feira, por exemplo, se já seria uma surpresa um nome interpretar Last night, dos Strokes, imagine duas. Algumas até apresentavam versões pouco diferentes do usual, saindo de velhos clichês para vários classicos. 

Em se tratando de set list, a com maior participação foi Psycho killer, dos Talking Heads. Nada menos do que quatro bandas, nas duas datas, a executaram. Uma boa pedida, possivelmente, seria dar espaço para nomes com trabalhos autorais. Seria uma ajuda e tanto para a cena.

Saldo positivo, todos felizes, isso que importa. Que venha 2.020! SP&BC e o Programa Lendas do Rock estarão lá, com cerveja!

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Accept mantém o padrão de qualidade


Oktoberfest



Falar de qualquer nome alemão e com isso escolher um estilo de cerveja germânico para a harmonização é sensacional! Fico na expectativa de alguma banda belga pintar por aqui no SP&BC. Aceito sugestões.

E o estilo escolhido para harmonizar com o mais recente álbum do Accept, The rise of chaos (Nuclear Blast, Nac.) aproveita a, talvez, maior festa de cerveja do Brasil, a Oktoberfest, que está rolando em Blumenau (SC). Influência, claro, do evento de mesmo nome na Alemanha.

Igualmente chamado de Märzen, março em alemão, esse estilo é sazonal. Produzido na primavera europeia, possui um malte levemente tostado e um alto teor alcoólico. Perfeito para acompanhar o heavy tradicional em questão.

Sim, este lançamento se tata de mais um típico disco do quinteto alemão. Mesmo depois de tantos anos da saída de Udo Dirkschneider, o Accept é como o AC/DC ou o Ramones, que sempre mostram o mesmo trabalho. Lembrando que o vocalista Mark Tornillo, substituto de Udo, apresenta o mesmo estilo do anterior.

O fato curioso é que no caso dessa turma esse detalhe não é demérito, visto os resultados alcançados. O que significa? Que The rise... é um grande CD e não faz feio frente a qualquer clássico editado por Wolf Hoffman (guitarra) e Peter Baltes (baixo) & Cia.

A faixa mais diferente, vamos dizer assim, é Analog man, um pouco mais técnica, com uma letra voltada para a modernidade sobre armazenamento de arquivos em nuvem (Welcome to cyberspace, I'm lost in the fog). Possivelmente por isso me atraiu bastante.

Die by the sword, Hole in the HeadNo Regrets, e a faixa título são outras canções que destacaria.

No Brasil


Além de Tornillo, Hoffman e Baltes, completam a formação o guitarrista Uwe Lulis (ex-Grave Digger) e o baterista Christopher Williams. Os cinco passarão pelo Brasil em novembro (leia aqui), Florianópolis incluso, dia 15, para alegria de nós, catarinenses.